NFL: quebrando tabus e dando exemplo ao mundo

Quem não está acostumado com a NFL tem um preconceito com o esporte que é muito difícil de ser quebrado. “Aquele esporte que deixa os jogadores com problema de cabeça”, “Só pancada, né?!” e “Vale tudo no gramado” são algumas das frases que os fãs da maior liga de futebol americano do mundo certamente já ouviu de algum leigo do assunto. 

A NFL não é a liga perfeita (para muitos até é), mas enquanto o “principal esporte do mundo”, o futebol com os pés, vive um momento de regresso com repetidos casos de racismo contra jogadores e nas arquibancadas do mundo inteiro, a NFL dá um exemplo contra o preconceito e na luta contra a homofobia.
Até o último dia do Draft 2014, 10 de maio, poucas pessoas conheciam o caso do defensive end Michael Sam, mas ele rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados na internet. A espera foi longa e a escolha do jogador da Universidade do Missouri aconteceu apenas na sétima rodada, a última do evento, mas foi marcada pela quebra de um tabu e de uma importante barreira: Michael Sam se tornou o primeiro jogador assumidamente homossexual a ser escolhido por um time da NFL

A surpresa tomou conta do Radio City Music Hall, em Nova York, e a emoção de Michael. Após ir as lágrimas diante de milhões de espectadores no mundo inteiro, um beijo em seu namorado selou o fim de um importante capítulo e o início de um novo (Veja o momento no vídeo abaixo)

Brilhante na NCAA, Michael Sam deixou a desejar no período de observação dos jogadores universitários. A pressão falou mais alto? Mais do que exibir seu talento para olheiros, jornalistas e dirigentes, ele teria que mostrar preparo psicológico. Quem acreditou em Michael foi o St. Louis Rams, que o selecionou na escolha de número 249, seis antes do fim do Draft 2014 da NFL. E a confirmação veio em uma ligação do técnico do time, Jeff Fisher.
Não… Isso não faz da NFL melhor ou pior do que outras ligas no mundo, mas mostra que ela pode ser exemplo. Isso vale para o que acontece dentro de campo, com a inteligência, técnica e a qualidade do jogo, tanto quanto fora das linhas, onde histórias que tinham tudo para um final infeliz começam da melhor maneira possível.
Sorte para Michael Sam na NFL e parabéns ao St. Louis Rams pela aposta no DE e pela coragem de selecionar o primeiro jogador assumidamente gay da NFL.
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