Em jogo histórico, Ravens batem os Niners e conquistam o Super Bowl XLVII


Foi uma partida para fechar com chave de ouro a espetacular temporada 2012 da NFL. Com emoção do começo ao fim, o Baltimore Ravens bateu o San Francisco 49ers por 34 a 31 e conquistou o Super Bowl XLVII, o segundo da história da franquia em apenas 16 anos de existência. Quem ganhou também foi o torcedor, que pôde acompanhar uma das melhores finais dos últimos tempos, os Ravens chegaram a abrir 22 pontos na volta do intervalo, mas os 49ers em uma reação épica tiveram a chance de marcar o touchdown da vitória nos minutos finais. Tivemos ainda uma parada de 34 minutos por falta de energia, o maior TD da história dos playoffs e o show do intervalo com a Beyoncé para dar um tempero a mais em um dos melhores Super Bowls da história.
Partida que começou com amplo domínio do Baltimore. A equipe abriu o placar em uma rápida campanha de pouco mais de 2 minutos, Joe Flacco em um passe de 13 jardas achou o excelente Anquan Boldin dentro da endzone.  Os Niners bem que tentaram reagir logo em seguida, mas o bom drive de 6 minutos terminou com o QB Colin Kaepernick sofrendo o sack na linha de 18 jardas do campo de ataque. field goal que David Akers colocou no meio do “Y”, diminuindo a diferença para 7 a 3.
No segundo quarto a situação piorou ainda mais para San Francisco, o time cometeu dois turnovers e menos de cinco minutos.  Se a batalha dos turnovers é decisiva em um jogo de temporada regular, imagine em uma final. O primeiro deles foi um fumble do calouro LaMichael James, recuperado pelo DE Arthur Jones. O QB Joe Flacco aproveitou bem o presente, em 10 jogadas ele liderou o ataque a mais um TD, dessa vez com um passe curto para o TE Denis Pitta. 
A posse de bola voltou aos Niners, mas logo no primeiro snap o QB Colin Kaepernick lançou a bola nas mãos de Ed Reed, a “Águia Magnética”. Turnover que poderia ter se transformado em três pontos, mas o técnico John Harbauh resolveu fazer uma jogada “fake” em uma 4º descida para nove jardas, colocando o kicker calouro Justin Tucker para correr pela lateral, ao invés de chutar o field goal de 32 jardas. Chamada no mínimo controversa, para não dizer outra coisa, que não foi bem sucedida. Esses três pontos podiam ter feito toda a diferença no final do jogo.
Erro que não abalou Baltimore, Joe Flacco em noite inspirada recebeu a bola em uma boa posição de campo e precisou de apenas 22 segundos para lançar seu terceiro TD na partida. Excelente nos passes longos, ele mandou uma bomba de 47 jardas que encontrou Jacoby Jones sozinho, o WR caminhou 9 jardas e ampliou a vantagem dos Ravens.  Os 49ers ainda tiveram a chance de diminuir antes do final primeiro tempo, mas a campanha terminou com mais um sack em Kaepernick dentro da red zone, obrigando os Niners a chutarem outro field goal curto que colocou um ponto final na primeira etapa.
No tradicional show que acontece no intervalo do evento, foi a vez de Beyoncé brilhar, a performance da cantora foi elogiada por quem entende do assunto. Agora ela que me desculpe, mas show mesmo se viu na volta para o segundo tempo.O WR Jacoby Jones levou a parte roxa do Superdome ao delírio ao retornar o kickoff do segundo tempo para touchdown, a caminhada de 108 jardas foi a maior da história da pós-temporada e empatou com a mais longa da NFL. 
O jogo que começava a ter contornos de um inesperado massacre, com Baltimore vencendo por 28 a 6, mudou totalmente na segunda etapa, uma súbita queda na energia do estádio no início do terceiro quarto mudou os rumos da partida. Após mais de meia hora de paralisação, uma vergonha, diga-se de passagem, San Francisco retornou com outra postura, o ataque começou a funcionar e a secundária resolveu finalmente entrar em campo. O tempo para colocar a casa em ordem foi muito mais do que bem-vindo.
As luzes voltaram, mas o apagão continuou na defesa de Baltimore. Os Niners anotaram dois touchdowns em menos de três minutos: um belíssimo passe de 31 jardas na conexão Kaepernick – Crabtree e uma corrida de 6 jardas de Frank Gore colocaram os 49ers definitivamente de volta na partida. Estrago que poderia ter sido maior para os Ravens, pois logo em seguida o RB Ray Rice sofreu um fumble e devolveu a posse de bola aos Niners muito próximo da red zone. Para sorte de Rice, a defesa salvou a pele dele e limitou San Francisco a apenas um field goal de 34 jardas convertido por Akers.
Com cinco pontos de vantagem no início do último quarto, Baltimore fez o dever de casa, gastou o relógio e teve a chance de colocar a diferença em duas posses de bola. Porém, a defesa dos Niners parou o ataque na linha de uma jarda e obrigou os Ravens a chutarem um amargo FG de 17 jardas. Pontos que fariam falta logo em seguida, San Francisco, em uma campanha espetacular, anotou um TD com uma corrida de 15 jardas de Kaepernick e teve a chance de empatar a partida com uma conversão de dois pontos. Jogada que não foi bem sucedida, Ed Reed em mais uma aparição fundamental foi para o blitz e obrigou Colin Kaepernick a jogar a bola antes da hora, longe de Randy Moss.
Com boas corridas e passes curtos, Baltimore mais uma vez gastou o cronômetro por 5 minutos e chutou um field goal de 37 jardas, colocando a diferença em cinco pontos. Os 49ers receberam a bola de volta com 4:19 no relógio, somente uma caminhada de 80 jardas até a endzone adversária garantiria o título. Em um final eletrizante, San Francisco chegou bem próximo do seu objetivo, mas ficou a cinco jardas de conquistar o sexto título da franquia.
Sonho que terminou em uma das jogadas mais polêmicas da história dos Super Bowls, daquelas que vão lembrar daqui 50 anos. Era uma 4º descida, a bola posicionada a cinco jardas da endzone. Colin Kaepernick lançou em profundidade e Michael Crabtree não conseguiu fazer a recepção. Ele claramente foi puxado pelo cornerback Jimmy Smith, mas nada foi marcado. Claro que é difícil para um árbitro jogar a flanela em uma jogada que poderia definir o campeão Super Bowl, mas a falta ocorreu e deveria ter sido marcada.
Melhor para o Baltimore Ravens, que gastou o resto do tempo de forma inteligente, inclusive cedendo um safety, devolvendo a bola ao adversário com apenas quatro segundinhos. Coube ao LB calouro Josh Bynes a tarefa de parar o retorno de Ted Ginn Jr. e garantir o segundo Super Bowl da história da franquia. Título que poucos acreditavam, mas que foi se desenhando na medida em que a equipe desbancava gigantes ao longo da árdua jornada até New Orleans. Parabéns ao Baltimore Ravens e a toda sua torcida!  

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus 
Filippi é colaborador do @NFLBrasil.

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