Análise de elenco e posições carentes para o Draft 2018: NFC North

Ao longo dos próximos dias o Endzone Brasil chega com um especial analisando os elencos e as carências das 32 equipes da NFL dias antes do tão esperado Draft na próxima quinta-feira (26). Hoje é dia de falar da NFC North!

AFC NORTH   –   AFC SOUTH   –   AFC EAST   –   AFC WEST

NFC NORTH   –   NFC SOUTH   –   NFC EAST   –   NFC WEST

Número de escolhas no Draft 2018: Sete
Três principais contratações: Allen Robinson (WR), Trey Burton (TE) e Aaron Lynch (OLB)
Três posições carentes para o Draft: guard, cornerback e wide receiver

Depois de muita expectativa e pouquíssimo resultado, a era John Fox acabou no Chicago Bears. O plano de melhorar a defesa jamais aconteceu e o ataque sofria demais com algumas chamadas bem antiquadas. Hora de seguir em frente. Pelo menos a equipe rendeu melhor do que o esperado em 2017, nas mãos do QB calouro Mitch Trubisky, e a expectativa é de que o jovem cresça demais de produção com a chegada de Matt Nagy – que veio de coordenador ofensivo dos Chiefs para ser o novo head coach na Cidade dos Ventos.

O que se diz por lá é que veremos algo parecido com o que aconteceu com Jared Goff após a chegada de Sean McVay nos Rams… será? Pelo menos o time trabalhou na última offseason e trouxe bons alvos para o jovem quarterback: Allen Robinson, Taylor Gabriel e o TE Trey Burton – campeão do Super Bowl 52 com os Eagles. Como a equipe perdeu Cameron Meredith nos últimos dias, fez as malas e foi para os Saints, a tendência é de que a franquia busque um substituto no evento do dia 26. Ainda no ataque, o time deve buscar um bom guard para substituir Josh Sitton… Será que  Quenton Nelson acaba sobrando na oitava escolha? Não custa sonhar!

Mesmo com Kyle Fuller e Prince Amukamara ativos para 2018, a posição de cornerback precisa ser tratada com mais carinho – tanto com um jovem talento para ficar na reserva como um bom nickel QB – ainda mais em uma divisão contra Aaron Rodgers, Matthew Stafford e Kirk Cousins. Mesmo com a chegada de Aaron Lynch, o time precisa melhorar o pass-rush.

Número de escolhas no Draft 2018: Seis
Três principais contratações: LeGarrette Blount (RB), TE Luke Wilson (TE) e Devon Kennard (LB)
Três posições carentes para o Draft: running back, defensive tackle e tight end

É bem raro na NFL ver um técnico cair após uma temporada de 9-7, mas foi exatamente o que aconteceu no Detroit Lions no ano passado. Mesmo com uma campanha irregular, o time seguia firme brigando por playoffs – isso até uma derrota dolorida para o já eliminado Bengals em Cincinnati acabar com o ano da equipe de forma melancólica na semana 16. Detroit vencia até a metade do ultimo período, mas acabou levando dez pontos de uma das piores equipes da liga no ano passado.

A era Jim Caldwell chegou ao fim e dá início ao primeiro trabalho de Matt Patricia como técnico principal na NFL. Será que um dos pupilos de Bill Belichick terá tanto sucesso na liga como o seu mestre? Sem dúvidas foi uma aposta interessante, mas agora é preciso trazer alguns jogadores para elevar essa equipe de prateleira. Matthew Stafford até foi bem depois de assinar o contrato milionário, mas não conseguirá render tudo que pode sem um jogo corrido minimamente eficaz para tirar a pressão de cima dele em alguns momentos.

O Detroit Lions foi a pior equipe da NFL em jardas terrestres – e essa limitação pesa demais em alguns momentos cruciais. Se a equipe tivesse running backs minimamente eficientes para gastar o relógio, aquela virada para os Bengals não teria acontecido. LeGarrette Blount chegou, mas é preciso buscar um jovem talentoso da ótima classe de 2018 para auxiliá-lo pelo chão. O time também precisa de muita ajuda na linha defensiva e deve buscar uma reposição para o decepcionante Eric Ebron.

Número de escolhas no Draft 2018: Doze
Três principais contratações: Jimmy Graham (TE), Muhammad Wilkerson (DT) e Deshone Kizer (QB)
Três posições carentes para o Draft: Pass-rusher, cornerback e wide receiver

Talvez nem o mais pessimista dos Cabeças de Queijo projetasse uma temporada tão decepcionante para o Green Bay Packers no ano passado. Após algumas baixas na linha ofensiva no começo do ano, o time viu suas chances de irem aos playoffs desaparecerem após a grave lesão sofrida por Aaron Rodgers na semana 5. Mesmo sem o genial QB, Green Bay ainda se manteve na disputa, mas acabou ficando fora da pós-temporada pela primeira vez nos últimos nove anos!

A lesão de A-Rod escancarou algo que já se desconfiava – o elenco da equipe é bem mediano e não foi capaz de vencer alguns jogos relativamente fáceis sem a presença do camisa 12. Quando o time precisou que a defesa vencesse algumas partidas, eles simplesmente não entregaram. Após nove anos como coordenador defensivo dos Packers, Don Capers foi demitido e Mike Pettine hegou para dar nova vida a um grupo que foi apenas o 26º melhor em 2017.

Para que o esquema agressivo do coordenador funcione, é preciso com urgência reforçar o elenco de pass-rushers – tanto defensive ends como linebackers. Muhammad Wilkerson certamente vai contribuir nesse processo, mas ele computou apenas oito sacks somando as duas últimas temporadas nos Jets. A troca de Damarious Randall precisa ser reposta no próximo Draft – o fato da equipe te tentado a contratação de Kyle Fuller deixa claro a carência no setor. Ah, é óbvio que em algum ponto do evento eles devem trazer um candidato a substituto de Jordy Nelson.

Número de escolhas no Draft 2018: sete
Três principais contratações: Kirk Cousins (QB), DT Sheldon Richardson (DT) e Trevor Siemian (QB)
Três posições carentes para o Draft: linha ofensiva, cornerback e defensive tackle

Apesar da decepção na grande final da NFC, o torcedor deve ficar orgulhoso da belíssima temporada do Minnesota Vikings em 2017: 13 vitórias na temporada regular e um triunfo inesquecível contra os Saints no Divisional – eternamente marcado como o ‘Milagre de Minneapolis’. Agora, o que aconteceu lá no Lincoln Financial Field precisa servir de exemplo – a equipe foi destruída pelo Philadelphia Eagles e em nenhum momento mostrou reação dentro da partida na Filadélfia.

Além de um relaxamento após a virada épica, o que pesou para a equipe em Philly foi o fato da espetacular defesa não contar com um elenco mais recheado e rotacional. Quando o físico esgotou, os Vikes viraram presa fácil para os campeões. Portanto, o principal foco da equipe desse lado da bola deve ser trazer mais juventude e profundidade a um elenco que já é muito bom – mais rotações na linha defensiva e um slot cornerback dinâmico.

Já no ataque, o principal foco será a linha ofensiva. Kirk Cousins chegou e tem tudo para dar super certo com as ótimas peças que já estão lá, mas para é preciso de tempo para encontrá-los. Joe Berger se aposentou e deixou um grande buraco – que não foi preenchido no free agency. Portanto, ou a equipe vai atrás de um guard ou busca um OT para deslocar Mike Hemmers mais para dentro.

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