Contagem regressiva 2017: Biografia do camisa #99 – J. J. Watt

Apesar do pouco tempo na NFL, J. J. Watt pode e deve ser considerado um dos melhores jogadores defensivos da história da liga. Nesse curto período, ele foi, com sobras, o melhor jogador de defesa em três dos últimos seis anos (2012, 2014 e 2015), o único a ter duas temporadas com mais de 20 sacks… isso sem contar suas aventuras no ataque, Watt marcou três touchdowns atuando como tight end. Completo nos mais diversos quesitos que envolvem o futebol americano, ele é uma máquina:  mudou a dinâmica da posição de defensive end desviando passes próximo da linha de scrimmage. Certamente terá o seu lugar no Hall da Fama daqui a algum tempo.

Além do excepcional jogador dentro de campo, J.J. Watt é um exemplo de persistência e superação também fora dos gramados. O sonho de infância dele era atuar pela Universidade de Wisconsin – fato que não se concretizou quando ele terminou o High School. Ganhou uma bolsa para jogar por Central Michigan, mas não participou de um snap sequer no time titular da Universidade.

Watt atuando em Wisconsin

Watt atuando em Wisconsin

Determinado a atuar pelos Badgers, J.J. largou a bolsa da faculdade e voltou para Pewaukee, sua cidade natal. Passou o ano de 2008 entregando pizzas no Pizza Hut e ganhando massa muscular na academia. O camisa 99 conta do susto que um garotinho teve ao ver seu ídolo do colegial lhe entregando uma pizza – fato que deu ainda mais força para ele continuar trabalhando forte.

O esforço valeu a pena: Watt foi chamado por Winsconsin e teve um ótimo desempenho nos dois anos por lá: 74 tackles, 10,5 sacks e três fumbles forçados. Números que o credenciaram a ser escolhido na primeira rodada do Draft de 2011 pelo Houston Texans.

J.J. foi bem mediano na temporada regular daquele ano, algo mais do que normal para defensive ends calouros. Foi nos playoffs de 2011 que o mundo passou a observar com outros olhos o camisa 99: ele computou 3,5 sacks e uma interceptação para touchdown nos dois jogos de pós-temporada dos Texans.

O camisa 99 desviando um passe

O camisa 99 desviando um passe

Era o nascimento de uma grande estrela na NFL. Watt foi simplesmente fantástico no ano seguinte – venceu com muita justiça o prêmio de melhor jogador de defesa de 2012. Além de ser o nono jogador da história a conseguir mais de 20 sacks em uma temporada regular (computou 20,5), ele desviou 16 passes, algo inédito se tratando de um defensive end. Não é exagero dizer que J.J. mudou a dinâmica dos jogadores da posição.

Apesar de não repetir os números monstruosos em 2013, muito por conta da decadente campanha dos Texans, Watt conseguiu 10,5 sacks, forçou quatro fumbles e desviou sete passes. Participou pelo segundo ano seguido do Pro Bowl como titular.

Watt anotando um TD contra os Browns

Watt anotando um TD contra os Browns

Antes da temporada 2014, Watt acertou com os Texans uma extensão contratual de mais seis anos e 100 milhões de dólares, se tornando na época o maior salário de um jogador que não atua como quarterback. O investimento se provou conforme o ano foi passando, J. J. foi simplesmente espetacular: mais uma vez passou da marca dos 20 sacks (20,5), forçou cinco fumbles, desviou 10 passes, interceptou uma bola para touchdown e marcou outros três no ataque, atuando como tight end. Ganhou a votação de melhor jogador defensivo do ano de forma unânime e chegou a receber 13 votos para o prêmio de MVP (fato que não acontecia com um jogador de defesa desde 2008).

Os números de 2015 não foram tão espetaculares como os do ano anterior, mesmo assim excelentes: Watt foi muito bem dentro de campo e venceu pela terceira vez o prêmio de melhor jogador de defesa da temporada (terceiro em cinco anos como profissional). Após a temporada, os médicos dos Texans vieram a público contar que JJ Watt jogou quase todo o tempo contundido: sofreu com uma hérnia de disco, cinco, isso mesmo, cinco músculos do abdômen rompidos e uma fratura na mão. Mesmo assim, começou como titular todas as partidas do ano com um bom desempenho. Um Monstro.

Foi justamente todo esse desgaste que acabou explodindo na temporada seguinte. Watt voltou a sentir o problema da hérnia de disco no final de julho e acabou poupado de todo o training camp e pré-temporada – voltando aos gramados apenas na estreia dos Texans na temporada regular de 2016. Apesar de computar 1,5 sacks e 8 tackles ele claramente estava sem a habitual explosão e sentindo demais a lesão. Realizou uma cirurgia no começo da semana 4 que o tirou de combate pelo restante da temporada – até então não havia ficado de fora de nenhum jogo de Houston em sua carreira.

Os médicos da equipe afirmam que Watt está totalmente recuperado da lesão e deve voltar para 2017 mais feroz do que nunca. A expectativa do que o grupo dos Texans pode fazer defensivamente é gigantesca: o time foi o melhor da liga cedendo jardas no ano passado mesmo sem sua maior estrela. O reforço do camisa 99 eleva imediatamente o grupo de patamar e o credencia a voos ainda mais altos em 2017.

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