Caiu! Confira a situação dos técnicos na temida “Black Monday” de 2017

Atualizado em 02/01/2017 às 21:45

Para terror dos técnicos, a “Black Monday” chegou! A primeira segunda-feira após o término da temporada regular é famosa pelos times que não estão satisfeitos com o trabalho feito demitirem seus respectivos comandantes. Será que o técnico do seu time já caiu? Vamos a eles:

JÁ DEMITIDOS

– Chip Kelly – San Francisco 49ers (campanha de 2-14 no comando do time )

Após ser chutado da Filadélfia, o reinado de Chip Kelly no San Francisco 49ers não durou mais do que uma temporada na Califórnia. Já nos tempos de Philadelphia Eagles tinha ficado bem claro que o esquema do teimoso treinador não funcionaria na liga sem algumas adaptações. A ideia de um ataque muito veloz na chamada das jogadas, ou ‘up-tempo offense’, desgasta demais a defesa e prejudica o desempenho ao longo do jogo: a dos Niners foi a que mais ficou em campo (média de 34 minutos por jogo) e teve um desempenho horroroso contra o jogo corrido. A campanha de 2-14 poderia muito bem ser de 0-16 se não fossem as duas vitórias contra o Los Angeles Rams. Ou Kelly abre mão de alguns conceitos para ter outra chance na NFL ou terá que se contentar em uma carreira definitiva no College.

Agora, justiça seja feita… que bucha de canhão ele assumiu! Um time totalmente desfigurado e muito pouco talentoso em posições fundamentais dentro da equipe. Não foi à toa que o general manager Trent Baalke também foi mandado embora – um trabalho péssimo de 2014 para cá que degringolou mesmo após a demissão de Jim Harbaugh. Até onde a culpa foi de Kelly ou de Baalke? Isso realmente importa? Fato é que os dois estarão de olho nos classificados em 2017 e uma nova era promete se iniciar na ensolarada Califórnia.

– Mike McCoy – San Diego Chargers (campanha de 27-36 no comando do time )

Após duas campanhas positivas de 9-7 e uma classificação aos playoffs em 2013 as coisas desandaram para McCoy em San Diego: o técnico se segurou após o 4-12 do ano passado, mas não aguentou a pressão de um pífio 5-11 nesta temporada. Essa talvez tenha sido a mais injusta das demissões pelas circunstâncias: os Chargers tiveram um azar ABSURDO com lesões nos últimos dois anos, enfrentaram talvez a AFC West mais forte de todos os tempos e sofreram nove das 11 derrotas por menos de uma posse de bola.

Os resultados não vieram, mas não se pode dizer que faltou raça ou dedicação ao time de San Diego. Talvez tenha faltado ao time aquele algo a mais para vencer jogos apertados, principalmente do lado defensivo da bola oval. Seja onde a franquia atuar em 2017, a tendência é que busquem alguém com mentalidade defensiva para substituir McCoy.

– Rex Ryan – Buffalo Bills (campanha de 15-16 no comando do time )

A demissão foi anunciada mesmo antes da semana 17 – após uma derrota dolorida para o Miami Dolphins que acabou com as chances de playoff no segundo ano consecutivo. Ryan chegou em 2015 prometendo acabar com a seca de pós-temporada da equipe, mas simplesmente não entregou o que se esperava dele. Não que o time dos Bills seja ruim, mas toda vez que se esperava uma equipe competitiva acabavam caindo na mediocridade. Buffalo simplesmente não conseguia manter um mínimo de equilíbrio entre defesa e ataque ao longo do ano – os dois setores tiveram seus bons e maus momentos.

