Prévia da temporada 2017: Como será o ano do Chicago Bears

John Fox está na berlinda e conta com novos QBs para viver dias melhores em 2017

Ao contrário de outras franquias em modo de reconstrução como 49ers e Browns, a situação é preocupante no Chicago Bears. O time vem do pior desempenho de sua história no ano passado (3-13) e, pelo menos no papel, não parece ter melhorado. Ao invés de reforçar os vários setores carentes da equipe no último Draft, o general manager Ryan Pace arriscou na busca de resolver o problema crônico da equipe na posição de quarterback e foi extremamente criticado por isso. Agora caberá ao técnico John Fox o papel de extrair o máximo dos novos QBs e voltar os Bears ao caminho das vitórias.

Ataque reformulado e cheio de caras novas

A primeira medida tomada por Ryan Pace após o desastroso 3-13 do ano passado foi reformular totalmente a posição de quarterback. O GM mandou o letárgico Cutler embora, que Miami o tenha, e surpreendeu a todos oferecendo um contrato de 45 milhões de dólares para Mike Glennon – então reserva no Tampa Bay Buccaneers. Quando pareciam se conformar com a contratação arriscada, Pace subiu da 3ª para a 2ª escolha geral do último Draft para ir buscar o jovem Mitchell Trubisky de North Carolina!

Concordo que o time possui um problema crônico na posição há mais de 70 anos e precisava arriscar, entretanto, não sei se com estes nomes. A tendência é que Glennon seja o titular em 2017 e, se não convencer, Trubisky assume em 2018. O fracasso dos dois jogadores deve colocar um fim na passagem de Pace pela Cidade dos Ventos.

O grupo de recebedores teve uma baixa gigantesca com a saída de Alshon Jeffery para os Eagles, mas ganhou vários nomes decentes para complementar Kevin White, Zach Miller  e Cameron Meredith: Victor Cruz, Markus Wheaton,  Kendall Wright e Dion Sims. O jogo corrido é um ponto forte do time e estará em ótimas mãos com Jordan Howard: o calouro talvez tenha sido o maior ‘steal’ do Draft 2016 com 1313 jardas terrestres e uma média de jardas por corrida maior do que Zeke Elliott (5,2). Para fechar, a linha ofensiva tem tudo para ser bem sólida pelo meio com Josh Sitton, Cody Whitehair e o retorno de Kyle Long. Nas pontas, Charles Leno e Bobby Massie são medianos.

Várias mudanças na secundária; linha de linebackers segue forte

O front seven da equipe não sofreu grandes mudanças para 2017 – até porque o time buscou apenas um jogador de defesa no último Draft. O DE Akiem Hicks talvez tenha sido o melhor jogador desse grupo no ano passado e promete um ano ainda melhor ao lado do agora saudável Eddie Goldman. Já a linha de linebackers é possivelmente o ponto mais forte da equipe. Jerrell Freeman se encaixou perfeitamente no 3-4 de Fangio e promete mais um grande ano ao lado de Danny Trevathan pelo meio – depois que o camisa 50 cumprir os quatro jogos de suspensão por doping, claro. Pelos lados, Pernell McPhee, Leonard Floyd e Willie Young se complementam muito bem – o problema é todos ficarem saudáveis.

Apesar de ter sido a sétima melhor contra o passe no ano passado, a secundária que menos conseguiu turnovers em 2016 foi quase toda refeita. Kyler Fuller volta de lesão após desfalcar o time por todo o ano passado e deve ser titular ao lado de Prince Amukamara ou Marcus Cooper – ambos chegaram via free agency. O safety  Quentin Dempss vem de um temporada muito boa nos Texans e deve ser um reforço imediato. A tendência ao longo do ano é que Eddie Jackson, calouro escolhido na 4ª rodada, jogue ao lado do veterano.

Favoritismo em 2017

Talvez nem o maior dos fanáticos imagina o Chicago Bears vencendo a grande final. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 151 para um. Chicago é o segundo time com menos chances de vencer a NFC, com 76 para um, e o principal azarão dentro da NFC North: R$13 para cada real investido.

Vai até onde?

O time certamente vai melhorar na próxima temporada, mas mais porque é muito difícil ficar pior do que estava. O Chicago Bears deve vencer algumas partidas apoiado no jogo corrido com Howard e no pass-rush eficiente, mas continuará com problemas na posição de quarterback. Uma campanha 6-10 já estará de bom tamanho.

Previsão: 4º da NFC North

Ingressos para a temporada 2016 da NFL

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