Prévia da temporada 2018: Como será o ano do Tennessee Titans

Jogo terrestre explode e Titans retorna aos playoffs

Depois de bater na trave em 2016, o Tennessee Titans enfim conseguiu voltar aos playoffs da NFL após oito anos. Só por isso, já é possível afirmar que 2017 foi um bom ano para a franquia. Contando com uma forte defesa terrestre, os Titans dificultaram bastante a vida dos adversários. A despeito das duras derrotas para Houston Texas e Pittsburgh Steelers – onde o sofreu mais de 40 pontos – o time se mostrou equilibrado durante o ano.

O ponto alto da equipe? A combinação quase que avassaladora dos running backs DeMarco Murray e Derrick Henry. Juntos, os dois anotaram acumularam mais de 1800 jardas totais e 13 touchdowns. Marcus Mariota, por sua vez, não conseguiu atingir uma regularidade e acabou oscilando durante a temporada. Mesmo assim, liderou o time até o Divisional Round, onde os Titans não impuseram resistência aos Patriots e foram derrotados por 35 a 14.

Mudanças no backfield e Mariota precisando de mais regularidade

Saiu DeMarco Murray, entrou Dion Lewis. Em 2017, Murray teve uma grande temporada no backfield dos Titans, mas, o jogador de 30 anos decidiu por se aposentar do futebol americano em julho deste ano. Apesar de contar com o promissor Derrick Henry, a franquia adicionou Dion Lewis, campeão do Super Bowl LI com os Patriots, ao seu elenco. É difícil que Murray e Lewis consigam repetir o sucesso da dupla Murray-Henry, porém, a expectativa é que o jogo terrestre dos Titans siga como a grande virtude da equipe.

Partindo disso, Marcus Mariota vai para o seu quarto ano na NFL contando com grande ajuda para liderar Tennessee durante a temporada. Depois de um ano com mais interceptações do que touchdowns, o mais normal seria pensar que o camisa 8 começaria o ano bastante pressionado. Contudo, o desempenho regular do quarterback nos jogos de playoffs no começo deste ano indica a evolução do jogador ao longo das temporadas. A expectativa, portanto, é que o vencedor do Troféu Heisman de 2014 siga crescendo e tenha um 2018 mais equilibrado.

Quinta escolha geral do Draft de 2017, Corey Davis é a grande ameaça aérea do elenco dos Titans. No ano passado, Davis perdeu cinco jogos por conta de uma lesão na coxa e não conseguiu engatar uma sequência grande na temporada. Apesar da contusão, o wide receiver já mostrou as credencias que o fizeram entrar NFL e tem tudo para ser o alvo de confiança de Mariota. Se conseguis se manter saudável e atingir estas expectativas, Davis abrirá caminho para os mais experientes Rishard Matthews e Delaine Walker também castigarem as defesas adversárias.

No quesito proteção, Mariota pode respirar aliviado, pois os Titans contarão com uma das melhores linhas ofensivas da Liga, sendo liderada pelo tackle Taylor Lewan, duas vezes eleito para o Pro Bowl. Considerando que o Houston Texans tenha um ano com suas estrelas longe de lesões e o Jacksonville Jaguars repita 2017, a unidade ofensiva precisará trabalhar muito bem para que o Tennessee Titans consiga engatar dois anos consecutivos nos playoffs.

Forte em 2017, unidade defensiva é reforçada no combate ao jogo aéreo

Como aconteceu com o ataque, em 2017, a defesa dos Titans funcionou melhor pelo chão do que pelo ar. Talvez por isso, a franquia foi atrás de um nome de peso para reforçar a cobertura contra o passe.

Depois de uma desavença clara com Bill Belichick, Malcom Butler, herói do Super Bowl XLIX, deixou New England e se mudou para o Tennessee. Lá, o cornerback retomará a dupla com Logan Ryan, também ex-Patriots. Além disso, a secundária dos Titans contará com o safety Kevin Byard, líder da NFL em interceptações, ao lado de Darius Slay (Detroit Lions), com 8. A promessa é que a defesa contra o jogo aéreo se transforme neste ano e seja bem mais dura.

Já eficiente em 2017, a unidade defensiva terrestre foi o foco da franquia no Draft deste ano. Os Titans trouxeram dois bons linebackers (Rashaan Evans e Harold Landry) para se juntar a um front seven que tem o tackle Jurrell Casey como grande destaque. Ainda um pouco subestimado na NFL, Casey deve elevar o nível da defesa dos Titans se ele conseguir repetir o desempenho dos últimos anos.

Vai até onde?

Os Titans voltaram ao Super Bowl em 2017, mas terão que jogar mais para conseguir o mesmo este ano. Apenas se tratando da divisão, além do forte Jacksonville Jaguars, Houston Texans e Indianapolis Colts terão seus quarterbacks e principais jogadores voltando de lesão. Logo, as duas equipes devem impor mais dificuldade a Mariota e companhia. Contudo, se Derrick Henry e Marcus Mariota mostrarem que estão em constante evolução, os Titans provavelmente brigarão por uma vaga no Wild Card da AFC.

Previsão: 3º da AFC South

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