O caminho do Philadelphia Eagles até o Super Bowl 52

Não é exagero dizer que o Philadelphia Eagles foi a maior e melhor surpresa da temporada 2017 da NFL. Ao contrário de muitas análises por aí antes do ano começar, terminei o texto da equipe com “fique de olho nas Águias”, mas, honestamente, não esperava que o time chegaria tão longe. Como dito na prévia, a expectativa era de um ano muito melhor do que o 7-9 de 2016 com um Carson Wentz mais experiente e com o time trabalhando na offseason para cercar o camisa 11 de talento. Na prática, a sementinha dos playoffs realmente foi plantada.

Semana após semana, os Eagles mostravam para o mundo que chegariam longe na temporada. Mesmo com alguns apelidando o elenco de ‘cavalo paraguaio’, a equipe foi provando o seu valor com atuações bem sólidas e consistentes – sempre se mantendo como o time de melhor campanha de toda a NFL. A defesa estava ainda mais feroz e consistente no segundo ano de Jim Shwartz e Carson Wentz aparecia com atuações mágicas e que inclusive o colocavam como o principal candidato ao prêmio de MVP. Mesmo com lesões de jogadores importantíssimos ao longo da caminhada, inclusive do próprio Wentz na semana 14, os Eagles continuavam avançando.

Nos playoffs, a situação foi ainda mais emblemática. Como Nick Foles foi bem inconstante nas partidas finais da temporada regular, os Eagles apareceram como os grandes azarões da pós-temporada – inclusive o primeiro seed 1 da história a ser considerado o azarão nas casas de aposta segundo o Oddsshark.com/br. com duas boas partidas de Foles e atuações espetaculares da defesa, as Águias bateram Falcons e Vikings e alçaram voo para um Super Bowl épico em Minneapolis! Veja com detalhes toda a caminhada do Philadelphia Eagles:

Início promissor

A tabela não era das mais fáceis no começo do ano – com três dos quatro primeiros jogos longe de casa. Logo no primeiro compromisso um duelo difícil contra um rival de divisão – nunca é fácil vencer os Redskins no FedEx Field. Mesmo assim o time mostrou personalidade e bateu Kirk Cousins e companhia por 30 a 17 – o primeiro triunfo dos Eagles por lá desde 2013! Na semana seguinte, veio a primeira derrota do ano: 27 a 20 contra os Chiefs em Kansas City. O time até jogou bem e flertou com a vitória em boa parte do tempo, mas os turnovers colocaram tudo a perder. Mal sabia o torcedor que essa seria a última derrota dos Eagles por um bom tempo.

Nove vitórias consecutivas!

Foi a partir da Semana 3 que o Philadelphia Eagles realmente se estabeleceu como uma das maiores potências da temporada 2017. O time finalmente estreou em casa e foi buscar uma vitória absolutamente dramática contra os Giants – com direito a um field goal de 61 jardas do kicker calouro Jake Elliott no estouro do cronômetro! Não é exagero dizer que esse embate em particular deu moral para esse time alçar voos mais altos nas semanas seguintes.

Após uma vitória contundente contra os Chargers, em Los Angeles, na semana 4 e um atropelamento para cima dos Cardinals na semana 5, com direito a quatro TDs de Wentz, veio o primeiro grande desafio: encarar o bom Carolina Panthers em Charlotte. Apesar das boas atuações, o time precisava  daquela vitória contundente fora de casa para subir definitivamente à prateleira dos candidatos ao Super Bowl. O que se viu em campo foi um Wentz mais uma vez inspirado e uma defesa amassando Cam Newton – triunfo por 28 a 23.

As atuações das semanas 7 a 12 foram algo digno de nota: os Eagles computaram cinco vitórias uma média de 37,2 pontos marcados e apenas 13,8 sofridos! Após um triunfo contra os Redskins que garantiu a melhor campanha isolada da NFL, o time atropelou sem dó nem piedade os Niners, os Broncos, os Cowboys em pleno AT&T Stadium e os Bears na Filadélfia. Um começo 10-1 para ninguém botar defeito.

Tropeço, lesão de Wentz e vaga nos playoffs

Philly desembarcou em Seattle precisando vencer os Seahawks para ser o primeiro time garantido nos playoffs, mas viu sua sequência de nove vitórias consecutivas ir para o espaço. Russell Wilson foi genial e dominou a defesa das Águias: derrota dolorida por 24 a 10. A vaga na pós-temporada foi confirmado na semana seguinte, mas com um preço altíssimo: os Eagles até venceram os Rams em LA por 43 a 35, mas viram Carson Wentz, principal candidato ao prêmio de MVP, ter sua temporada finalizada com um rompimento no ligamento cruzado anterior. O triunfo foi espetacular, mas ninguém na Filadélfia comemorou.

Já nos playoffs e com Nick Foles no comando, o time oscilou bastante e teve as piores atuações da temporada – algo mais do que natural quando a vaga já está garantida. Mesmo sem dar 100% em muitos momentos, o time ainda venceu os Giants no MetLife Stadium, bateu os Raiders em um jogo horroroso na Filadélfia e fechou com uma derrota para os Cowboys com um time quase que todo reserva.

Vitórias contundentes na pós-temporada

Vindo de três partidas bem inconstantes sob o comando de Nick Foles, era de se esperar que a expectativa cercando esse Philadelphia Eagles não fosse das mais altas. Bem, isso mudou quando a bola oval começou a voar. Mesmo sem uma atuação brilhante do seu ataque, a defesa das Águas foi monstruosa contra Matt Ryan e companhia e garantiu o triunfo por 15 a 10 contra o Atlanta Falcons no Divisional Round.

Com muito mais moral, mas ainda sim considerado o azarão em Las Vegas, os Eagles não tomaram conhecimento e simplesmente amassaram o Minnesota Vikings por 38 a 7 na final da NFC. A defesa mais uma vez foi maravilhosa, cedendo apenas sete pontos e forçando três turnovers, mas ela ainda ficou ofuscada por uma atuação quase perfeita de Nick Foles. Em uma noite mágica, ele destruiu a melhor defesa da NFL acertando 26 de 33 passes, 352 jardas e três touchdowns – um rating quase perfeito de 141! Essas são as credenciais de um time que desembarca em Minneapolis louco para fazer história.

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