Prévia da temporada 2017: Como será o ano do Atlanta Falcons

Como superar o maior colapso da história do Super Bowls?

Certamente se você aparecesse para um torcedor do Atlanta Falcons no começo do ano passado e contasse que o time chegaria ao Super Bowl com Matt Ryan de MVP ele pularia de alegria. A equipe tinha tudo para chegar mais forte do que nunca em 2017 – isso até o fatídico Super Bowl 51. Não tenho dúvidas que o “28-3” ainda não saiu da cabeça dos torcedores e de todo o time. Impossível de esquecer de um dos maiores colapsos da história do esporte. Historicamente, esse tipo de ressaca costuma destruir franquias na NFL. Portanto, o ponto para os Falcons não é o talento da equipe, mas sim como o time colocará o psicológico no lugar para começar mais uma saga do zero.

O que melhorar nesse ataque? Nada!

Como disse acima, a questão será mais mental do que qualquer outra coisa, porque o talento está lá. Apesar do brilhantismo ao longo do ano passado, Kyle Shanahan foi bem criticado por não ter conseguido administrar a vantagem no Super Bowl e partiu para a Califórnia ser o técnico principal do San Francisco 49ers. Steve Sarkisian foi contratado do College para o lugar de Shanahan. O que ele precisará mudar? Absolutamente nada. O ataque dos Falcons foi o melhor da NFL em pontos, touchdowns e pontos por campanha. A única coisa que Sarksian precisará fazer é dar continuidade em algo que já estava dando certo.

Matt Ryan finalmente acabou com a discussão idiota se era ou não um QB de elite com um 2016 quase perfeito: foi a peça fundamental em um ataque que marcou história – o oitavo melhor de todos os tempos em pontos anotados na temporada regular (540) – e venceu com muita justiça o prêmio de MVP. Fizemos uma análise tática explicando justamente o renascimento dele – o link está aqui. As peças do ataque avassalador de 2016 continuam: o grupo de recebedores liderados pelo excelente Julio Jones, discutivelmente o melhor da NFL hoje, e uma dupla mortal de running backs que são armas poderosas tanto no jogo corrido como no aéreo – Devonta Freeman e Tevin Coleman.

Em termos brutos, o que difere o ataque dos Falcons para o dos Bengals? (tirando que Ryan é muito melhor que Andy Dalton): a linha ofensiva. Os anos estão se provando que a OL talvez seja a parte mais importante de um time depois do quarterback. O grupo dos Falcons deu um grande salto de qualidade com a chegada de Alex Mack no ano passado e, justiça seja feita, Atlanta foi o único time em que a linha titular atuou em todos os jogos. Os guards são os pontos mais fracos do grupo, mas devem manter as boas atuações cercados por dois bons tackles e um center espetacular.

Dan Quinn continua com a reformulação defensiva

Ex-coordenador defensivo da monstra defesa dos Seahawks segue a todo vapor seu processo de “Seattletização” do grupo defensivo de Atlanta em seu terceiro ano por lá. Ele segue trazendo peças nos últimos Drafts que encaixem em seu Cover 3 que foi altamente eficaz nos tempos de Seattle. A cada ano ele está mais próximo de tornar seu projeto em realidade.

A linha defensiva viu alguns jogadores de mais idade irem embora e ganhou dois reforços, com o perdão do trocadilho, de peso! Dontari Poe é uma força gigantesca contra a corrida, comparado a Vince Wilfork, e será muito útil em uma divisão com vários RBs de qualidade. O calouro Takkarist McKinley se encaixa perfeitamente no esquema de Quinn e veio da 1º rodada do Draft para ser a força no pass-rush e complementar Vic Beasley – ex-bust que explodiu e liderou a liga em sacks em 2016. Ele fará parceria com dois bons linebackers jovens que foram muito bem ano passado: De’Vondre Campbell e Deion Jones.

A secundária também está em boa forma. Desmond Trufant vinha sendo um dos melhores CBs de 2016 até romper o músculo do peitoral na semana 9. Ele fará uma ótima parceria com Robert Alford. No miolo, Keanu Neal teve um ótima temporada de calouro e deve melhorar ainda mais em 2017. Embora ainda ache as comparações com Earl Thomas exageradas, é um bom jogador. Ricardo Allen completa o quarteto.

 

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Favoritismo em 2017

O colapso na última final parece ter influenciado nos odds para 2017, pois o time não consta nem entre os seis principais favoritos. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 15 para um! Atlanta é o terceiro favorito para vencer a NFC, com 7 para um, e o favorito para conquistar a NFC South: R$2,70 para cada real investido.

Vai até onde?

Dan Quinn se mostrou um técnico bom o suficiente para levar o psicológico de seu time e dar a volta por cima. Mas, não se engane, não será nada fácil. A história já mostrou colapsos assim destruírem times na temporada seguinte. Mesmo assim o Atlanta Falcons é favorito ao título da sua divisão ao lado dos Buccaneers – com Saints e Panthers um pouco atrás. Outro Super Bowl? Ai é mais complicado.

Previsão: 1º da NFC South

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