Contagem regressiva Endzone Brasil – Nick Foles

perfil 9 - Foles cópiaO que  Nick Foles fez no ano passado foi algo simplesmente assombroso. Reserva de Michael Vick no início da temporada, assumiu o posto de titular do Philadelphia Eagles para cravar seu nome na história da NFL. A cada semana que passava, mostrava uma maturidade incomum para um jovem de apenas 25 anos. Calmo e preciso dentro do pocket, liderou com muita habilidade o inovador ataque de Chip Kelly. Lançou sete touchdowns em apenas um jogo, o único da história com um rating perfeito, teve o terceiro maior rating de um QB em uma única temporada (119). Apesar de alguns analistas minimizarem sua performance, considerando o camisa 9 fruto do novo esquema ofensivo dos Eagles, é incontestável que Foles possui muito talento.

Natural de Austin, Texas, já mostrava aptidão para os esportes quando garoto. Foi destaque da Westlake High School, tanto no futebol americano como no basquete. Embora tenha recebido vários convites de faculdades tradicionais para seguir sua carreira nas quadras, optou por seguir seu sonho de criança: atuar na NFL. Em dois anos como titular dos Chaparrals, computou 5658 jardas aéreas e 56 touchdowns, quebrando a grande maioria dos recordes estabelecidos pelo ex-aluno da escola, Drew Brees. Dois quarterbacks que viriam a se enfrentar nos playoffs do ano passado.

Foles em ação pelos Wildcats

Recebeu vários convites de grandes universidades. Se comprometeu com Arizona State, depois optou por Michigan State. Quase não atuou no primeiro e único ano por lá, reserva do atual QB do Cleveland Browns, Brian Hoyer. Resolveu então achar algum time em que pudesse ter uma chance de atuar, se transferiu para a Universidade do Arizona. Ficou elegível para atuar no time de futebol americano em 2009, de início ficou na reserva de Matt Scott. Ganhou a batalha pela posição de titular no quinto jogo da temporada, não saiu mais.

Titular absoluto e capitão dos Wildcats, Foles foi espetacular em 2010 e 2011: 7525 jardas, 48 TDs e 24 INTs. Passou de total desconhecido a grande promessa em apenas dois anos. Sem muita fama nacional e com apenas duas temporadas em alto nível na universidade, seu nome passou batido nas duas primeiras rodadas do Draft de 2012. Eis que o então técnico do Philadelphia Eagles,  Andy Reid, resolve dar uma chance ao jovem talento de Arizona. Reid buscava desesperadamente um quarterback capaz de substituir o sempre machucado Michael Vick.

Terceiro QB no início de 2012, Foles aos poucos foi ficando conhecido pelas ótimas atuações na pré-temporada daquele ano: completou 40 dos 63 passes tentados, passou para 553 jardas e seis touchdowns. Não somente venceu a competição de reserva imediato, como muitos torcedores pediam sua presença no time titular, haja vista as fracas atuações de Vick ao longo do ano. Foles teve finalmente sua chance na semana 10, substituindo o contundido camisa 7. Não foi espetacular, mas também não comprometeu. Tanto que foi nomeado o número um pelo resto do ano, mesmo com Michael Vick recuperado da concussão. Ainda inexperiente, teve alguns bons momentos em sua temporada de calouro.

A fraca temporada de 4-12 das Águias resultou na demissão de Andy Reid. O inovador Chip Kelly assumiu o posto, com a promessa de um ataque que revolucionaria a NFL. Disse logo em sua chegada que a posição de titular estava em aberto, Vick e Foles teriam que mostrar seu valor ao longo da pré-temporada. Ambos foram bem, mas Vick, em teoria, se encaixava melhor na filosofia que Kelly queria implantar no ataque.

O camisa 7 até começou bem a temporada, mas como de costume, se machucou. Nick assumiu o posto no segundo quarto do duelo contra o rival New York Giants, na semana 6. Mais seguro no pocket, executou com perfeição o rápido esquema de Chip Kelly. Foi impressionando o exigente torcedor dos Eagles na medida em que as rodadas passavam, uma maturidade digna de veteranos. Quando Vick se recuperou da lesão na coxa era tarde demais, nada tiraria o camisa 9 do comando do ataque.

Camisa de Foles no Hall da Fama

O melhor jogo da carreira veio na semana 9, um massacre diante do Oakland Raiders. Nick Foles foi o terceiro QB da história a lançar sete touchdowns sem nenhuma interceptação, o primeiro com um rating perfeito (158,3). Desempenho digno de um membro do Hall da Fama, tem a camisa e a bola usadas nesse jogo em exposição no prédio da instituição em Canton, Ohio.

Em parceria com LeSean McCoy, liderou segundo melhor ataque de 2013, apenas atrás do Denver Broncos. Venceu a NFC East e levou o time aos playoffs, algo que não acontecia desde 2010. Teve um bom desempenho, terminou com um rating de 105, mas não conseguiu vencer o New Orleans Saints do ídolo Drew Brees, no duelo de Wild Card. Foi para o seu primeiro Pro Bowl, venceu o prêmio de MVP do jogo festivo.

Titular absoluto, 2014 será o ano de afirmação para Nick Foles. Muitos consideram o próximo QB da franquia nos próximos dez anos, outros defendem que foi apenas um ano fora da curva. No comando de um dos ataques mais talentosos da NFL, o camisa 9 tem tudo a seu favor para provar seu valor.

Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+

Comentários