Wild Card Round 2017: pré-jogo de Detroit Lions x Seattle Seahawks

Habemus playoffs, senhoras e senhores! Incrível como a temporada regular passou rápido… A rodada dupla do próximo sábado traz o primeiro confronto dentro da NFC: o Detroit Lions, com a sexta melhor campanha dentro da conferência, viaja ao hostil CenturyLink Field para tentar surpreender o Seattle Seahawks – campeão da NFC West. Os números mostram um desequilíbrio bem considerável entre as equipes – isso sem contar o fator casa que pesa demais em um duelo de pós-temporada. Será que os Lions aprontam em Seattle? Difícil.

Claro que em um duelo de pós-temporada tudo pode acontecer, mas a tendência é que os Seahawks passem até com certa tranquilidade. Apesar de não viver o melhor momento dos últimos anos, o Seattle Seahawks é um dos times mais complicados de se enfrentar na pós-temporada – incrível como a equipe cresce de produção na reta final! Trata-se de uma equipe que esteve em dois dos últimos três Super Bowls e que passou a ser ao lado de Patriots e Packers as três únicas a computarem pelo menos dez vitórias em cinco anos consecutivos.  Isso sem contar o desempenho dentro da sua casa – o CenturyLink Field: já são nove vitórias seguidas na pós-temporada. Será que a décima vem ai?

Seattle deve tirar alguns coelhos da cartola e avançar para o Divisional Round, mas não será nada fácil. O time chega nos playoffs com os piores números dos últimos  anos – especialmente na parte defensiva. A confirmação de que o monstro Earl Thomas era o corpo e a alma da Legion of Boom veio após a grave lesão que o tirou do resto da temporada. A secundária dos Seahawks passou de excelente a mediana sem o camisa 29 em campo – cedendo um rating de 99 para os QBs adversários desde a saída de Thomas da equipe na semana 13. No ataque, Seattle ainda não conseguiu superar a aposentadoria de Marshawn “Beast” Lynch: foi do 3º com mais jardas terrestres em 2015 para o 25º em 2016. Será que Russell Wilson aguenta a pressão mesmo sem o monstro dando suporte no backfield?

A missão dos Lions será explorar esses pontos fracos citados e buscar a tão sonhada vitória na pós-temporada – que não chega desde 1991. Quer saber o quanto a missão de Matthew Stafford e companhia é complicada? O último triunfo de Detroit em playoffs fora de casa foi no distante ano de 1957! O QB dos Lions vinha com números de candidato a MVP até deslocar o dedo médio da mão direita na semana 13. Ele afirma que nada mudou no seu desempenho, mas fato é que depois da lesão o time venceu apenas um dos últimos quatro jogos – chega na pós-temporada com três derrotas consecutivas na bagagem. Com um jogo corrido praticamente inexistente e uma defesa que não coloca muita pressão no adversário,  Stafford precisará se superar e fazer um jogo quase perfeito para sair do CenturyLink Field classificado.

Esta será a primeira vez que as equipes vão se enfrentar em uma partida de playoffs. Na temporada regular as equipes já se enfrentaram em 13 oportunidades de 1976 para cá – com vantagem para os Seahawks: oito vitórias e cinco derrotas. O último confronto entres as equipes aconteceu no palco do duelo do próximo sábado, o CenturyLink Field, e teve vitória do time da casa: 13 a 10 em um duelo muito truncado. O último triunfo dos Lions sobre o rival foi em 2012 – vitória por 28 a 24 no Ford Field.

A primeira resposta que chega na cabeça a essa pergunta é estabelecer o jogo terrestre, mas uma análise mais profunda mostra exatamente o contrário. Claro que é sempre bom encaixar algumas boas corridas para deixar a defesa mais ‘honesta’ e abrir a possibilidade de play-actions, mas a prioridade de Seattle deve ser pelo ar. Porquê? Veja bem…

Os Seahawks possuem bons alvos e um quarterback de elite, mas em alguns jogos não produzem pelo ar por conta do fraco desempenho da linha ofensiva na proteção. No sábado, o grupo vai enfrentar um pass-rush que, apesar de dois bons nomes, não assusta ninguém. A defesa de Detroit é a 19º contra o passe e a pior da NFL em terceiras descidas – isso precisa ser explorado. A secundária de Detroit possui um ponto muito fraco na posição de slot – foi lançando nessa posição que Aaron Rodgers fez a festa na semana passada. O principal WR dos Seahawks atua no slot! A chave para a vitória passa necessariamente por uma grande atuação de Doug Baldwin.

Como já dito acima, o Detroit Lions terá que fazer um jogo simplesmente perfeito para sair de Seattle com a classificação. Assim como Seattle, a chave dos visitantes precisa passar pelo jogo aéreo. Chega até ser esquisito escrever essa frase contra a defesa dos Seahawks, mas é a verdade: o time vem cedendo uma média de 25 pontos por jogo desde a lesão de Earl Thomas – 10 a mais do que a média enquanto ele esteve em campo até a semana 12.

Stafford já mostrou ao longo dos anos ser capaz de tirar várias big plays da cartola – isso PRECISA acontecer no CenturyLink Field – especialmente no meio do campo no gap entre os CBs e os safeties. Resta saber se a lesão no dedo não vai atrapalhar nesse aspecto. No mais, o coordenador defensivo precisa ser mais criativo e arrumar maneiras de pressionar Russell Wilson e mantê-lo no pocket – os times que conseguiram fazer isso venceram os Seahawks este ano.

Seattle não vai passar o trator, mas deve fazer o suficiente para garantir a décima vitória consecutiva em playoffs no CenturyLink Field. Como o investimento na vitória simples traz pouco lucro, o mais prudente é analisar o spread do duelo – que atualmente é de -8 pontos para os Seahawks. Será que vencem por mais de oito pontos? Creio que não, até porque a característica mais marcante desse Detroit Lions em 2016 foi manter as partidas equilibradas e abertas até o fim. A melhor opção segundo o Oddsshark.com/br é uma derrota de Detroit por menos de oito pontos, ou +8, que praticamente dobra o montante investido.

BANNERNOVO

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