Prévia da temporada 2017: Como será o ano do Seattle Seahawks

Russel Wilson mágico e defesa sofrendo baixa crucial

O 2016 do quarterback do Seattle Seahawks foi de um nível altíssimo, porém, a alcunha de “mágico” se deve ao trabalho que o camisa 3 teve para desempenhar seu jogo praticamente sem proteção. A linha ofensiva da franquia foi inoperante e dificultou muito o trabalho do camisa 3. Mesmo assim, a defesa trabalhou bem, como de costume, e foi determinante para que a equipe fosse aos playoffs pelo quinto ano seguido. No entanto, a lesão de Earl Thomas, na semana 12, foi um baque muito forte para o time – que mesmo assim venceu a divisão e avançou na rodada de Wild Card, mas sucumbiu ao poderio ofensivo do Atlanta Falcons e acabou eliminado com uma derrota por 36 a 20.

Desempenho da linha ofensiva é a chave para o futuro da equipe

Depois de cair na rodada divisional nos últimos dois anos, o Seattle Seahawks entra na temporada buscando voltar ao Super Bowl. Se dependesse só de seu quarterback, o objetivo seria alcançado.

Ano após ano, o camisa 3 vem se firmando como um dos melhores na posição. Em 2016, a deficiência na unidade que deveria protegê-lo complicou a vida do QB, mas também permitiu que ele mostrasse mais variações de seu jogo. Wilson provou que, além de ser bem eficiente saindo do pocket e improvisando, também pode render muito dentro do bolsão de proteção. Foram 4219 jardas aéreas, novo recorde da carreira do jogador, além de 21 passes para touchdown.

A incógnita para esta temporada está mais uma vez na linha ofensiva que estará a serviço do quarterback. A intertemporada não trouxe reforços que mudassem o setor de patamar, mas sim apostas. Segunda escolha geral do Draft de 2013, Luke Joeckel foi adicionado ao elenco. O jogador, porém, ainda não atingiu o desempenho que se esperava dele ao sair da universidade. Outra novidade é o calouro Ethan Pocic, selecionado na segunda rodada deste ano. Germain Ifedi e George Fant, escolhidos em 2016, Justin Britt e Mark Glowinski seguem no elenco.

A mudança mais recente no elenco dos Seahawks aconteceu no corpo de recebedores da equipe. Jermaine Kearse, campeão do Super Bowl XLVIII, foi trocado para o New York Jets na última semana, deixando a franquia após cinco temporadas. Apesar de importante em alguns momentos, Kearse já não vivia seu melhor momento com a camisa azul e não deve ser uma perda irreparável. Isso porque Doug Baldwin, alvo de confiança de Russel Wilson, continua lá e ser seguir como a bola de segurança do QB. Draftado em 2015, Tyler Lockett ficou fora da pré-temporada por conta de uma lesão sofrida ainda na semana 16 da temporada passada, mas deve retornar no início deste ano. Além de ser mais uma opção para Wilson, Lockett é um retornador extremamente eficiente e que contribui muito para permitir uma boa posição de campo ao ataque da franquia. O experiente Jimmy Graham mostrou que ainda tem o seu valor e deve ser bastante acionado.

Marshawn Lynch voltou da aposentadoria! Mas, calma, não vai jogar pelo Seahawks. O camisa 24 retornou e atuará pelo time de sua cidade natal, o Oakland Raiders. A esperança na posição de Running Back está em outro atleta que não figurava no elenco em 2016: Eddie Lacy. O ex-jogador do Green Bay Packers já 0provou que tem o seu valor, mas a briga com a balança dificultou sua eficácia nos últimos anos. Agora em Seattle, o corredor tem a chance de recuperar a sua melhor forma e impulsionar os avanços terrestres da equipe.

Apesar de um desempenho fraco do setor na temporada passada, a culpa não passa por C.J. Prosise e Thomas Rawls. Os dois tem potencial para serem utilizados, mas sofreram com a ineficiência da lima ofensiva em abrir espaços para as tentativas de corridas da dupla.

Richard Sherman continua, Earl Thomas volta e front seven segue sólido

Aqui vale um clichê: “A defesa do Seattle Seahawks dispensa apresentações”. A frase é manjada, mas resume bem o setor. Destaque da franquia desde o SB XLVIII, a contenção de Seattle segue como uma das melhores da NFL. O front seven é recheado de jogadores atléticos é que são verdadeiras ameaças aos QBs da liga. K.J. Wright e Bobby Wagner formam uma das melhores, se não a melhor, dupla de linebackers da NFL. Michael Bennett e Cliff Avril sustentam a barreira levantada pela defesa de Seattle contra as ofensivas adversárias.

As lesões do calouro Malik McDowell, primeira escolha da franquia no último Draft, e do versátil Frank Clark fizeram com que os chefões da equipe buscassem mais um nome para integrar sua a unidade de contenção. Sheldon Richardson foi envolvido na troca que mandou Kearse aos Jets e levou o defensor a Seattle. É verdade que ele não está no seu auge, mas ainda assim pode encaixar bem na engrenagem defensiva da franquia.

Para a tranquilidade dos 12’s, Earl Thomas se recuperou da fratura na tíbia e está de volta à ativa. O papel do free safety já era nitidamente fundamental na secundária da equipe, mas a queda de rendimento do setor após sua lesão evidenciou mais ainda a importância dele. Ao seu lado, Kam Chancellor continua sendo um dos melhores na posição de strong safety e é uma ameaça tanto pelo ar, como pelo chão, visto sua capacidade de executar tackles com precisão. Muito se especulou na intertemporada, mas Richard Sherman segue membro da Legion Of Boom. Chegaram a dizer que ele estaria a caminho dos Patriots, no entanto, essa ou qualquer transação foi efetuada e o cornerback continua nos Seahawks.

O camisa 25, no entanto, ainda não tem certeza de quem será seu parceiro de campo. DeShawn Shead está na PUP List e ainda se recupera de lesão, Jeremy Lane está disponível, mas não passou muita confiança na temporada passada. Por isso, a direção da franquia buscou Justin Coleman, campeão do SB LI com o New England Patriots, além de selecionar o jovem Shaquill Griffin na terceira rodada do último Draft.

 

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Favoritismo em 2017

Apesar da incógnita da linha ofensiva, o Seattle Seahawks segue como uma opção sólida de investimento. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 13 para um! Seattle é o principal favorito para vencer a NFC ao lado dos Packers, com 5,50 para um, e o favorito para conquistar a NFC West: R$1,36 para cada real investido.

Vai até onde?

As expectativas sobre os Seahawks, que já eram altas, cresceram após um desempenho de 4-0 na pré-temporada. É claro que na regular os jogos são mais duros e competitivos, mas Seattle apresenta potencial para se manter em alto nível. A divisão e a classificação dos playoffs não devem ser muito problema para o Seattle Seahawks. Porém, aqui vale mais uma ressalva a linha ofensiva.

Para que a franquia consiga se manter como uma das candidatas ao troféu Vince Lombardi, o setor precisa proteger melhor Russell Wilson, bem como ser mais eficiente na hora de realizar bloqueios para permitir avanços ao jogo terrestre do time. Se a unidade conseguir uma melhor eficiência nesta temporada, os 12’s podem confiar na presença da franquia no dia 4 de fevereiro, no U.S. Bank Stadium, em Minnesota. Quem sabe uma revanche do SB XLIX? Aí é aguardar para ver.

Previsão: 1º da NFC West

Ingressos para a temporada 2016 da NFL

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