Prévia da temporada 2018: Como será o ano do Miami Dolphins

A volta de Ryan Tannehill será suficiente para levar o Miami Dolphins de volta aos playoffs?

Por mais que doa para os torcedores do Miami Dolphins admitir, já estava extremamente claro que a temporada 2017 tinha ido para o espaço no momento que Ryan Tannehill rompeu os ligamentos do joelho no training camp. Após uma experiência nada agradável com Jay Cutler, a franquia chegou a cogitar a escolha de um jovem QB na primeira rodada do Draft, mas decidiu dar a Tannehill uma nova chance de provar que pode levar esse elenco longe. Agora, será que apenas o retorno do quarterback será o suficiente? É inegável que ele terá em mãos um ataque menos talentoso do que comandou em 2016.

Ryan Tannehill terá nas mãos um ataque bem modificado

Com um recorde de 37-40 na carreira, muita gente em Miami continua quetionando a habilidade de Ryan Tannehill de ser aquele ‘game manager’ que todos esperam. Mesmo sem ser espetacular em 2016, ele completou 67,1% dos passes e levou a equipe de volta aos playoffs. A má notícia? o talento em volta dele diminuiu consideravelmente desde a última vez que ele esteve em campo.

Alvo favorito de Tannehill, o excelente Jarvis Landry foi parar no Cleveland Browns. ao invés de investir no talento de apenas um jogador, Miami aposta em um quarteto formado por DeVante Parker, Kenny Stills, Albert Wilson and Danny Amendola. Bons alvos, mas nada acima da média. No backfield, Jay Ajayi foi para os Eagles no meio da temporada passada e seu substituto, Keynan Drake, deu conta do recado. Ele deve dividir as carregadas com o veteraníssimo Frank Gore.

A linha ofensiva também é quase toda diferente de 2016 – o único remanescente é o confiável Ja’Wuan James na ponta direita. Na esquerda, aexpectativa é de que o LT Laremy Tunsil melhore no seu terceiro ano na liga. Agora, o miolo é bem preocupante. Josh Sitton até deve ajudar, mas Daniel Kilgore e Jesse Davis são bem fraquinhos.

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Secundária deve ser ainda mais forte, mas trio de linebackers preocupa

Resultado de imagem para robert quinn dolphinsMiami realmente vem apostando na renovação da defesa através do Draft – foi um dos únicos três times a utilizar pelo menos oito calouros na defesa em 2017. Um dos jovens destaques, Davon Godchaux, terá que melhorar ainda mais de produção para suprir o setor mais carente desse grupo – o interior da linha defensiva. Por mais que melhore o clima no vestiário, a saída de Ndamulong Suh deixa um grande buraco, literalmente, no setor: Jordan Phillips, Akeem Spence e Vincent Taylor são apenas jogadores medianos. Pelo menos a situação promete ser bem mais favoráveis nas pontas: Robert Quinn volta a atuar no favorável 4-3 e deve fazer uma bela dupla com Cameron Wake.

Outro ponto forte dessa defesa é a secundária liderada pelo monstro Reshad Jones – safety líder da NFL em tackles (122). A promessa é de um 2018 sólido com Xavier Howard crescendo a cada dia, a chegada do calouro de primeira rodada Minkah Fitzpatrick e TJ McDonald fazendo aquele papel de ‘híbrido’ tão popular na liga. Agora, falando dos linebackers, a situação está bem complicada – o grupo foi um dos piores da NFL em 2017. A esperança é que Raekwon McMillan e o calouro Jerome Baker deem vida nova ao setor.

Favoritismo em 2018

Ao que parece, as casas de aposta não estão levando tanta fé nos Dolphins em 2018. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 81 para um! Miami é o 13º nome para vencer a AFC, com 41 para um, e o segundo dentro da AFC East: R$9,50 para cada real investido.

Vai até onde?

Após dois anos de ‘faxina’, Adam Gase finalmente limpou o vestiário de atletas que, apesar de muito talentosos, eram considerados ‘más influências’ pelo comandante. Agora ele precisa mostrar resultado. Embora ache que o Miami Dolphins fará uma campanha digna em 2018, ficando em 2º na AFC East, falar em playoffs ainda é prematuro. Não é impossível, mas bem improvável.

Previsão: 2º da AFC East

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