A NFL mudou a regra da recepção! Será que agora vai acabar a confusão?

O dia que todos os fãs da NFL esperaram ansiosamente finalmente chegou! Em decisão unânime, todos os 32 donos das equipes aprovaram nesta terça-feira, em reunião na Flórida, a mudança da regra mais controversa de toda a NFL: a regra da recepção – conhecida em inglês como ‘catch rule’. Será que as confusões vão diminuir após a atualização?

Difícil saber. Antes de explicar o que mudou, vale ressaltar a importância dessa mudança. A ‘catch rule’ é, sem dúvidas, a regra mais controversa e confusa da última década – todos se lembram de jogos decididos através dela. Os árbitros eram execrados por segui-las, mas é o que estava no papel. O discurso era: o árbitro está certo por cumprir a regra, mas ela está errada. Pois bem, finalmente ela foi mudada.

O que mudou?

Em um primeiro momento, a sensação é que ficou algo mais simples. A nova regra define uma recepção quando tiver:

1- Controle da bola

2- Dois pés no gramado ou outra parte do corpo.

3. Um movimento comum (o famoso ‘football move’) tal como:
» Um terceiro passo;
» Se esticar ou estender o corpo visando o ganho de jardas;
» Ou a capacidade de fazer tal ato

Basicamente, o que mudou da regra original foi  eliminar a obrigatoriedade de manter o controle da bola durante todo o processo de recepção. Para se ter uma ideia do tamanho da coisa, todas aqueles lances controversos de temporadas passadas como as recepções de Calvin “Megatron” Johnson em 2010, Dez Bryant nos playoffs da temporada 2014 contra os Packers ou o mais recente do TE Jesse James dos Steelers contra os Patriots valeriam nessa nova definição.

Será que vai acabar a confusão?

Certamente as discussões vão diminuir, aqueles replays intermináveis vão diminuir… mas tenho minhas dúvidas se vão acabar. Há uma boa possibilidade da discussão não terminar, mas ser trocada: ao invés de discutir sobre o jogador ter mantido o controle da bola, a bola da vez será se o jogador fez ou não o maldito ‘football move’. Essa parte final de “Ou a capacidade de fazer tal ato” deixa margem para interpretação e, consequentemente, discussão.

Para fechar, vale ressaltar que essa mudança não é necessariamente uma coisa ruim. Pelo menos no papel, a impressão que dá é que vai acabar com algumas polêmicas, mas não eliminará a discussão em um primeiro momento. Aparentemente foi uma coisa boa, mas é preciso ver como se desenvolve na prática.

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