Underdogs! Como o rótulo de ‘azarão’ ajudou os Eagles a chegarem no Super Bowl

Antes da temporada começar, pouquíssimas pessoas acreditavam que o Philadelphia Eagles poderia fazer frente aos seus adversários diretos da NFC East e sequer brigar por uma vaga nos playoffs. A defesa começou 2017 monstruosa e Carson Wentz jogava em altíssimo nível, mas mesmo assim eram chamados de ‘cavalos paraguaios’. Quando cada um dos seis importantes titulares foi colocado na lista de contundidos, especialmente o camisa 11, descartavam as Águias da briga pelo título.

O time foi o primeiro ‘seed 1’ da história a ser azarão nos playoffs – e isso mexeu ainda mais com os jogadores. A franquia pregou centenas de cartazes por todo centro de treinamento antes do duelo do Divisional Round contra os Falcons lembrando o elenco a todo momento que eram os azarões nas casas de aposta. O que se viu em campo foi um time ‘comendo grama’ e dando 110% buscando uma classificação. Mesmo com todo mérito da equipe no geral, é indiscutível que o elenco conseguiu tirar uma força extra desse rótulo para pavimentar o seu caminho rumo a Minneapolis. Você ainda duvida dessa equipe?

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O ‘fator underdog’

Essa mentalidade criada pela comissão técnica ficou ainda mais clara após algumas declarações do Opening Night na última segunda-feira – o primeiro contato dos times com os jornalistas que cobrem o evento. “Nós fomos os azarões por toda temporada – essa é a mentalidade do nosso time. Acho que é a mentalidade da nossa cidade e estou feliz com isso”, disse o técnico Doug Pederson. “Eu fui o azarão por toda a minha carreira e na minha vida. Tudo que eu já fiz foi considerado não bom o suficiente ou alguma coisa negativa foi dita, e eu apenas deixo para lá. Eu tenho confiança nesses homens e nesse time”.

Um dos líderes do elenco, o safety Malcolm Jenkins foi ainda mais enfático: nós (jogadores dos Eagles) nos sentimos os azarões (underdogs) por toda a vida e ao longo dessa temporada. A maioria dos jogadores que vieram para cá foram cortados, trocados ou draftados nas últimas escolhas. Fomos considerados o lado mais fraco ao longo do ano inteiro”.

Seis titulares importantes lesionados

Independente do resultado no dia 4 de fevereiro, somente o fato da equipe ter superado todas as dificuldades chegado à grande final já deve ser comemorado. De todos os feitos dos Eagles, talvez o principal em 2017 tenha sido saber contornar as graves lesões de jogadores importantíssimos e seguir mantendo o bom nível de atuação até a grande final. A sequência é impressionante! O kicker titular Caleb Sturgis deixou a equipe já na primeira rodada. Duas semanas depois, foi a vez do dinâmico Darren Sproles desfalcar o elenco com um ligamento do joelho rompido e uma fratura no braço.

Chris Maragos, o capitão do time de especialistas, também lesionou o joelho 21 dias depois. A semana 7 foi devastadora perdendo possivelmente o melhor left tackle da liga e o líder em tackles da defesa: Jason Peters e Jordan Hicks. Claro que a maior de todas veio na semana 14 com o QB Carson Wentz, o maior candidato a MVP até o momento, rompendo o ligamento do joelho. Ver um time chegar à decisão com essa quantidade significativa de baixas é assustador.

As máscaras de cachorro

Talvez você não tenha feito a ligação entre essa mentalidade e as máscaras de cachorro – por isso vale a explicação. O termo ‘underdog’ é a palavra usada para ‘azarão’ na língua inglesa. Após a emblemática vitória contra os Falcons, o tackle Lane Johnson e o defensive end Chris Long utilizaram máscaras de cachorro tirando uma onda com o termo ‘underDOGS’ e ironizando quem não acreditou no time. Na semana seguinte, o Lincoln Financial Field estava lotado de torcedores utilizando máscaras caninas na final da NFC.

A tendência é que o US Bank Stadium esteja repleto de ‘torcedores cachorros’ nas arquibancadas lembrando seu time de que, pela terceira vez consecutiva, eles aparecem como azarões nos playoffs. O Oddsshark.com/br nos mostra que mais uma vez as casas de aposta desprezam a força vinda da Filadélfia: a vitória dos Eagles está pagando R$2,50 a cada real investido. A matilha da Filadélfia entrará em campo no dia quatro de fevereiro para tentar calar os críticos uma última vez.

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