O caminho do New England Patriots até o Super Bowl 52

Neste século, pensar em Super Bowl sem o New England Patriots é quase utopia! Tá bom, exagerei… E olha que a busca pelo sexto anel começou de maneira assustadora para Bill Belichick e seus comandados. Afinal, logo na estreia, os atuais campeões viram um show do running back calouro Kareem Hunt, que com três touchdowns e mais de 240 jardas corridas na partida, carimbou a faixa dos Pats por 42 a 27, em Foxborough.

Campanha dos Patriots

Mesmo com a derrota, o sentimento era apenas de um tropeço do esporte. A célebre frase “ninguém é imbatível” foi muito repetida pelos torcedores da equipe de New England nas redes sociais, mas é fato que eles ficaram receosos depois de quatro semanas nesta nova temporada e a franquia ter uma defesa instável, acumulando duas derrotas consecutivas em seus domínios. Pior! Com 128 pontos cedidos. Uma média de 32 por jogo até aquele momento – a pior da história dos Patriots nesse quesito e a quebra de um tabu: desde 2000 não perdiam duas em casa numa mesma temporada.

Recuperação e grande momento

A partir da semana 5, o time embalou oito vitórias seguidas com a melhora da defesa e com o quarterback Tom Brady comandando um ataque sem Chris Hogan, que hora ou outra estava fora, e Eldeman – este fora desde o início. A ajuda terrestre com as corridas e os passes curtos de James White, Dion Lewis e Rex Burkhead foram fundamentais para a reação. O ponto fora da curva nesta sequência foi a derrota inesperada para os Dolphins, que quebrou o recorde da franquia de 14 triunfos seguidos na NFL como visitante.

+ CONFIRA TODA A COBERTURA DO SUPER BOWL 52

Mesmo cambaleante na defesa, com nomes como Trey Flowers, Stephen Gilmore, Patrick Chung e Malcolm Butler coordenados por Matt Patricia, a franquia de New England terminou a Conferência Americana (AFC) como melhor campanha após vencer o confronto direto com os Steelers, na Pensilvânia. Talvez este tenha sido o ponto mais alto da temporada, conseguindo uma virada incrível nos instantes finais do confronto.

Com três vitórias seguidas, duas delas contra rivais divisionais, os Patriots fecharam a temporada regular 13-3, tendo a melhor campanha da Conferência Americana e a vantagem de decidir em casa o seu caminho até o Super Bowl 52.

Recordes

Além da melhor campanha, Tom Brady e companhia alçaram recordes durante a temporada regular de 2017. “Brady-Boy” passou das 65 mil jardas na carreira; os Patriots chegaram a dez ou mais vitórias em uma temporada pela 15ª vez seguida;  A conexão Brady-Gronk se tornou a quinta da história da NFL em passes para touchdown: 74, sendo que o tight end agora também está no top 10 da liga em jardas recebidas nesta posição.

O quarterback Tom Brady ainda foi além, liderando a temporada regular em passes em jardas aéreas, com 4.577 – a maior marca para alguém desta posição com 40 anos ou mais, e ainda lançou 32 touchdowns.

Playoffs

Na pós-temporada, New England folgou na primeira rodada e se preparou para o Tennessee Titans em casa. Apesar de um primeiro período desastroso e com a defesa dando flashbacks das derrotas na semana 1 e 4, o time se organizou da metade do primeiro tempo ao fim para vencer com tranquilidade por 35 a 14 e seguir na busca pela taça da Conferência Americana.

Desta vez o adversário seria a melhor defesa desta temporada na NFL, o Jacksonville Jaguars. Justamente o calcanhar de aquiles dos Pats durante esses meses era o trunfo dos rivais. Mesmo diante da torcida, os Patriots foram dominados na primeira etapa. Porém, os Jaguars não tem uma força no ataque além do RB Leonard Fournette. Por conta disso, não mataram os cinco vezes campeão do Super Bowl quando puderam, e o ataque feroz com Brady tendo que ser líder, passou por cima da defesa temida deste ano com conexões mágicas. Como exemplo, a big play do jogo, quando Amendola recebeu um passe em terceira descida para 18 jardas. Daí em diante a franquia de Jacksonville sucumbiu e acabou derrotada de virada por 24 a 20. Avante, Super Bowl LII.

 

Estamos aqui de novo! Será a décima final da equipe e com um reencontro, já que ganhou do próprio Philadelphia Eagles em 2005, adversário deste domingo, às 21h30, em Minneapolis. Vamos desfrutar, porque depois só em Setembro! Ah, tem o Draft antes para matar a saudade.

Comentários