Diversidade ofensiva dos Falcons impressiona, e será fundamental

Um dos ditados da NFL diz que “Ataques ganham jogos. Defesas ganham campeonatos“. Em diversas temporadas, esta frase se fez valer muito, até mesmo em títulos recentes, como o do Denver Broncos, no Super Bowl 50, e o do Seattle Seahawks, no Super Bowl 48. Nesta temporada, os quatro finalistas de conferência se caracterizam por ataques muito fortes. Nos quesitos jardas totais, jardas aéreas por jogo e pontos por jogo, Green Bay Packers, Atlanta Falcons, New England Patriots e Pittsburgh Steeelers estão dentro do Top 10 na temporada regular e nos playoffs já mostraram que tem força.

Matt Ryan é o líder do ataque dos Falcons

Dos quatro times ainda briga pelo Super Bowl 51, se tem um que pode quebrar o ditado e fazer valer a força ofensiva para ser campeão é o Atlanta Falcons, principalmente após embalar com a vitória sobre o Seattle Seahawks. O ataque liderado por Matt Ryan é o mais diversificado da NFL atualmente e pode se sair bem tanto correndo, quanto passando a bola. Até por isso fez uma incrível média de 33.8 pontos por jogo na temporada regular, aumentando a mesma na partida contra os Seahawks.

Tevin Coleman aproveita espaço aberto pelo RG para ganhar 15 jardas

O talento do time e as boas chamadas de Kyle Shanahan, coordenador ofensivos, podem complicar muito os Packers e quem vier em um possível Super Bowl. Matt Ryan vem superando a fama de amarelão e terá seu grande teste no próximo domingo, mas mostrou contra Seattle que pode segurar a barra. Julio Jones é o WR 1, aquela bola de segurança para uma terceira descida. Para uma jogada mais longa, de explosão, Taylor Gabriel tem uma média de 16.5 jardas por recepção e é um dos destaques da franquia neste ano. Ainda tem Mohamed Sanu e Levine Toilolo, que são recebedores de muita regularidade quando acionados.

Além dos recebedores acima, ainda tem a dupla de running backs. Devonta Freeman e Tevin Coleman dão dinamismo ao ataque e complicam bastante para as defesas. Freeman é o principal RB, com mais carregadas, recepções e touchdowns, mas Coleman cresceu muito de produção e tem mais TDs recebidos. Alinhados no backfield ou como recebedores no slot, as defesas não podem descuidar dos dois ou muitas jardas podem ser conquistadas.

Contra os Seahawks, o diversidade de jogadas proporcionou um equilíbrio ofensivo, que fez a diferença. Foram 37 passes tentados (19 first downs aéreos) e 29 corridas (sete primeiras descidas pelo chão). Uma média de 9.1 jardas para cada passe e 3.4 jardas para cada corrida – este segundo ficou um pouco baixo, mas com as chamadas no momento certo, acabou compensando.

Locais das corridas dos RBs dos Falcons contra os Seahawks: quase sempre por fora da linha

Com muita velocidade e menos força, os running backs dos Falcons correm mais por fora da linha do que por dentro. Apenas uma corrida de Coleman aconteceu em gaps abertos entre os três jogadores centrais da linha ofensiva de Atlanta. Todas as outras 20 corridas da dupla vieram em jogadas por fora dos tackles (últimos homens da OL) ou dos tight ends.

Além de boas corridas por fora da linha ofensiva, a velocidade e agilidade de Freeman e Coleman fazem a diferença nos passes curtos recebidos. Contra os Seahawks, muitas vezes a defesa de Seattle mandou blitz, confiando na força dos seus defensores para deixá-los no mano a mano com os recebedores de Atlanta. No entanto, quando você tem um running back que sabe receber bem um passe, você tem mais velocidade que o marcador. Uma boa identificação do quarterback e o estrago será feito, como Devonta Freeman fez na jogada abaixo. Cliff Avril, um defensive end, nunca ganharia de um RB na corrida, e bastou um corte na marcação para ganhar 53 jardas.

Na temporada, Matt Ryan tem optado muito mais pela segurança dos passes curtos (até 20 jardas), muito em função dos dois running backs serem também bons recebedores. Isso alivia arriscar jogadas muito longas e resulta em poucas interceptações, apenas sete na atual temporada.

Os passes de Matt Ryan nesta temporada, incluindo o jogo contra os Seahawks

Além desta diversidade ofensiva, protagonizada pelos running back dos Falcons, o fator campo joga ao lado do time de Atlanta. No Georgia Dome, que receberá seu último jogo de NFL antes da mudança para a nova arena, o time tem um aproveitamento de quase 69% sob a batuta de Matt Ryan. Caso chegue ao Super Bowl 51, a final será no NRG Stadium, casa do Houston Texans e que possui teto retrátil. A chance dos Falcons com certeza crescerá em caso o estádio esteja fechado, pois está mais acostumado a este tipo de cenário em relação a Steelers e Patriots, possíveis adversários na decisão.

Estes são alguns fatores que levaram o Endzone Brasil a apostar no Atlanta Falcons como campeões no Super Bowl Challenge, do NFL Brasil, e fazer o ataque quebrar o velho ditado do início do texto.

Palpites do Endzone nos playoffs

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