Prévia da temporada 2018: Como será o ano do Cincinnati Bengals

EM CINCINNATI, PANELA VELHA FAZ COMIDA BOA?

Depois de uma decepcionante campanha de 2017, se esperava uma reestruturação do Cincinnati Bengals estivesse a pleno vapor, mas nada disso aconteceu! A aposta é exatamente naquilo que já conhecemos como ‘peças chave’ do grupo que fez a franquia por cinco vezes consecutivas estar nos playoffs – duas delas vencendo a AFC North.

O técnico Marvin Lewis, com rumores de saída após uma acachapante temporada de 7-9 em 2017, estará de volta no banco dos Bengals pela 15ª vez na carreira. O quarterback Andy Dalton comandará o ataque pela 8ª vez consecutiva e sua conexão principal será mais uma vez o WR A.J Green – que possui o mesmo tempo de casa. 

O time precisará sair da rotina ofensiva para surpreender rivais e deixar para trás a fraca campanha que resultou eliminação antes dos playoffs. Com a chegada de calouros e as trocas no mercado, podem alçar uma pós-temporada depois de três anos.

ATAQUE DEPENDE DO NOVO PLANO DE JOGO

Não há como fugir: nos dois primeiros jogos de 2017, a ofensiva de Bengals foi inexistente. O Cincinnati não marcou um TD sequer! Resultado: coordenador ofensivo, Ken Zampese, foi dispensado.  Bill Lazor assumiu a função. Até houve melhora, mas nada que pôde levar a alcançar voos maiores na liga.  Desta vez, Lazor desde a pré-temporada conseguiu treinar seu plano de jogo – a promessa é de que a temporada dos torcedores e da comissão técnica seja diferente.

Dalton não chegou perto de combinar a produção e consistência que ele mostrou em 2015, mas nada a ponto de ser pensada uma troca por outro nome. O camisa 14 percebeu a confiança dos Bengals em seu talento no Draft de 2018, pois a franquia selecionou um quarterback apenas na 7ª rodada. Que moral, hein! Os Bengals tiveram cinco derrotas em 2017 em que não conseguiram marcar mais do que um touchdown ofensivo.

Com a saída do RB Jeremy Hill para os Patriots, Joe Mixon, da universidade Oklahoma, assume o posto de titular – ele computou mais de 900 jardas totais na temporada de calouro. O garoto será auxiliado pelo experiente Giovani Bernard.

Ao manter a base de recebedores de 2017, estamos falando de um ataque com  o wide receiver  John Ross e o TE Tyler Kroft, que ganhou chances e mostrou ser uma boa alternativa  as limitações físicas de Tyler Eifert – que se machucou na semana 2, em 2017.

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DUNLAP E ATKINS SÃO CHAVES DEFENSIVAS

Normalmente, quando um time perde um coordenador defensivo, isso pode significar uma de duas coisas: a defesa era tão boa que o seu líder foi contratado em outro lugar como treinador, ou foi ruim o suficiente para ser demitido.

No caso do Bengals, Paul Guenther deixou Cincinnati para se juntar a Jon Gruden em Oakland. Lewis não deixou por menos, e contratou o coordenador Teryl Austin, que passou as últimas quatro temporadas em Detroit, pelos Lions, muito porque seus esquemas e tendências são semelhantes às de Guenther. Isso significa que os Bengals não parecerão muito diferentes neste lado da bola; eles estão apenas esperando ser um pouco melhores do que 18º e 16º, respectivamente, em defesa total e defesa de pontuação.

Os Bengals apresentam dois jogadores de elite na defesa: DE Carlos Dunlap e DT Geno Atkins –  que ajudam o núcleo sólido e torna este um dos pontos fortes da equipe. Foi adicionado na defesa, o defensive end Sam Hubbard como uma aposta na rotação e o calouro defensive tackle, Andrew Brown.  Os quatro jogadores destinados a jogar mais na linha secundária de Cincinnati são: Dre Kirkpatrick, William Jackson, Darqueze Dennard e Shawn Williams – todos desenvolvidos pelos Bengals.

FAVORITISMO EM 2018

Se a torcida dos Bengals já estaria feliz voltando aos playoffs, imagine levantando o Vince Lombardi em fevereiro. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 81 para um. Cincinnati é apenas o décimo quartonome para vencer a AFC, com 41 para um, e o terceiro dentro da AFC North: rende R$10 para cada real investido.

VAI ATÉ ONDE?

Depois da decepcionante temporada e dos rumores do fim da era Lewis nos Bengals, nada realmente mudou. Tanto o corpo técnico quanto os jogadores foram mantidos para provarem que o 7-9 pode ser revertido para um 9-7 e uma hipotética vaga de Wild Card. Quem sabe a direção precisa de mais um fracasso para finalmente começar a virar a página.

PREVISÃO: 4º DA AFC NORTH

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