Até onde chega o Seattle Seahawks em 2017 com a linha ofensiva atual?

Até o torcedor mais fanático do Seattle Seahawks precisa admitir que a linha ofensiva foi o ponto mais fraco desta equipe em 2016: o grupo foi o quarto pior da NFL protegendo seu quarterback. Não é coincidência que Russell Wilson teve o pior desempenho da carreira – ele lutou para ficar saudável em vários momentos da temporada e foi o QB que mais sofreu sacks na NFC (41 ao todo). É inegável que o grupo do ano passado era muito ruim, o problema é que a franquia não se mobilizou para mudar esse panorama em 2017.

É inegável que esse time dos Seahawks é excelente em muitos setores do campo, mas a história já nos mostrou inúmeras vezes que é praticamente impossível chegar longe sem um trabalho minimamente razoável nas trincheiras. Será que o fanático torcedor de Seattle pode pensar em Super Bowl com os nomes que atualmente estão por lá? Por enquanto não.

A linha ofensiva de Seattle foi considerada a pior da liga segundo o renomado Pro Football Focus e, após a intertemporada, o site voltou a classificar o grupo como a pior de todas para 2017. Não é difícil entender o porquê: George Fant, Mark Glowinski e Germain Ifedi foram horrorosos no ano passado e devem ser a base titular mais uma vez. Além disso, os únicos reforços que chegaram foram Luke Joeckel, um belo de um bust até o momento se recuperando de uma grave lesão no joelho, o limitado Oday Aboushi e  calouro Ethan Pocic no Draft.

Eu consigo entender a PFF pois, no papel, esse grupo é bem ruim mesmo! Agora, acalme-se, torcedor dos Seahawks… O técnico Pete Carroll fará algumas mudanças que podem melhorar o desempenho dessa linha ao longo do ano.

A tendência é que Ifedi e Glowinski voltem para o lado direito de origem – o primeiro deslocado para tackle e o segundo como guard. Do lado esquerdo, Carroll espera que Fant melhore na posição de left tackle com Luke Joeckel ao seu lado – agora como guard. O center Justin Britt foi o único ponto bom do ano passado e deve ser mantido.

As mudanças podem tornar essa uma linha decente? Sem dúvidas! Agora, há um grande caminho entre a teoria e a prática. O panorama de hoje é mais de apostas do que de realidade – e esse cenário costuma não ser muito promissor na NFL.

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