Contagem regressiva Endzone Brasil: #6 Jay Cutler

06 dias Jay Cutler

Com uma força no braço fora do comum, Jay Cutler é capaz de conectar passes espetaculares. Entretanto, o excesso de confiança algumas vezes o prejudica, arriscando demais em momentos decisivos. Apesar dos pesares, uma coisa é certa: se ele ver uma oportunidade de lançamento, mesmo que remota, vai tentar completar. Após alguns anos apagados em Denver, time que o draftou, Cutler encontrou um lar em Chicago. Mesmo sem muito sucesso por lá ainda, é um dos maiores ídolos da Cidade dos Ventos por seu perfil dentro de campo. É um atleta exemplar também fora dos gramados. Diagnosticado com diabetes no início de 2008, Jay cuida muito bem da sua saúde para poder atuar em alto nível.

Torcedor do Chicago Bears quando garoto, o jovem Cutler tinha como maior objetivo de vida ser o quarterback da equipe de coração. O jovem de Santa Claus, Indiana, teve destaque já no colegial, atuando pela Heritage Hills High School. Quebrou todos os recordes possíveis e imagináveis por lá, o time teve 26 vitórias e uma derrota enquanto Cutler foi titular. Além de ser o QB da equipe, atuava também como safety.

Foi o melhor QB da história de Vanderbilt

Decidiu jogar pela Universidade de Vanderbilt, Tennessee. Cutler sabia onde estava entrando, a faculdade não possui um histórico nada vitorioso nas últimas décadas. Mesmo com um recorde de 11 vitórias e 35 derrotas nos quatro anos por lá, chamou atenção por tornar um time muito ruim competitivo. Quebrou quase todos os recordes de um quarterback na universidade.

Apesar de alguns questionamentos sobre a velocidade com que ele fazia o passe, foi selecionado com a  11º escolha do Draft 2006 pelo Denver Broncos, o time subiu algumas posições após uma troca com o St. Louis Rams. foi o terceiro jogador da história de Vanderbilt a ser escolhido na primeira rodada de um Draft.

Terceiro QB dos Broncos no início da temporada 2006, ganhou a posição de reserva imediato após uma ótima pré-temporada. Assumiu a posição de titular na semana 13, uma alternativa as fraquíssimas atuações do então número um, Jake Plummer. Apesar das três derrotas em cinco partidas, a última delas custou a vaga do time aos playoffs, o camisa 6 foi bem melhor que o seu antecessor. Cutler foi titular absoluto nos dois anos seguintes, teve 15 vitórias e 17 derrotas no período. Construiu uma química muito grande com o WR Brandon Marshall, uma das parcerias mais prolíficas da liga até os dias atuais. Em 2008, foi nomeado para o Pro Bowl.

O casamento com os Broncos acabou no ano seguinte, com a chegada do técnico Josh McDaniels em Denver. O treinador deu a entender que trocaria Cutler por seu pupilo em New England, Matt Cassel. Chateado com a possibilidade de ser trocado pela franquia, pediu formalmente para ser negociado.  Foi envolvido em uma complicada negociação com o time de infância, Chicago Bears: Denver abriu mão de Cutler e uma escolha de quinta rodada do Draft 2009, em troca, recebeu o QB Kyle Orton, as escolhas de primeira e terceira rodadas de 2009, além da primeira de 2010.

Cutler após lesão sofrida na final da NFC

Chegar em troca de duas escolhas de 1º round trouxe muita pressão para os ombros do camisa 6, foi duramente criticado em sua primeira temporada com os Bears. Não foi um desastre, mas as 26 interceptações pesaram no julgamento da mídia e dos torcedores.  Jay mostrou seu valor no ano seguinte, o melhor de sua carreira em termos de resultado. Após vencer 11 jogos na temporada regular, bateu o Seattle Seahawks no Divisional, seu primeiro jogo na pós-temporada. Entretanto, a final da NFC acabou de forma melancólica, Cutler deixou o gramado no início do segundo tempo, quando o time perdia por 14 a 0 para o rival Packers. Foi duramente criticado por não ter esboçado vontade de retornar ao campo. Depois da partida, foi diagnosticado um entorse no ligamento do joelho.

O camisa 6 não voltou a pós-temporada nos últimos quatro anos, sofreu demais com a falta de proteção de sua linha ofensiva. Em 2012, voltou a fazer parceria com o alvo favorito ao longo da carreira, Brandon Marshall. O WR teve destaque imediato em sua primeira temporada com os  Bears, computou 1,503 jardas e 11 TDs. Mais protegido em 2013, Cutler teve tudo para voltar aos playoffs, mas sua ausência por quatro partidas, contundido, foi determinante para a campanha de 8-8.

Em janeiro de 2014, Cutler renovou seu contrato até 2020 com os Bears. O fraco desempenho do QB após a renovação despertou a ira de alguns torcedores da franquia, principalmente por atitudes do jogador, que simplesmente não se importava com os resultados ruins.

Panorama que mudou em 2015 com a troca do comando técnico da equipe. John Fox e o coordenador Adam Gase ajudaram Cutler a melhorar o desempenho como um todo, principalmente a parte psicológica. Ele passou 14 jogos sem lançar mais de uma interceptação.  Mesmo com a campanha 6-10 da equipe o camisa 6 teve um bom desempenho: fechou  a temporada com o maior rating da carreira (92,3). Cutler é hoje o QB mais vitorioso e o que mais lançou touchdowns pela franquia de Chicago. Mesmo com a saída de Gase para os Dolphins a expectativa é de um 2016 melhor para Jay Cutler e o Chicago Bears.

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