Contagem regressiva Endzone Brasil – Tom Brady

perfil 12 - brady cópiaDe total desconhecido a futuro membro do Hall da Fama, realmente a história de Tom Brady na NFL é única. Incrível pensar que um dos melhores, se não o melhor, quarterback da história da liga quase não foi escolhido no Draft. Tom possui todas as características necessárias para se tornar uma lenda do esporte: um líder dentro de campo, tem o profundo respeito de seus companheiros de time, se dedica em conhecer profundamente o esquema de jogo para tirar o máximo das armas que possui. Isso sem contar a precisão incrível nos passes.

É necessário todo um parágrafo para contar as principais conquistas e recordes do camisa 12: jogou cinco Super Bowls, ganhou três, em dois deles foi o MVP da partida (2001 e 2003). Além disso, é o jogador que mais venceu uma divisão da NFL na história (11), o que mais ganhou nos playoffs (18), o único a liderar seu time a uma sequência de 23 vitórias seguidas (2003 e 2004) e a passar os 16 jogos da temporada regular invicto (2007). Fora as nove indicações ao Pro Bowl e os dois títulos de MVP das temporadas 2007 e 2010, o último deles de forma unânime.

Brady defendendo os Wolverines

Nada mal para o descoordenado garoto nascido em San Mateo, California. Brady não se destacava fisicamente em nenhum aspecto quando criança, não era o mais forte, nem o mais alto ou o mais rápido. Entretanto, tinha algo que os outros não tinham: ele analisava tudo que havia feito de errado, utilizava seus erros para melhorar. Essa perseverança é algo latente no jogador até os dias atuais.

Mais velho, conquistou a vaga de QB reserva da Junipero Sierra High School, em seu primeiro ano por lá. Assumiu o posto de número um com uma lesão do titular, fato que voltaria a acontecer anos mais tarde. Tom foi destaque enquanto esteve por lá, reunia os principais atletas do time e fazia treinos exaustivos por conta própria. Terminou a carreira do colegial com 3,072 jardas e 31 touchdowns. Sua atitude dentro e fora dos gramados chamou atenção de muitas universidades, ele recebeu convites de várias partes do país. Resolveu atravessar o país e jogar pela Universidade de Michigan.

O então camisa 10 era o sétimo quarterback do elenco quando chegou em Michigan, passou os dois primeiros anos por lá lutando para ter uma chance no time titular. Até contratou um psicólogo voltado ao esporte para ajudar com sua frustração. Finalmente conseguiu ser titular em 1998, jogou todas as partidas dos Wolverines entre 98 e 99. O time venceu 20 dos 25 jogos que disputou nesse período, ele lançou 4,700 jardas e 31 TDs.

Números que não impressionaram os times da NFL, as opiniões dos analistas do Draft sobre ele eram divididas. As rodadas foram passando e ele foi ficando, algo muito decepcionante para quem esperava ser escolhido entre o segundo e o terceiro round. Foi então que o técnico do New England Patriots, Bill Belichick, resolveu dar uma chance ao jovem QB de Michigan, com a 199º escolha geral. Muitos consideram este o melhor pick da história dos Drafts.

Primeiro Super Bowl

Como já era rotina, ele não foi titular logo de cara, muito longe disso. Em seu primeiro ano, começou como o quarto quarterback do time. Foi subindo ao longo da temporada, ganhou a posição de reserva imediato no fim de 2000. Quis o destino que ele assumisse o posto de titular no segundo jogo de 2001, quando o titular Drew Bledsoe saiu contundido. Conforme os jogos foram passando, o mundo passou a saber quem era Tom Brady. Os Patriots venceram 11 dos 14 jogos que o camisa 12 começou como titular, conquistaram a AFC East e foram aos playoffs.

Tom não se intimidou na pós-temporada, levou os Pats ao tão sonhado jogo de Super Bowl. Liderou uma das campanhas mais emblemáticas da história da grande final: com o jogo empatado a 1:21 para o fim, sem timeouts, avançou 54 jardas e posicionou seu kicker para chutar o field goal da vitória faltando sete segundos.  Foi o QB mais jovem a vencer um Super Bowl.

Após um decepcionante 2002, Brady voltou com tudo nos dois anos seguintes. Foi bi campeão em 2003 e 2004, levou os Patriots a três títulos de Super Bowl em um período de quatro anos. Assim como em 2001, Tom liderou a campanha final de 2003 com o jogo empatado no minuto final, mais uma vez posicionou seu kicker para o chute do título. Em ambas as oportunidades foi o MVP da final. Brady voltou aos playoffs nos dois anos seguintes, mas caiu diante dos Broncos e dos Colts, respectivamente.

Foi em 2007 que teve o melhor ano da carreira: 4,806 jardas aéreas, 50 touchdowns e apenas oito interceptações. Números que lhe renderam o prêmio de MVP. O camisa 12 venceu todos os jogos da temporada regular e chegou invicto ao Super Bowl. Entretanto, o título não veio, o próprio Brady conta que a derrota para os Giants foi a mais sofrida de sua carreira.

Séria lesão sofrida em 2008

Tom quase não atuou na temporada seguinte, ele rompeu os ligamentos do joelho logo no primeiro duelo do ano. Não entrou mais em campo em 2008, perdeu uma sequência de 111 jogos seguidos como titular. Recuperado em 2009, chegou aos playoffs, mas teve o pior desempenho da carreira na pós-temporada. Lançou três interceptações na derrota para o Baltimore Ravens, primeira dele jogando no Gillette Stadium.

Voltou aos holofotes em 2010 com um desempenho espetacular, foi eleito MVP de forma unânime segundo prêmio da carreira. Entretanto, caiu no Divisional Round para o rival New York Jets.  Chegou  ao quinto Super Bowl no ano seguinte, mas mais uma vez encontrou a pedra em seu caminho: o New York Giants. Ele bem que tentou, mas não foi páreo para a forte defesa dos Blues.

Retornou aos playoffs nos últimos dois anos, em ambos caiu na final da AFC. A temporada de 2013 foi particularmente especial, pois Brady chegou muito próximo do Super Bowl literalmente “tirando leite de pedra”, sem os seus principais alvos. Para 2014, Brady terá Rob Gronkowski e Danny Amendola saudáveis, além do confiável Julian Edelman. Aos 37 anos, nada melhor que um quatro anel de campeão para consolidar ainda mais seu nome entre os melhores de todos os tempos.

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