Prévia da temporada 2018: Como será o ano do Chicago Bears

Rams 2.0? Chicago Bears se inspira no sucesso em Los Angeles para renascer na NFL

No ano passado, o Los Angeles Rams trocou um velho e ultrapassado treinador por um jovem enérgico e cheio de novas ideias. O resultado? Sean McVay levou um elenco desacreditado ao título da NFC West – transformando o pior ataque da liga em 2016 no melhor em 2017. A expectativa na cidade dos Ventos é que Matt Nagy faça algo similar no Chicago Bears em 2018.

Assim como McVay, Nagy  traz novas ideias ofensivas na manga e promete transformar um jovem quarterback com potencial, mas que não mostrou nada demais no ano de calouro. Em situação similar a Jared Goff no ano passado, Mitch Trubisky precisa mostrar serviço após um 2017 bem mediano. Será que a nova comissão técnica consegue dar vida nova a um ataque que foi o terceiro pior da liga em 2018?

Ataque com mais opções de lançamento para Trubisky

Assim como Sean McVay, Matt Nagy promete trazer o ataque do Chicago Bears para o século 21 e acabar com conceitos ultrapassados de John Fox – que muitas vezes corria excessivamente com a bola e praticamente ignorava o ataque aéreo. Nagy fez um excelente trabalho como coordenador dos Chiefs e certamente será fundamental para o crescimento de Mitch Trubisky – que computou números bem baixos para um calouro que jogou 12 partidas como titular na NFL.

Justiça seja feita, o corpo de recebedores dos Bears era lastimável – tanto que esse foi o setor mais reforçado na última intertemporada: as chegadas de Allen Robinson, Taylor Gabriel, Trey Burton e do calouro Anthony Miller devem ajudar demais na evolução do QB em seu segundo ano na liga.

No backfield, Jordan Howard segue como o principal nome, mas o fato de ele não ser tão bom recebendo passes, peça fundamental no novo esquema de Nagy, pode abrir espaço para o crescimento de Tahik Cohen ao longo do ano. A linha ofensiva melhorou, mas segue com alguns questionamentos: a saúde do Pro-Bowler Kyle Long e a transição do calouro James Daniels de center para left guard.

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Defesa ainda melhor com Roquan Smith

Muito das cinco vitórias do ano passado pode e deve ser colocado na conta da 9ª melhor defesa da NFL – um grupo bem atlético que promete seguir em evolução com a manutenção de Vic Fangio como coordenador. Não satisfeito com o desempenho, o front office tratou de reforçar o grupo trazendo Roquan Smith com a 8ª escolha geral do último Draft. Um dos melhores prospectos da posição de linebacker dos últimos tempos, o calouro deve fazer uma dupla espetacular com Danny Trevathan.

No pass-rush, Aaron Lynch veio dos Niners e, se conseguir ficar longe das confusões extra campo, pode contribuir bem junto com Leonard Floyd. A linha defensiva promete repetir o bom ano do ano passado com os mesmos jogadores – liderados pelo monstro Akiem Hicks.

O time tratou também de renovar com os seus dois cornerbacks na última offseason: foram 83 milhões gastos com Kyle Fuller e Prince Amukamara. A tendência é de mais um ano sólido dos dois pelas pontas com Eddie Jackson e Adrian Amos – uma dupla de safeties extremamente promissora.

FAVORITISMO EM 2018

Por mais que o time pareça estar em evolução, falar em título agora é algo quase que inimaginável. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 101 para um. Chicago é o time com menos chances de vencer a NFC, com 51 para um, e o principal azarão dentro da NFC North: R$8 para cada real investido.

VAI ATÉ ONDE?

Com a chegada de Matt Nagy e de vários alvos para lançamento, a tendência é de que Mitch Trubisky dê aquele salto de produção que todo torcedor do Chicago Bears espera. Se o ataque produzir um pouco mais, a defesa pode garantir algumas vitórias importantes ao longo do ano. Falar de playoffs ainda é complicado, mas certamente o time vai melhorar o recorde de 5-11 do ano passado – quem sabe ficando na frente do Detroit Lions na NFC North.

PREVISÃO: 3º DA NFC NORTH

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