Prévia da temporada 2018: como será o ano do Buffalo Bills

TABU QUEBRADO! MAS, E AGORA? QUAL BUFFALO BILLS VEREMOS?

Depois de 17 anos sem passar aos playoffs da liga, a maior seca nos esportes americanos, o Buffalo Bills voltou à pós-temporada em 2017! Agora a expectativa é saber qual o impacto que isso trará para franquia que se acostumou todo ano ser mero coadjuvante na divisão, e, que, em 2018, precisará confirmar que chegou para ficar na AFC.

O General Manager Brandon Beane e o técnico Sean McDermott sabem que a derrota para os Jaguars por 10-3 no Wild Card foi pouco pela expectativa que tinham e buscaram formas de deixar a equipe competitiva por uma vaga na divisão, tendo New York Jets e Miami Dolphins, hoje, num mesmo patamar que a franquia de Buffalo.

Os números de 9-7 foram suficientes para passar aos playoffs, mesmo assim, houve a necessidade da vitória dos Bengals sobre o Baltimore Ravens para garantir nos critérios de desempate a alegria dos sedentos fãs dos Bills! Mágico.

ADAPTAÇÃO DE COORDENADOR E COMANDADOS É CHAVE PARA CONTO DE FADAS CONTINUAR

Ninguém pode reclamar do planejamento do Buffalo Bills, pois dos 100 principais jogadores do Draft na 1ª rodada de 2018, a equipe tinha seis escolhas em seu gabarito. Por conta disso, escolheu o QB Josh Allen para substituir Tyrod Taylor – que foi para o Cleveland Browns. O elenco ainda conta com o jovem Nathan Peterman, calouro em 2017 e confirmado como titular na semana 1.

O novo coordenador ofensivo, Brian Daboll, só precisa melhorar o que já é excelente: RB LeSean McCoy. São mais de 3 mil jardas corridas que culminaram em 22 TDs com média de 4.6 por jogada, desde a chegada, em 2015. A contratação do running back Chris Ivory, ex-Jets, faz com que o jogo terrestre se torne uma arma ainda mais forte –  tanto por maior descanso do titular quanto pela regularidade do novo camisa 45 do time.

A linha ofensiva estará totalmente renovada com as aposentadorias de Eric Wood e Richie Incognito, além da saída do OT Cordy Glenn para Cincinnati Bengals. O ex-novato Dion Dawkins, que atuou em 11 jogos como titular, é uma das armas para uma continuidade positiva. Também foi adicionado ao clube, o Center Russell Bodine – titular durante quatro anos nos Bengals. O OG John Miller segue no plantel.

Beane e McDermott terão de ajustar suas conexões de lançamentos com os WRs Kelvin Benjamin e Jeremy Kerley. Ainda terá na rotação o wide receiver draftado em 2017, Zay Jones.

SECUNDÁRIA TOP-FIVE DA NFL

O ex-coordenador defensivo na Filadélfia e Carolina, McDermott rapidamente colocou sua marca em uma unidade que jogou excepcionalmente bem contra o passe adversário. A maior fraqueza foi a defesa, mas a equipe fez grandes melhorias, acrescentando medidas defensivas como DT Star Lotulelei, titular de cinco anos na Carolina e ex-escolha de primeira rodada, e Harrison Phillips, na 3ª rodada do Draft 2018.  Os Bills trocaram o cobiçado defensor Tremaine Edmunds, da Virginia Tech, pela 16ª escolha geral. Ele entra imediatamente no lugar do LB Preston Brown, outro que rumou para Cincinnati.

Todos os quatro jogadores da formação 4-3 estão de volta: Jerry Hughes e Shaq Lawson, Kyle Williams e Adolphus Washington. O quarteto praticou 12 sacks durante um jogo em 2017. Williams tem 575 tackles de carreira e 43,5 sacks na liga.  Já Hughes, decaiu os números médios de derrubar o QB adversário por 10 vezes em 2013 e 14. O DEs Eddie Yarbrough e Trent Murphy, acrescentam profundidade aos Bills.

O linebacker, veterano Lorenzo Alexander vem de uma temporada de 73 tackles.  Torcedores esperam que Alexander seja o Luke Kuechly da franquia e se torne ainda mais dominador no campo comandado por McDermott. O LB Matt Milano se mostrou um talento muito confiável selecionado do Boston College em 2017. Temporada de afirmação, hein!

A força da defesa é a secundária, que ficou ainda mais forte com a adição do experiente Vontae Davis. Além dos safetys Jordan Poyer e Micah Hyde, juntamente do novato Tre’Davious White, que passaram de 246 tackles e 14 INT na temporada passada. Poyer estreou na liga com 95 tackles e cinco interceptações. Hyde veio desacreditado de Green Bay e provou ainda estar em qualidade máxima em destruir jogadas adversárias.

FAVORITISMO EM 2018

Apesar da melhora na defesa, as casas de aposta não estão levando muita fé nos Bills. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl 53 é de 101 para um. Kansas City é o decimo quarto time com mais chances de vencer a AFC, com 46 para um, e o último dentro da AFC East: R$19 para cada real investido.

VAI ATÉ ONDE?

Chegar aos playoffs pela 1ª vez desde os anos 90. As ruas de Nova Iorque foram à loucura. Nathan Peterman puder dar alguma estabilidade até que Allen esteja pronto, e se a defesa de Buffalo melhorar ao parar a corrida, os Bills podem conseguir de forma consecutiva sua ida para a pós-temporada.  Mas a tabela com cinco dos sete primeiros jogos fora de casa será um teste para franquia se firmar de vez ou fracassar antes de novembro.

PREVISÃO: 2º DA AFC EAST

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