Contagem regressiva 2017: Biografia do camisa #8 – Marcus Mariota

Não foi à toa que Marcus Mariota foi o principal personagem do Draft 2014. Muitos times esboçaram trocas, algumas delas malucas, para poder contar com o jovem talento da Universidade de Oregon. Gerou interesse de várias equipes, mas acabou escolhido pelo time dono da segunda escolha geral, o Tennessee Titans. Uma ameaça dupla para defesas, tanto pelo ar como pelo chão, o quarterback também mostra segurança no pocket, a altura e o atleticismo auxiliam nas rápidas tomadas de decisões. Trabalha muito bem fora do pocket, consegue lançar passes contra o movimento do corpo e protege bem a bola. Apesar de alguns questionamentos sobre atuar em diferentes esquemas táticos, tem tudo para fazer muito sucesso na NFL.

Marcus no colegial

Marcus no colegial

Características latentes desde os tempos de colegial, quando defendia o time da St. Louis High School. Nascido e criado em Honolulu, Havaí, se destacava tanto nos gramados de futebol americano como nas pistas de atletismo. Apesar do bom desempenho correndo, o jovem optou mesmo pela bola oval no último ano escolar, quando finalmente foi o quarterback titular da equipe. O desempenho de Mariota chamou atenção de faculdades pelo país inteiro, venceu 11 dos 12 jogos que disputou e foi nomeado 12º melhor prospecto da posição pelo Rivals.com.

Foi recrutado por várias universidades, mas somente Memphis e Oregon ofereceram bolsa de estudos. O namoro com os Ducks veio de longa data: o coordenador ofensivo Mark Helfrich assistiu a um jogo do QB ainda no colegial, na mesma hora ligou para o então técnico Chip Kelly preparar uma oferta para o jovem. Foi o começo de uma das mais prolíficas parcerias no College Football dos últimos anos.

Após fazer o famoso ano de ‘redshirt’, Mariota se apresentou para o time de futebol americano da universidade em 2012. Logo ganhou o posto de titular dos Ducks, foi o primeiro quarterback calouro a começar a temporada da equipe como titular em 22 anos. Foi um sucesso absoluto, venceu 12 dos 13 jogos que disputou. Foi nomeado para o primeiro time da PAC-12, além de ganhar o prêmio de calouro ofensivo da divisão. Foi o MVP do Fiesta Bowl, liderou o time para uma vitória de 35 a 17 contra Kansas State.

Brilhou com a 8 de Oregon

Brilhou com a 8 de Oregon

Apesar da não classificação de Oregon no top 10 dos principais times universitários do país em 2013, fato que não acontecia desde 2008, foi um bom ano para Mariota. Capa da Sports Illustrated enquanto os Ducks ostentavam uma campanha invicta de 8-0, era cotado principal nome para vencer o Heisman Trophy de melhor jogador universitário da temporada. Sofreu um rompimento parcial do ligamento medial colateral do joelho em outubro, mas mesmo assim jogou até o fim da temporada. Fechou o ano com 4,380 jardas totais, primeiro jogador da história de Oregon a passar da marca de quatro mil.

Cotado um dos principais prospectos do Draft 2014, o jovem resolveu não abdicar do seu último ano universitário e permanecer em Oregon. Foi espetacular, venceu com muita justiça os prêmios Davey O’Brien (melhor quterback universitário), Walter Camp, Maxwell e o famoso Heisman Trophy (todos de melhor jogador universitário do ano). Liderou os Ducks para a final do futebol universitário, mas caiu diante de Ohio State por 42 a 20.

Após um Combine impecável, Mariota chegou no Draft 2015 como segundo melhor prospecto, apenas atrás do também QB Jameis Winston. Em teoria, o QB seria a escolha lógica do Tennessee Titans, time com a segunda escolha geral e necessitado de um quarterback de talento. Entretanto, alguns questionamentos cercavam o jovem quarterback, principalmente o fato de conseguir produzir longe do esquema ofensivo vitorioso implantado em Oregon. Ex-técnico dele nos Ducks, Chip Kelly tentou uma troca para poder selecioná-lo, mas os Titans não aceitaram. Outras franquias também sondaram, mas Tennessee acabou optando por apostar no talento de Marcus.

A camisa 8 dos Titans foi a mais vendida da NFL em maio de 2015! Imagine a expectativa da torcida de Nashville para ver Mariota em campo comandando o ataque. Após uma pré-temporada com altos e baixos estreou na NFL em grande estilo: ele lançou quatro touchdowns no atropelamento por 42 a 19 contra os Buccaneers em Tampa! O camisa 8 foi o primeiro da história a lançar computar um rating perfeito (158,3) na estreia na liga e o único calouro a atingir tal marca apenas no primeiro tempo.

Não teve performances espetaculares ao longo do ano, muito porque o time dos Titans não o ajudou. Mariota sofreu demais para ficar em pé no pocket. Mesmo assim ele teve números decentes para um calouro: 2818 jardas, 19 TDs e 10 INTs em 12 jogos como titular. Desde 1983 um QB não passava para um touchdown, corria para um touchdown e recebia um passe para touchdown de pelo menos 40 jardas! Marcus recebeu um passe do RB Antonio Andrews na semana 14. Fato que ilustra bem o quão versátil ele pode ser nos gramados da NFL.

Assim como o time em um todo, Mariota subiu ainda mais de rendimento em 2016 – o Tennessee Titans foi uma das gratas surpresas da última temporada. Que belíssimo trabalho de reconstrução da franquia! A equipe possivelmente teria ido aos playoffs se não fosse a lesão de Marcus Mariota na semana 16 e os problemas na secundária.

Problemas que parecem ter sido resolvidos em 2017: o setor ganhou grandes reforços e Mariota está mais saudável do que nunca! Se a defesa encaixar e o ataque produzir similarmente ao ano passado, prevejo coisas grandes para Mariota e os Titans em um futuro próximo. O camisa 8 certamente será um dos principais nomes da posição de quarterback da liga nos próximos dez anos.

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