Claro que Rex ryan possui uma grande parcela de culpa nesse processo – ter apenas dez homens em campo na jogada decisiva do duelo já citado contra os Dolphins foi a gota d’água para o torcedor. Os atletas se manifestaram após o anúncio da saída, principalmente os de defesa, dizendo que os métodos do treinador eram antiquados e que o esquema defensivo era complexo demais para o dinamismo da NFL atual. Será que Ryan consegue emprego como técnico principal em 2017? Tenho minhas dúvidas…

– Gus Bradley – Jacksonville Jaguars (campanha de 14-48 no comando do time )

Outra demissão que aconteceu muito antes do fim da temporada regular – Bradley foi mandado embora no final da semana 15 com um dos piores recordes de um treinador na história da NFL. Impossível defender o treinador depois do que ocorreu em 2016: o time fez boas contratações na offseason e parecia estar em plena reestruturação, mas o técnico não conseguiu fazer com que as peças se encaixassem.

Bradley foi contratado pelo sucesso gigantesco como coordenador defensivo do Seattle Seahawks, mas fato é que nunca conseguiu minimamente reproduzir o desempenho em Jacksonville – o time esteve entre as piores defesas do ano nas três temporadas que Gus esteve pelos lados da Flórida. Claro que os turnovers e mais turnovers do QB Blake Bortles também influenciaram no processo e prejudicaram demais o desempenho do time. Será que não está na hora do time pensar em um novo QB para 2017? Isso certamente passa pela cabeça de Tom Coughin – principal candidato e provável técnico dos Jaguars no ano que vem.

– Jeff Fisher –  Los Angeles Rams (campanha de 31-45-1 no comando do time )

Desde o fim da semana 14 Jeff Fisher não é mais treinador dos Rams, foi o protagonista de uma das demissões mais bizarras de todos os tempos! A franquia, agora em Los Angeles, mandou o treinador para o olho da rua pouquíssimo tempo após acertar uma renovação de contrato por mais dois anos… isso sim é falta de convicção. Não que ele não tenha merecido ser mandado embora – o absurdo foi renovar com o treinador com mais derrotas na história da NFL (campanha de 173-165-1 no geral).

Após um 7-9 em sua primeira temporada, Fisher não conseguiu nem levar o time a um honesto 8-8 sequer nos três anos seguintes. Desde sua chegada sofreu com nomes questionáveis como quarterback: Sam Bradford, Kellen Clemens, Austin Davis, Shaun Hill, Nick Foles e Case Keenum. Pensando em resolver isso, a franquia tratou de subir para a primeira escolha geral e buscar Jared Goff em 2016, mas o jovem ainda não mostrou a que veio. Talvez o jovem renda mais na mão de outro técnico mais competente – já há uma negociação entre Rams e Saints para a transferência de Sean Payton para a Califórnia.

ANUNCIARAM APOSENTADORIA

– Gary Kubiak – Denver Broncos (campanha de 21-11 na última passagem)

O último técnico campeão do Super Bowl anunciou a aposentadoria dos gramados aos 55 anos por problemas de saúde. Kubiak sofreu um pequeno derrame comandando os Texans em 2013 e desde então precisa de cuidados especiais contra o estresse. E vamos dizer que a tensão aumentou um pouquinho pelos lados de Denver após a atual temporada – desde 2013 o atual campeão não ficava de fora dos playoffs do ano seguinte.

A realidade é que o time não conseguiu repetir o sucesso da temporada anterior sem algumas peças-chave da conquista do título – não foi um trabalho excelente repondo as ausências da última intertemporada. O calcanhar de Aquiles foi especialmente a linha ofensiva – o que não dava suporte para o jogo corrido e colocava ainda mais pressão no jovem Trevor Siemian (como se substituir a lenda Peyton Manning não fosse o suficiente). Ao contrário de 2015, a defesa não foi espetacular ao ponto de levar toda a equipe nas costas – as ausências de Malik Jackson e Danny Trevathan foram bem sentidas.

FUTURO INDEFINIDO

Bill O’Brien – Houston Texans

– Sean Payton – New Orleans Saints

APARENTEMENTE SALVOS

– Chuck Pagano – Indianapolis Colts

– Marvin Lewis – Cincinnati Bengals

– John Fox – Chicago Bears

– Bruce Arians – Arizona Cardinals

VÃO CONTINUAR EM 2017

– Todd Bowles – New York Jets

–  John Harbaugh – Baltimore Ravens

–  Hue Jackson – Cleveland Browns

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