Prévia da temporada 2018: como será o ano do Denver Broncos

Case Keenum promete dar nova vida a um ataque anêmico

Como um time que venceu o Super Bowl 50 teve, duas temporadas depois, a pior sequência de derrotas nos últimos 50 anos? Essa é a pergunta que não quer calar pelos lados do Denver Broncos.
O começo de temporada pareceu bem promissor, um 3-1 contra equipes, em teoria, difíceis, eis que o time volta do bye na semana 6 e perde oito jogos consecutivos! Como explicar esse colapso?

Apenas três nomes: Trevor siemian, Brock Osweiller e Paxton Lynch. Os três QB foram se revezando, sem sucesso, ao longo do ano – o que escancarou a principal fraqueza de uma equipe que, em um passado não tão distante, levantou o Vince Lombardi.

Pensando nisso, a franquia resolveu apostar as fichas em Case Keenum – um QB que levou os Vikings à final da NFC no ano passado com 22 touchdowns e apenas sete interceptações. A chegada do novo QB é o principal motivo da permanência do técnico Vance Joseph – John Elway disse que ele merece a chance de trabalhar com um quarterback ‘decente’. Será que ele pode evitar uma sequência de duas temporadas com mais vitórias do que derrotas – o que não acontece desde 1972?

Keenum deve comandar ataque veloz de Bill Musgrave

Image result for case keenum broncosMuito do ataque anêmico de 2017, 6º pior da NFL, pode ser colocado na teimosia do antigo coordenador ofensivo, Mike McCoy – insistindo em um ataque voltado para passes mais longos sem QBs decentes para executar. Não é a toa que ele durou apenas 10 semanas no cargo. Sabendo da fragilidade de seus QBs e da linha ofensiva, Bill Musgrave resolveu investir em passes mais rápidos e curtos – é esse esquema que Case Keenum terá em mãos. 

Para isso, o QB terá dois ótimos alvos para lançamento, Demaryius Thomas e Emmanuel Sanders, além dos calouros Courtland Sutton e DaeSean Hamilton tentando ser o WR3 ao longo do ano. Sem o dispensado CJ Anderson, o jogo corrido contará com Devontae Booker carregando o piano auxiliado pelas corridas agressivas do calouro Royce Freeman. 

Curiosamente, a franquia resolveu não trazer grandes reforços para um linha que foi a terceira pior da NFL cedendo sacks. A aposta é que Garett Bolles melhore em seu segundo ano na liga, Jared Veldheer acabe com a montanha-russa de atuações do lado direito e Ron Leary deslocado para left guard.

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Pass-rush feroz com Von Miller e Bradley Chubb

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A defesa até segurou a bronca em 2016, mas não conseguiu evitar os vexames de 2017: um grupo que ficou tempo demais em campo por contar com um ataque horroroso que não tinha posse de bola. Em dois anos a defesa foi do vinho para a água: 19 sacks a menos e apenas 17 turnovers forçados na temporada inteira.

A tendência é que uma melhora ofensiva reflita diretamente na defesa – dando um gás a mais para o grupo fazer o que sabe bem: aterrorizar quarterbacks. A tendência é de um pass-rush extremamente feroz com a parceria de Von Miller com o Bradley Chubb – uma das maiores promessas dos últimos anos na posição. Aparentemente recuperado de uma lesão no pulso, Shane Ray deve finalmente mostrar serviço em seu último ano de contrato.

A famosa secundária, apelidada de “No Fly Zone”, deve fazer um bom papel em 2018 – mesmo com a sentida saída de Aqib Talib. Bradley Roby deve receber a oportunidade de substituí-lo ao lado de Chris Harris. Justin Simmons deve continuar sua evolução como safety e Su’a Cravens chega para ser aquele híbrido de linebacker e strong safety para suprir a principal carência desse grupo – a cobertura de tight ends.

FAVORITISMO EM 2018

A péssima campanha em 2017 reflete diretamente nos valores das casas de aposta para a próxima temporada. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl 53 é de 41 para um! Denver é o sétimo nome para vencer a AFC, pagando 16 para um, e o último dentro da AFC West: R$4,20 para cada real investido.

VAI ATÉ ONDE?

Certamente o Denver Broncos será um time mais competitivo em 2018 – pela primeira vez desde a aposentadoria de Peyton Manning a franquia deve ter mais estabilidade na posição de quarterback. Se Case Keenum se manter saudável e o pass-rush for tão feroz como se espera, a tendência é de que a equipe corra por fora dentro da equilibrada AFC West. Agora, é muito cedo para falar em playoffs antes de ver se Keenum vai conseguir repetir as boas atuações dos tempos de Vikings em 2018.

PREVISÃO: 3º DA AFC WEST

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