De quase aposentado a esperança no Super Bowl 52: a história de Nick Foles

Apesar de tantas histórias magníficas e emocionantes relacionadas ao Super Bowl 52, não é exagero dizer que a mais significativa envolve a participação do quarterback Nick Foles. Afinal de contas, quem esperava que ele fosse uma das principais atrações da grande final em Minneapolis? 

Quando Carson Wentz rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho, boa parte da mídia especializada simplesmente retirou o Philadelphia Eagles da briga pelo título quando Foles assumiu a bronca na semana 15. Após um início lento, o camisa 9 foi brilhante nos dois jogos de playoffs e é uma das principais esperanças da fanática torcida da Filadélfia para a conquista de um título inédito. Nada mal para quem cogitou a aposentadoria no fim de 2015, hein? Será que o roteiro de cinema terá um final feliz no dia 4 de fevereiro? Veja a história de vida de Nicholas Edward Foles!

Começo no futebol americano

Natural de Austin, Texas, já mostrava aptidão para os esportes quando garoto. Foi destaque da Westlake High School –  tanto no futebol americano como no basquete. Embora tenha recebido vários convites de faculdades tradicionais para seguir sua carreira nas quadras, optou por seguir seu sonho de criança: atuar na NFL. Em dois anos como titular dos Chaparrals, computou 5658 jardas aéreas e 56 touchdowns – quebrando a grande maioria dos recordes estabelecidos pelo ex-aluno da escola, Drew Brees. Curiosamente, os dois QBs se enfrentaram nos playoffs de 2013.

Recebeu vários convites de grandes universidades e acabou optando por Michigan State. Quase não atuou no primeiro e único ano por lá na reserva de Brian Hoyer – hoje reserva dos Patriots. Resolveu então achar algum time em que pudesse ter uma chance de atuar e se transferiu para a Universidade do Arizona. De início, ficou na reserva de Matt Scott, mas ganhou a batalha pela posição de titular no quinto jogo da temporada e não saiu mais.

Titular absoluto e capitão dos Wildcats, Foles foi espetacular em 2010 e 2011: 7525 jardas, 48 TDs e 24 INTs. Passou de total desconhecido a grande promessa em apenas dois anos. Sem muita fama nacional e com apenas duas temporadas em alto nível na universidade, seu nome passou batido nas duas primeiras rodadas do Draft de 2012. Eis que o então técnico do Philadelphia Eagles,  Andy Reid, resolveu dar uma chance ao jovem talento.

Início meteórico nos Eagles

Após ser titular nos seis jogos finais de 2012 no ano de calouro, Nick Foles explodiu mesmo no ano seguinte – comandando o ataque então inovador de Chip Kelly. Após assumir de vez o posto de titular na semana 4, o camisa 9 foi excelente e terminou a temporada com 2987 jardas, 27 touchdowns e apenas duas interceptações! O rating de 119,2 é o terceiro maior da história da NFL em uma única temporada. Aposto que nenhum torcedor das Águias esquece o duelo contra o Oakland Raiders em que ele lançou sete TDs! Para completar o ano magnífico, ele foi eleito o MVP do Pro Bowl.

Troca para os Rams e quase aposentadoria

Foles seguia bem em 2014, mas uma lesão o obrigou a ficar de fora da segunda metade da temporada. Mesmo com um recorde de 6-2 enquanto foi titular, o QB foi envolvido em uma daquelas trocas malucas de Chip Kelly – que chegou a destruir o ataque dos Eagles em pouco tempo. Nick assumiu o posto de titular do então Los Angeles Rams, mas não foi nada bem enquanto foi titular. Justiça seja feita, nenhum quarterback conseguiria ter sucesso por lá – basta ver o que Case Keenum e Jared Goff fizeram depois que saíram das mãos de Jeff Fisher.

O próprio Foles admitiu em entrevista coletiva que chegou a perder o amor pelo futebol americano no fim de 2015 e chegou a cogitar uma aposentadoria precoce. Dispensado pelos Rams, Foles recebeu uma nova chance das mãos de Andy Reid – técnico que havia draftado o camisa 9 quando ainda estava nos Eagles. Mesmo jogando pouco na reserva de Alex Smith, ele conta que renasceu para o esporte graças ao velho comandante.

De reserva a esperança no Super Bowl

Quando menos esperava, Nick Foles recebeu uma proposta para ser reserva no Philadelphia Eagles – time que o selecionou em 2012. O camisa 9 estava de volta a sua casa. Ele viu do banco de reservas o time crescer absurdamente de produção ao longo da temporada 2017 e nadar de braçada rumo ao título da NFC East que não vinha desde 2013 – sob o comando do próprio Foles. O principal responsável por essa reviravolta era o QB Carson Wentz – jovem promessa das Águias que encantava o mundo da NFL semana após semana. Tudo seguia como um conto de fadas para o torcedor da Filadélfia… isso até o camisa 11 romper o ligamento do joelho na semana 14 e ser colocado na lista dos contundidos.

Da noite para o dia, Foles passou a ser o titular de um time que vinha voando, sem trocadilhos, e que já estava classificado aos playoffs.  Muitos automaticamente descartaram os Eagles da briga pelo título de forma precoce, outros iam se preocupando na medida em que Foles não mostrou grande coisa nas três últimas semanas da temporada regular. Eis que os playoffs chegaram…

Nick Foles não foi brilhante contra os Falcons no Divisional Round, mas fez um jogo limpo e apareceu em terceiras descidas importantes para dar a vitória por 15 a 10 na Filadélfia. A atuação de gala viria no mesmo palco, mas uma semana depois: o QB foi absurdo na final da NFC contra o Minnesota Vikings! Em uma noite mágica, ele destruiu a melhor defesa da NFL acertando 26 de 33 passes, 352 jardas e três touchdowns – um rating quase perfeito de 141. Seguro no pocket, Foles foi impecável e deu a esperança que faltava para o fanático torcedor dos Eagles continuar sonhando com o troféu Vince Lombardi no dia 4 de fevereiro. Será que esse conto de fadas ganha um final feliz?

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