O que será do jogo corrido do Green Bay Packers em 2017?

Quem acompanha a NFL  sabe que o Green Bay Packers é um dos times mais fortes da atualidade justamente por ter um ataque aéreo avassalador. Bem, se eu fosse o técnico e tivesse um quarterback tão genial como Aaron Rodgers, certamente faria o mesmo sem pestanejar. Mas, como a história já mostrou inúmeras vezes, um time dificilmente vence o Super Bowl com um jogo corrido minimamente capaz de tirar a pressão de seu QB em alguns momentos. Acontece que, para 2017, os Packers chegam para o training camp com um grupo de running backs, digamos, inusitado.

Em uma visão mais simplista, pode-se dizer que o backfield dos Packers é composto de um wide receiver de origem como  RB1 cercado de cinco running backs calouros – nenhum deles escolhidos antes da quarta rodada. Será que Mike McCarthy enlouqueceu? Nada disso. Vamos tentar entender o que se passa na cabeça do treinador para a temporada que se aproxima.

Fator Ty Montgomery

Não é exagero dizer que os Packers estão apostando todas suas fichas em um running back que, pelo menos na origem, não era um RB. Ty Montgomery foi escolhido pelos Packers no Draft de 2015 como wide receiver e viu a oportunidade de ser o carregador de bolas titular da equipe com as lesões de Eddie Lacy e James Starks. O camisa 88 foi uma das maiores surpresas da última temporada e viu o seu papel no ataque aumentar semana a semana com atuações bem promissoras.

Apesar de ter mostrado alguns bons momentos em 2016, alguns fatores estão pesando para saber se ele tem condição de assumir o posto de forma definitiva. Além de ter muita dificuldade na proteção do passe, o que é totalmente compreensível, falta um pouco de experiência e consistência que a posição exige – ele carregou a bola 12 ou mais vezes em apenas uma partida. Talvez o pior argumento contra o agora RB seja que não existe mais o fator surpresa, portanto, os times já saberão o que esperar dele.

Tenho sérias dúvidas se Ty Montgomery conseguirá ser o running back carregador de piano no backfield. Bem, aqui está o pulo do gato: ele não precisa ser.

Creio que não passa pela cabeça de McCarthy e seus bluecaps a ideia de usar Montgomery para carregar a bola 25 vezes por jogo. A melhor utilização do camisa 88 seria como strong tailback nas formações com dois jogadores no backfield – assim ele pode se deslocar tanto para o slot como um flanker para aproveitar toda sua habilidade recebendo passes. Mais ou menos como Theo Riddick faz no rival Detroit Lions. Certamente isso daria ainda mais dinâmica para o ataque dos Cabeças de Queijo.

A principal questão aqui é qual calouro utilizar como o outro RB. De todas as jovens promessas, talvez a que mais encaixe nesse esquema de dois tailbacks seja Aaron Jones – produto de Texas-El Paso. Apesar de não ser tão rápido, ele é o melhor dos calouros recebendo passes e pode fazer uma dupla imprevisível para as defesas ao lado de Montgomery. Já Jamaal Williams, primeiro running back selecionado no Draft, deve ser utilizado mais em situações de poucas jardas e goal line junto do fullback Aaron Ripkowski.

Essa aposta tem tudo para dar muito certo, mas como o nome diz, continua sendo uma aposta. Por mais que no papel seja maravilhoso, na prática a falta de experiência do grupo pode pesar em momentos importantes. O esquema tem tudo para vingar, mas é um risco. E você? O que espera dos Packers em 2017? Deixe o seu comentário!

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