Contagem regressiva Endzone Brasil: #11 Larry Fitzgerald

perfil 11 dias fitzgerald 2015

Larry Fitzgerald é sem sombra de dúvidas um dos melhores wide receivers da história da NFL. Ele é tão bom, mas tão bom, que consegue computar números espetaculares, é o WR mais novo a chegar a marca de 11 mil jardas recebidas, por exemplo, mesmo com uma falta de talento impressionante na posição de quarterback do Arizona Cardinals. Em dez anos por lá, já recebeu passes de nomes como Matt Leinart, Derek Anderson, Kevin Kolb, John Skelton e Ryan Lindley.

Fitzgerald com a camisa dos Panthers

Larry mostrou toda sua capacidade nos três anos que Kurt Warner foi o quarterback dos Cardinals, único jogador realmente bom que já lançou um passe para ele. Fato que chega a entristecer os amantes do futebol americano, um WR desse calibre em um time sem QB de elite é certamente um desperdício de talento. Muito inteligente na execução das rotas, Fitz usa a velocidade fora do comum, aliada as mãos firmes na hora da recepção, para se livrar da marcação e receber os passes. Pouquíssimos defensores da liga não passam vergonha quando encaram o camisa 11 no mano a mano.

Características que chamavam atenção desde garoto, na época que ajudava na reposição das bolas nos treinos do Minnesota Vikings, seu time do coração. Seu talento emergiu na Academy of Holy Angels, depois aprimorado na academia militar de Valley Forge. Foi aceito na Universidade de Pittsburgh, onde defendeu os Panthers por dois anos.

Bateu vários recordes da universidade nos 26 jogos que atuou por lá: 2677 jardas e 34 touchdowns. Venceu o prêmio de melhor WR do College Football em 2003, é o único wide receiver da história da NCAA a receber um TD em 18 jogos consecutivos. Como frequentou a academia militar por um ano, convenceu a NFL que já havia passado os três anos obrigatórios depois do colegial, ficou elegível para o Draft 2004. O jovem promissor de Pittsburgh foi o terceiro jogador a ser selecionado no evento daquele ano, pelo Arizona Cardinals.

Se encaixou muito bem com o recém-chegado QB Kurt Warner e o também jovem WR Anquan Boldin. O trio foi um dos pais perigosos da NFL na segunda metade dos anos 2000, o experiente quarterback sabia utilizar as novas armas com inteligência. Após uma boa temporada de calouro, o camisa 11 foi espetacular em 2005, computou 1,409 jardas, 10 TDs e foi ao primeiro Pro Bowl. Voltou a computar exatamente os mesmos números em 2007, já consolidado como um dos melhores WRs da NFL. Apesar dos bons números, não se classificou para os playoffs nos três primeiros anos de carreira.

Panorama que mudou em 2008. Após uma campanha de 9-7, os Cardinals chegaram a pós-temporada. Eis que Fitzgerald mostrou como realmente é um dos melhores de todos os tempos. Ele destruiu nos playoffs, o melhor desempenho de um wide receiver na história da pós-temporada: 546 jardas recebidas, 30 recepções e 7 TDs. Apesar dos dois touchdowns recebidos no Super Bowl, Arizona caiu diante do Pittsburgh Steelers por 27 a 23. O mais impressionante veio depois do fim da temporada, quando Fitz contou que jogou todas as partidas com uma fratura no dedão da mão direita. Após outra boa temporada, voltou aos playoffs no ano seguinte, mas não foi páreo para o New Orleans Saints de Drew Brees no Divisional Round.

Depois do anúncio da aposentadoria de Warner no fim de 2009, o camisa 11 nunca mais teve um bom quarterback para receber passes. Os Cardinals tiveram seis QBs titulares nos últimos quatro anos, nenhum excepcional. Mesmo com a falta de talento no time, levou o  fraco ataque nas costas, computou quase 5 mil jardas recebidas e  30 TDs no período.

Teve um bom 2013 ao lado do QB Carson Palmer. Longe de ser brilhante, Palmer é o melhor quarterback a passar por Arizona desde a saída de Kurt Warner. A dupla tinha tudo para um 2014 mais efetivo, mas a grave lesão no joelho acabou com qualquer chance de vitória nos payoffs. Se o QB se manter saudável, 2015 tem tudo para ser a melhor temporada de Fitzgerald nos últimos anos.

Comentários