Contagem regressiva 2017: Biografia do camisa #29 – Earl Thomas

Quando se fala nas melhores dinastias defensivas da história da NFL o Seattle Seahawks pode e deve ser lembrado: foram quatro anos consecutivos como a melhor defesa cedendo pontos. Um dos principais responsáveis pelos números expressivos veste a 29 e fica praticamente sozinho no fundo do campo. Earl Thomas é tão bom, mas tão bom, que faz  o papel de dois jogadores: a secundária de um homem só. Nem sempre midiático, mas não menos importante, não é exagero dizer que Thomas é a principal peça para o funcionamento do esquema vitorioso montado pelo técnico Pete Carroll.

Sua velocidade e atleticismo são cruciais. Ele geralmente fica sozinho cobrindo todo o meio da secundária, o que permite ao strong safety Kam Chancellor alinhar próximo aos linebackers. Com um homem a mais naquela região do campo, Carroll consegue com sucesso parar o jogo corrido adversário, prioridade número um no esquema dele. Graças a Thomas, a defesa dos Seahawks possui praticamente mais um homem em campo.

Thomas na Universidade do Texas

Características latentes desde os primeiros anos no esporte. A mistura única de velocidade e técnica impressionava já nos anos de colegial. Cotado como um dos melhores prospectos oriundos do Texas, ele logo recebeu uma proposta de bolsa da universidade local. O primeiro ano de Thomas defendendo os Longhorns foi espetacular: ele bateu vários recordes da faculdade e foi eleito para o time  titular de melhores calouros do ano de 2008. Após repetir o desempenho em 2009, ele resolveu abdicar dos últimos dois anos como jogador universitário e ficar elegível para o Draft de 2010.

Foi selecionado já na 14º escolha pelo Seattle Seahawks, mal sabia ele que estava chegando para formar uma das melhores defesas da história da NFL. Não logo de cara, o grupo defensivo dos Seahawks foi apenas o 27º em 2010. O time foi o primeiro da história moderna a ir aos playoffs com um recorde negativo (7-9), mesmo assim bateu o então campeão New Orleans Saints no duelo de Wild Card. Thomas teve um ótimo ano de calouro: interceptou cinco bolas e computou 64 tackles.

Thomas com o troféu Vince Lombardi

Aos poucos o técnico Carroll foi encontrando as melhores formações. Mesmo sem ir a pós-temporada, Seattle foi a nona melhor defesa em 2011 com Thomas atuando em alto nível. O ano seguinte foi ainda melhor com a base da atual “Legion of Boom” já formada. Foi o time que menos sofreu pontos e por muito pouco não chegou a final da NFC. Presságio do que viria a seguir.

Com um dos melhores grupos defensivos da história da NFL, os Seahawks chegaram aos playoffs com 13 vitórias e três derrotas na temporada regular em 2013. Dominando seus adversários, o time chegou ao Super Bowl XLVIII até com certa tranquilidade. O desafio era o Denver Broncos de Peyton Manning: time com o melhor ataque da história da liga. Até de forma surpreendente, Seattle dominou completamente a partida e venceu de forma categórica. Fundamental na conquista, Thomas ganhou seu primeiro anel de campeão com apenas 24 anos!

Performance que rendeu ao camisa 29 uma gorda renovação de contrato: o acordo de  quatro anos e 40 milhões de dólares fez dele o safety mais bem pago da NFL na época. Com Thomas liderando no backfield, Seattle teve outra excelente temporada em 2014  – com a base campeã praticamente mantida. Mais uma vez a equipe de Pete Carroll teve a melhor defesa da temporada regular e foi ao segundo Super Bowl consecutivo. Mesmo lutando com uma lesão no ombro o safety teve nove tackles na partida, mas não conseguiu evitar a amarga derrota para o New England Patriots. Decisão marcada pela emblemática jogada em que Seattle foi para o passe ao invés de correr na linha de uma jarda.

As contusões continuaram assombrando Thomas na offseason – o jogador perdeu todo o training camp e a pré-temporada em 2015. Nada que impedisse o camisa 29 de estar em campo na temporada regular. Thomas computou cinco interceptações e igualou o melhor número da carreira. Com uma boa arrancada no fim o Seattle garantiu a quarta participação consecutiva aos playoffs, entretanto, caiu para o Carolina Panthers no Divisional Round.

Eram 108 partidas consecutivas  na NFL e cinco Pro Bowl consecutivos – isso até o ano de 2016 chegar. O safety vinha em mais uma temporada regular até sofrer uma grave lesão na semana 11. A fratura na fíbula foi tão grave que o camisa 29 chegou a cogitar a aposentadoria! O dia 27 de novembro foi a primeira vez desde 2010 que os Seahawks não tiveram o jogador em campo. Após uma árdua recuperação, Thomas fez um trabalho exemplar e promete estar 100% para ajudar o Seattle Seahawks a chegar longe mais uma vez.

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