Prévia da temporada 2018: Como será o ano do Green Bay Packers

Packers contam com Aaron Rodgers saudável para voltar aos playoffs

2017 foi um ano bem cruel para o torcedor do Green Bay Packers: o time vinha voando no começo da temporada, mas viu as chances de Super Bowl irem para o lixo assim que Aaron Rodgers quebrou a clavícula na Semana 6. Incrível como o tackle de Anthony Barr acabou com o ano em Wisconsin: o time não conseguiu vencer sem seu genial quarterback e acabou o ano com um amargo 7-9 – ficando de fora dos playoffs depois de nove anos! Com Rodgers saudável, a história pode ser diferente em 2018?

Certamente! Para quem não se lembra, A-Rod sofreu a mesma lesão na temporada 2013. No ano seguinte, o monstro voltou com ‘sangue nos olhos’ e deu um show: campanha de 12-4, final da NFC e o prêmio de MVP quase de forma unânime. Com alguns reforços no elenco e uma grande reforma no corpo técnico, o céu é o limite para os Packers – o time sempre é um dos fortes candidatos ao título enquanto Rodgers estiver em campo.

Manter Rodgers saudável deve ser prioridade

Os últimos dois anos deixaram bem claro que as chances de título de Green Bay passam necessariamente por manter Aaron Rodgers em campo e saudável. Para isso, a linha ofensiva titular precisa ficar longe das lesões e melhorar bastante após um 2017 bem ruim: a terceira pior da NFL cedendo 51 sacks. Se jogarem o ano inteiro, os tackles David Bakhtiari e Bryan Bulaga são dois dos melhores da posição da liga. Agora, o interior preocupa – especialmente os guards Justin McGray e Lane Taylor.

Se for melhor protegido, Rodgers já mostrou quw pode levar o time longe – ele vinha de 13 touchdpowns nas cinco primeiras semanas antes de se machucar. Mesmo sem Jordy Nelson, surpreendentemente dispensado, A-Rod terá em suas mãos um corpo de recebedores muito bom. Além dos já conhecidos Davante Adams e Randall Cobb, o camisa 12 ganhou novos alvos dentro da red zone que prometem melhorar demais o aproveitamento da equipe nas últimas 20 jardas do campo: Jimmy Graham e Mercedes Lewis.

Pelo menos um setor da equipe subiu de produção com a ausência de A-Rod: o jogo corrido. A tendência é de que a jovem dupla Jamaal Williams e Aaron Jones tire parte da pressão de seu quarterback ao longo do ano. Principal esperança no backfield em 2017, Ty Montgomery no momento parece mais ser uma opção de passe no slot do que propriamente um running back. Veremos como o novo coordenador ofensivo Joe Philbin vai utilizá-lo no decorrer da temporada.

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Novo coordenador defensivo e secundária repaginada

Depois que Rodgers saiu contundido, esperava-se que a defesa fosse capaz de aparecer em alguns momentos decisivos, mas o grupo não foi capaz de ajudar os Packers a vencer alguns jogos relativamente fáceis sem a presença do camisa 12. Portanto, após nove anos como coordenador defensivo dos Packers, Don Capers foi demitido e Mike Pettine chegou para dar nova vida a um grupo que foi apenas o 26º melhor em 2017.

A principal prioridade foi repaginar uma das piores secundárias da NFL – trazendo os CBs Jaire Alexander Joshua Jackson com as duas primeiras escolhas do último Draft e repatriando o veterano Tramon Williams.
No miolo da secundária, é preciso ficar de olho do tamanho da ausência de Morgan Burnett – que foi embora na intertemporada. Ha Ha Clinton-Dix é um ótimo jogador, mas precisará da ajuda de alguns jovens que ainda não mostraram a que vieram a Wisconsin.

Outro setor bem importante, o pass-rush ainda é um ponto de interrogação. Será que essa defesa possui talento o suficiente para executar o agressivo esquema de Pettine – um híbrido de 3-4 e 4-3? Os quatro jogadores de frente devem melhorar no novo esquema (Mike Daniels, Kenny Clark, o recém-chegado Muhammad Wilkerson e Dean Lowry), agora, como nenhum grande pass-rusher chegou na intertemporada, o time terá mais uma vez que confiar no talento de Clay Matthews e Nick Perry  pelos lados- que parecem estar caindo de produção gradativamente. Se os Packers não necessitassem de ajuda no setor, o nome de Khalil Mack não seria tão especulado pelos lados de Green Bay.

Favoritismo em 2018

Não é surpresa que o Green Bay Packers seja um dos principais candidatos ao título em fevereiro. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 9 para um – terceiro menor valor! Green Bay é o principal favorito tanto para vencer a NFC ao lado dos Eagles, com 6 para um, como dentro da NFC North o lado dos Vikings: R$2,37 para cada real investido.

Vai até onde?

Pode parecer um clichê, mas é a verdade: o Green Bay Packers é sempre candidato ao título enquanto Aaron Rodgers permanecer em campo. Se o camisa 12 jogar todas as partidas, os Packers devem, no mínimo, garantir um 10-6 e voltar à pós-temporada. Agora, Super Bowl? Vai depender de quanto os recém-chegados podem contribuir com a equipe logo de cara. Se A-Rod mais uma vez tirar alguns coelhos da cartola… Por que não?

Previsão: 2º da NFC North

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