Prévia da temporada 2018: como será o ano do Detroit Lions

ERA MATT PATRICIA, ENFIM, VAI ACABAR COM A MALDIÇÃO DOS LIONS?

O novo treinador da equipe, Matt Patricia, ex-coordenador defensivo do New England Patriots sabe que a tranquilidade se encerra na semana 1 de 2018. Que pressão! “Vamos ver o que acontece em outubro”, comentou o técnico durante entrevistas na off-season. A nova era começa com uma dupla que está há 12 anos trabalhando juntos: O General Manager Bob Quinn também fazia parte do corpo técnico dos Pats.

As ideias e filosofias aplicadas na franquia de Boston deve ser o modelo a ser seguido por Detroit. Mesmo com contrato de quatro anos, a dupla precisa mostrar trabalha para ontem, já que, o QB Matthew Stanford aos 30 anos convive com lesões e não se sabe quanto irá aguentar altas performances em campo.

MATTHEW STANFORD SAUDÁVEL É PRIMORDIAL PARA SONHAR COM PLAYOFFS

Em meio a tantas mudanças em Detroit para quebrar a maldição, uma continua intacta:  o quarterback Stafford em sua 10ª temporada pelos Lions, com uma sequência de 112 partidas consecutivas – a 3ª mais longa entre os QBs ativos na liga. Para anuência de todos, o coordenador ofensivo, Jim Bob Cooter foi mantido, mesmo depois da vexatória campanha ofensiva em 2017 com apenas 66,3% dos passes completos pelo camisa 9 da franquia! Pífio, pois desde que Cooter chegou ao clube, em 2015, essa foi a pior marca.

Por não ter um jogo terrestre ativo, os Lions de Quinn foi às compras na inter-temporada e trouxe o RB LeGarrette Blount dos atuais campeões, Philadelphia Eagles, além de selecionar o running back de expectativa promissora na 2ª rodada do Draft, Kerryon Johnson, de Auburn. Há também Ameer Abdullah como um possível alvo de corridas. Também selecionaram para a linha ofensiva, o center Frank Ragnow, da universidade de Arkansas.

Nas conexões aéreas, o QB Dos Lions terá os WRs Marvin Jones e Kenny Golladay como alvos confiáveis. Além da estrela, Golden Tate. Na opção de TE tem o recém-chegado Luke Wilson, do Seahawks para revezar com Levine Toilolo.

DEFESA DE PATRICIA TEM QUE RESPEITAR!

O CB Darius Slay teve oito interceptações em 2017! Sensacional! É a cara da nova defesa da franquia. Calma, sabemos que ele não é reforço, já é de casa, mas sua adaptação ao novo sistema defensivo indicado pelas características de Matt Patricia será primordial para uma equipe que foi a 5ª pior cedendo jardas aos adversários em 2017. A contusão do experiente DT Haloti Ngata contribuiu para tal marca negativa. Sylvester Williams foi trazido do Tennessee para ajudar a preencher o vazio de Ngata.

Bob Quinn se mostra perceptivo aos problemas e ao mercado, e assinou com o LB Devon Kennard, dos Giants para reforçar o que mais prejudicou a franquia na temporada anterior! Os linebackers Christian Jones e Jonathan Freeny também se juntam ao line-up de Patricia na busca de maior equilíbrio. Há também o novato Jarrad David, que começou em 14 jogos, ainda como calouro na NFL.

Os Lions também fizeram o DE Ezekiel Ansah, o defensor mais bem pago da NFL neste ano, juntamente de Demarcus Lawrence dos Cowboys. Mesmo com os últimos dois anos repleto de contusões, o voto de confiança em Ansah é pela capacidade já demonstrada em outras temporadas.

A linha secundária que já conta com Slay vai ter os “velhos’ de liga Glover Quin e Tavon Wilson de volta na proteção a end zone. Fazendo jus a fama de defesa segura, Patricia e cia ilimitada adicionaram ao ‘card’ o CB DeShawn Shead, além do cornerback Nevin Lawson. Vai ser pedreira passar da defesa, hein! A escolha do ano passado de 2ª rodada, Teez Tabor.

FAVORITISMO EM 2018

As casas de aposta não estão confiando nem um pouco em Stafford e companhia. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 41 para um! Detroit é o décimo favorito para vencer a NFC, com 21 para um, e a terceira força na NFC North: R$7,00 para cada real investido.

VAI ATÉ ONDE?

O Detroit Lions fez uma campanha decente de 9-7, mas não foi aos playoffs por derrotas chaves para os rivais Green Bay Packers e Minnesota Vikings. Mas há o que comemorar também: foi a 1ª vez no século que terminou com campanha acima dos 50% de aproveitamento na liga. Fãs carentes, mas esperançosos com os pupilos dos Patriots pode trazer uma sinergia que falta ao talentoso QB Matthew Stanford para, enfim, chegar na pós-temporada e conseguir interromper uma série de derrotas nos playoffs.

PREVISÃO: 4º DA NFC NORTH

Comentários