Entenda por que o Philadelphia Eagles vai vencer o Super Bowl 52

Após meses e meses de análises, prévias e discussões, o Endzone Brasil encara o desafio máximo de uma temporada: tentar prever o destino de um Super Bowl. Claro que os números e as estatísticas são importantes, mas é preciso sempre lembrar que a grande final da NFL está longe de ser um jogo comum – a virada dos Patriots sobre os Falcons há um ano talvez seja o maior exemplo disso. O coeficiente emocional muitas vezes fala mais alto na equação e pode transcender a tática ou o talento.

Como é impossível levar esse aspecto em conta, a ideia desses dois posts é usar a razão e analisar friamente quais os motivos que levarão tanto Philadelphia Eagles como New England Patriots a levantar o Vince Lombardi no domingo à noite. Veja por que os Eagles vão vencer o Super Bowl 52 em Minneapolis:

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– Os Eagles vão dominar nas trincheiras

O primeiro ponto é o mais básico e, honestamente, não é segredo para ninguém: a chance dos Eagles passa a ser quase nula se a linha defensiva não colocar MUITA pressão em Tom Brady. Ponto. Chega a ser engraçado que todos sabem na ponta da língua a ‘kriptonita’ do camisa 12: pressioná-lo APENAS com a linha defensiva e por TODO O JOGO. Muitos times conseguiram fazer a primeira parte, Falcons no SB e Jaguars na final da AFC os mais recentes, mas pouquíssimos mantiveram o nível de pressão ao longo de toda a partida. Os que conseguiram? O New York Giants nos dois Super Bowls (2007 e 2011) e recentemente os Broncos na final da AFC de 2015.

Para sorte dos Eagles, o time possui as peças para, não só fazer a vida de Brady um inferno, mas também manter o ritmo por 60 minutos. Além de ser possivelmente a melhor da NFL, a linha defensiva das Águias tem profundidade: os sete jogadores podem jogar como titulares na maioria dos times da liga. A rotação sempre mantém o ritmo forte! Para se ter uma ideia, apenas Brandon Graham esteve em campo em pelo menos 60% dos snaps. Falando rapidamente do outro lado, a linha ofensiva de Philly vem em grande forma e dominou a forte linha defensiva dos Vikings na final da NFC. Se o jogo for decidido nas trincheiras, os Eagles colocam uma mão no Vince Lombardi.

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– Brady ficará sentado no banco de reservas

Sigam a minha lógica: sucesso em terceiras descidas, tanto no ataque como na defesa, significa drives mais longos e, consequentemente, menos Tom Brady em campo. Resumindo a ópera, o ‘GOAT’ não consegue ser ‘GOAT’ sentadinho no banco de reservas! E para sorte da torcida das Águias, Philadelphia está no top 3 em 2017 tanto em conversões como evitando terceiras descidas. Se a equipe repetir minimamente isso no US Bank Stadium, o título fica um pouco mais próximo.

O ataque de Philly foi o terceiro melhor na temporada regular convertendo terceiras descidas: em 43.6% das vezes. Antes que algum corneteiro venha falar que a ausência de Carson Wentz interfere nessa análise, os números nos playoffs com Nick Foles são ainda melhores: 59,3% (16 de 27). Na defesa, o time também é o terceiro melhor da liga permitindo terceiras descidas (32,9%) e isso foi fundamental na hora de ceder ao todo 17 pontos para Falcons e Vikings SOMADOS na pós-temporada.

– Belichick não vai conseguir anular esse ataque

Outro fato público e notório sobre os Patriots é que o esquema defensivo de Bill Belichick é famoso por escolher o melhor jogador do ataque adversário e simplesmente anulá-lo. Agora quero que responda rápido: qual é o jogador mais perigoso do ataque dos Eagles? Difícil responder de supetão, não? Não há um atleta em que todo o esquema de ataque é construído em volta, mas sim um grande trabalho de equipe de vários jogadores talentosos.

Para se ter uma ideia, esse time não teve nenhum jogador com mais de 1000 jardas aéreas ou terrestres e foi o terceiro melhor da liga em pontos. O jogo corrido é extremamente temido e o terceiro melhor em jardas no ano com LeGarrette Blount, Jay Ajayi e o jovem Corey Clement. No jogo aéreo, Zach Ertz, Alshon Jeffery e Nelson Agholor tiveram pelo menos 700 jardas recebidas cada um. Como você para todos eles? Não para.

– Os Eagles não levarão uma grande virada

Ainda sim você pode falar na mística de virada dos Patriots, 28 a 3 e por aí vai… Uma coisa eu garanto: os Eagles não vão levar uma virada no fim. Ao contrário dos Falcons, todo o time das Águias foi construído para jogar na vantagem. Muitas equipes na NFL jogam melhor na vantagem, mas alguns pontos fortes específicos dos Eagles permitem a eles anularem totalmente o adversário. Foi assim ao longo de todo o ano – com ou sem Carson Wentz. Vejamos o duelo contra os Vikings como exemplo: muita agressividade na linha defensiva, pressão em Keenum, turnover forçado, assumiu a liderança e então foi extremamente agressivo no ataque.

Mesmo na frente do placar, Doug Pederson sempre mantém a agressividade nas chamadas e utiliza bastante a ótima dupla de running backs para gastar o relógio e acabar com o jogo mais cedo. Além do mais, quanto maior for a liderança, melhor para a agressiva linha defensiva chegar no quarterback, pois o adversário vai passar a bola muito mais do que correr.

– Bônus: é um time com nada a perder

Honestamente, pouquíssimas pessoas esperavam que esse jovem elenco em construção chegasse tão longe já em 2017 – ainda mais depois da lesão do QB Carson Wentz. Afinal, o que eles têm a perder? Já falamos bastante aqui em outro texto de como os Eagles estão utilizando essa motivação extra de ser o azarão em seu favor ao longo do ano todo. Além do mais, a torcida sabe lá no fundo que a chance de voltar ao Super Bowl é real enquanto Wentz estiver com a camisa verde. Eventualmente alguém vai derrubar o gigante do topo da montanha… por que não esse time da Filadélfia?

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