Análise de elenco e posições carentes para o Draft 2018: NFC East

Ao longo dos próximos dias o Endzone Brasil chega com um especial analisando os elencos e as carências das 32 equipes da NFL dias antes do tão esperado Draft na próxima quinta-feira (26). Hoje é dia de falar da NFC East!

AFC NORTH   –   AFC SOUTH   –   AFC EAST   –   AFC WEST

NFC NORTH   –   NFC SOUTH   –   NFC EAST   –   NFC WEST

Número de escolhas no Draft 2018: dez
Três principais contratações:  Cameron Fleming (OT), Allen Hurns (WR) e Deonte Thompson (WR)
Três posições carentes para o Draft: Linebacker, wide receiver e tight end

Nem o torcedor mais pessimista do Dallas Cowboys esperava uma temporada tão ruim após as 13 vitórias de 2016: o time não só foi eliminado dos playoffs em casa na semana 16 como assistiu do sofá de casa o rival Philadelphia Eagles levantar o caneco em Minneapolis. Como explicar? Queda de rendimento de Dak Prescott, a suspensão de seis partidas de Ezekiel Elliott e as ausências de Sean Lee e Tyron Smith em boa parte do ano. Se analisarmos a quantidade de problemas, um recorde de 9-7 foi mais do que aceitável.

A visível queda de rendimento da defesa, de 5º em 2016 para 13º em 2017, deixa bem claro qual deve ser o foco da franquia do Texas no próximo Draft – visto que o setor ganhou poucos reforços no período de free agency. Anthony Hitchens foi para os Chiefs e Sean Lee, além de já estar com 32 anos, se machuca demais, portanto, será crucial para a temporada 2018 que os Cowboys busquem dois potenciais titulares para atuarem ao lado de Jaylon Smith.

No ataque,  equipe optou por dispensar Dez Bryant e agora possui um baita buraco na posição de wide receiver – mesmo com as chegadas de Deonte Thompson e Allen Hurns. Pode parecer esquisito listar a posição de tight end nos Cowboys, mas vale a lembrança que Jason Witten é um ser humano e que, ao contrário do que parece, não jogará para sempre. Um jovem substituto precisa chegar.

Número de escolhas no Draft 2018: Seis
Três principais contratações: Nate Solder (OT), Alec Ogletree (LB) e Jonathan Stewart (RB)
Três posições carentes para o Draft: Quarterback, running back e pass-rusher

Assim como os Cowboys, o New York Giants chegou aos playoffs em 2016 e teve uma queda gigantesca de produção no ano seguinte. Afinal, como uma equipe consegue perder OITO jogos a menos de um ano para o outro? Claro que as lesões atrapalharam, mas é preciso colocar o dedo na ferida e apontar a péssima intertemporada feita no ano passado. O time claramente tinha graves problemas na linha ofensiva e o setor foi quase que totalmente ignorado de um ano para o outro. Além, é claro, de Eli Manning estar chegando ao fim da carreira e ninguém na Big Apple sinalizar a busca de um substituto.

Quando listo ‘quarterback’ é mais na base da opinião do que da informação, pois várias fontes indicam que os Giants não devem utilizar a 2ª escolha geral em um quarterback. De duas uma: ou eles estão guardando o segredo muito bem ou vão fazer uma burrada gigantesca!

Claro que as chegadas de Saquon Barkley ou Bradley Chubb não seriam nenhum absurdo, pois estamos falando de dois BAITA talentos e em posições extremamente carentes do elenco. Enquanto Barkley é, questionavelmente, o melhor prospecto entre todas as posições, Chubb chegaria para tampar o buraco gigantesco deixado por Jason Pierre-Paul.

Número de escolhas no Draft 2018: Seis
Três principais contratações:  Michael Bennett (DE), Haloti Ngata (DT) e Mike Wallace (WR)
Três posições carentes para o Draft: Left tackle, tight end e cornerback

2017 ficará para sempre marcado na memória dos torcedores do Philadelphia Eagles. Após uma temporada regular impecável de Carson Wentz, coube a Nick Foles a missão de substituir o lesionado camisa 11 e levar a equipe à terra prometida. Em uma final de matar todos do coração, os ‘underdogs’ bateram o todo poderoso New England Patriots e chocaram o mundo com o primeiro título de Super Bowl da história da franquia! Agora, o que esperar dessa equipe após a glória máxima alcançada? Será que há alguma chance desse elenco tirar o pé em 2018?

Muito pelo contrário. Trata-se de um grupo espetacular e que tem por objetivo se tornar uma das maiores dinastias da NFL. Apesar de algumas baixas, me arrisco a dizer que o time chega ainda mais forte para o bicampeonato! A franquia soube segurar as peças chave do elenco e trazer bons reforços com a limitação no teto salarial. Não há nenhum setor com buracos – a ideia no Draft será reforçar alguns pontos e pensar no futuro.

A única posição que precisa de ajuda com mais urgência é a de left tackle. Embora Vaitai tenha feito um trabalho decente após a lesão de Jason Peters, o All-Pro volta com 36 anos e muito próximo da aposentadoria. No mais, a ideia dos Eagles é substituir jogadores que foram embora: um tight end para os lugares de Brent Celek e Trey Burton e um cornerback para o posto de Patrick Robinson. Daryl Worley até foi contratado para o setor, mas já foi cortado do elenco com problemas na polícia.

Número de escolhas no Draft 2018: Oito
Três principais contratações: Alex Smith (QB), Paul Richardson (WR) e Pernell McPhee (OLB)
Três posições carentes para o Draft: Nose tackle, center e running back

Após anos e anos de indecisão, o Washington Redskins finalmente decidiu o que fazer com Kirk Cousins! Após dois anos de franchise tag, a franquia tomou a decisão de não renovar o seu contrato e deixá-lo sair livre no mercado. A movimentação já estava anunciada antes mesmo da abertura do mercado, pois Washington logo tratou de fazer uma troca com o Kansas City Chiefs e trazer Alex Smith para ser o novo comandante do ataque.

Será que a troca de QBs é o suficiente para fazer essa equipe voltar aos playoffs? Vamos com calma. Apesar das várias lesões que assombraram o elenco, o time ainda possui algumas lacunas e pouco se movimentou na abertura do mercado. Sem dúvidas a posição mais carente é a de nose tackle – não foi a toa que os Redskins ficaram em último defendendo o jogo corrido (média de 134 jardas por partida).

No miolo da outra linha, a ofensiva, a equipe também precisa de ajuda. A saída de Spencer Long, que nunca foi grande coisa, deixa uma lacuna a ser preenchida na posição de center. No backfield, um dos bons running backs da classe 2018 pode dar uma revitalizada em um grupo bem mediano: todos os RBs da equipe SOMARAM 1189 jardas e seis TDs terrestres.

Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+

Comentários