Prévia da temporada 2016: Como será o ano do Cincinnati Bengals

POJETU PREVIAS bengals

Apesar do ataque não ter sido a maior arma dos Bengals no ano passado, a pergunta mais corriqueira no momento é: o que será desse time sem Hue Jackson? O ex-coordenador ofensivo agora é head coach do Cleveland Browns e quem assumiu seu lugar em Cincy foi Ken Zampese, mentor de Andy Dalton desde o início de sua carreira. Lembrando que em 2015 o QB dos Bengals teve seu melhor início de temporada da carreira. É pedir demais que tenha outra? Talvez. Veremos o que será do time de Marvin Lewis, que sempre foi bastante criativo.

CRIATIVIDADE OFENSIVA

Como se sairá Dalton sem a possível presença de Green?

Na temporada passada vimos várias vezes os Bengals indo com formações de ataque grotescas. Na maioria das vezes o resultado era satisfatório. A probabilidade de elas continuarem acontecendo é a mesma, uma vez que Marvin Lewis sempre é o responsável por elas. Agora ele terá o auxílio de Ken Zampese, ex-técnico de QBs e novo coordenador ofensivo.

Recentemente a diretoria dispensou o WR Brandon Tate e agora quem retornará os chutes para os Bengals será, possivelmente, o novato Alex Erickson, de quem a diretoria gostou bastante. Agora mais do que nunca as jogadas aéreas vão cair em cima do WR A. J. Green, que teve uma pequena lesão no jogo de pré-temporada contra os Jaguars, mas não preocupa muito. Mohamed Sanu também saiu, deixando uma lacuna para as jogadas criativas. Mario Alford deverá receber mais bolas na temporada, caso esteja saudável, e, quem sabe, até os novatos Tyler Boyd e Cody Core poderão ter minutos preciosos no ataque titular.

Em 2015 prevemos um ótimo ano para Tyler Eifert e não deu outra. O TE teve a melhor temporada de sua vida, sendo comparado com outros tight ends mais famosos. Foi o maior achado dos Bengals na temporada passada. No entanto, mais uma vez sofreu lesão, passou por uma cirurgia em maio e a recuperação pode demorar até a 3ª semana. Por isso Tyler Kroft talvez seja o titular nas primeiras semanas e pode despontar.

Por último, mas não menos importante, o ataque terrestre de Cincy tem talento para fazer barulho. Gio Bernard e Jeremy Hill são dois ótimos RBs, que correm bem entre os bloqueios, recebem bem e sabem trabalhar o screen. A gama de jogadas que se pode fazer com esses dois jogadores é imensa. Mesmo com a saída de alguns WRs, Andy Dalton vai ter pessoal para fazer fluir seu jogo.

DEFESA PRATICAMENTE IGUAL

img24391809A base da defesa dos Bengals está quase idêntica. Essa, na verdade, pode ser a melhor notícia que o torcedor poderia ler. Ainda vão jogar na formação 4-3, quatro na primeira linha e três linebackers. Carlos Dunlap, que ano passado teve ótima temporada, e Michael Johnson serão os DEs. Domata Peko e Geno Atkins estarão pelo meio. Vontaze Burfict, Rey Maualuga e Vincent Rey serão os LBs. A secundária continuará quase a mesma. Nos cantos: Dre Kirkpatrick e Adam Jones, que também pode ser o retornador caso esteja saudável, além de George Iloka e Shawn Williams – que assume o lugar de Reggie Nelson – como safetys.

Na temporada passada, a defesa de Cincinnati cedeu 17,4 pontos por jogo para seus adversários. A segunda melhor marca da NFL. A base é idêntica. A chance de tudo continuar dando certo é alta, mas nunca se sabe.

Alguns números da defesa do ano passado são excelentes. Nas trincheiras foram 42 sacks além de 47 tackles para perda de jardas. Na secundária foram 83 passes defendidos e 21 interceptações. Como nada mudou, podemos ver mais um ano de defesa dominante do Cincinnati Bengals. Mas o que deve ser levado em consideração é como os adversários vão jogar contra uma defesa que eles já conhecem. Mesmo sendo igual, é uma nova temporada.

Favoritismo em 2016

7O otimismo com relação aos Bengals se reflete também nas casas de aposta. Segundo dados da Odds Shark, a chance do time vencer o Super Bowl é de 15 para um, a sétima favorita a levantar o Vince Lombardi. Cincinnati é o terceiro time com mais chances de vencer a AFC, com 19 para um, apenas atrás Steelers e Patriots. É o segund favorito dentro da AFC North: R$2,70 para cada real investido.

Vai até onde?

O otimismo em Cincinnati está nas alturas. Mais uma temporada com 12 vitórias não seria nenhum absurdo. Chegar aos playoffs é quase certo, mas será que chegam mais longe desta vez? Eu sinceramente acho que o time possa chegar até uma final de conferência. Mas tudo depende de como a temporada vai seguir e como as lesões afetarão o plantel. E que o clichê “Dalton nunca vence em pós-temporada” não seja fator determinante nas discussões.

Previsão: 2º da AFC North

Ingressos para a temporada 2016 da NFL

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