Contagem regressiva Endzone Brasil – Aaron Rodgers

perfil 12 - rodgers cópiaAaron Rodgers pode não ter a fama e o currículo de nomes como Tom Brady ou Peyton Manning, mesmo assim pode ser considerado o melhor quarterback em atividade na NFL. Se não o melhor, pelo menos o mais eficiente. Os números mostram isso, Rodgers possui o melhor rating da história (104,9), o único a passar de 100 (lembrando que o máximo é 158,3), além da melhor média de touchdowns por interceptações de todos os tempos (3,62). Ninguém atualmente protege a bola tão bem quanto ele. Junte as estatísticas com talento, liderança e frieza na hora da decisão para ter noção do que A-Rod leva para os gramados da NFL.

Um jogador com essa capacidade deve ter tido inúmeras propostas das universidades quando jovem, certo? Errado. Por incrível que possa parecer, Aaron não recebeu nenhuma oferta de bolsa escolar das grandes faculdades quando saiu do colegial. Isso porque A-Rod quebrou a grande maioria dos recordes de um quarterback em Pleasant Valley High School, além de ter um boletim escolar quase perfeito. Os principais  problemas na época foram a baixa estatura  e a fraca campanha do seu time no colegial, insignificante no cenário nacional.

A-Rod fez história nos Golden Bears

Renegado, quase abandonou a carreira para se tornar advogado. Resolveu então jogar pela desconhecida Butte Community College, faculdade muito próxima de sua cidade natal, Chico. Após um primeiro ano espetacular por lá, foi descoberto por Jeff Tedford, técnico da Universidade da Califórnia. O treinador resolveu dar uma chance ao garoto, sábia decisão. Rodgers assumiu o posto de titular já no quinto jogo da temporada 2003, foi espetacular nos dois anos que defendeu os Golden Bears: 5,469 jardas, 43 TDs e apenas 13 INTs.

Números que entusiasmaram os analistas do Draft 2005, principalmente a capacidade de proteger a bola contra interceptações.  Muitas projeções o colocavam como primeira escolha geral pelo San Francisco 49ers, time de coração de Aaron na infância. Entretanto, os Niners resolveram apostar em Alex Smith. Incrivelmente outros 22 times também não quiseram ele, foi selecionado apenas na 24º pelo Green Bay Packers.

Com a lenda Brett Favre no elenco, a opção por A-Rod foi mais pensando no futuro da franquia. E que decisão acertada. Sem a pressão de ser titular logo de cara, Rodgers ficou os três primeiros anos da carreira no banco, se aprimorando e aprendendo com um dos melhores QBs de todos os tempos. Quando Favre anunciou sua aposentadoria (a primeira delas) no fim de 2007, os Packers sabiam que tinham um quarterback pronto para a NFL como substituto.

Foi exatamente o que aconteceu, A-Rod lançou mais de 4 mil jardas e 28 touchdowns em seu primeiro ano no comando do ataque de Green Bay. Apesar disso, a falta de experiência de jogo pesou em alguns momentos, ele tinha dificuldade em vencer jogos com placares apertados. O time terminou o ano com 6-10, único da carreira de Aaron como titular que ele não foi aos playoffs.

Rodgers comemorando o título do Super Bowl

A partir daí foram cinco aparições seguidas na pós-temporada entre 2009 e 2013, a mais marcante delas em 2010. Os Packers entraram em dezembro daquele ano com uma campanha 8-4, mas uma concussão tirou o camisa 12 dos dois próximos compromissos do time, duas derrotas. Ele voltou ao time precisando vencer as duas partidas restantes para chegar aos playoffs. Fez muito mais do que isso. Green Bay entrou na pós-temporada como pior time da NFC, foi batendo todos os oponentes em seus domínios. Após passar por Eagles, Falcons e Bears, A-Rod comandou uma vitória emblemática sobre o Pittsburgh Steelers no Super Bowl. Foi eleito MVP daquele jogo.

Em matéria de performance individual, 2011 foi o melhor da carreira de Aaron. O que ele fez na temporada regular foi insano: 4643 jardas, 45 TDs e apenas seis interceptações. O rating de 122,5 que conseguiu é o maior da história de um QB em uma única temporada. Nem é preciso falar que venceu o prêmio de MVP com esses números. Mesmo assim, caiu diante do New York Giants no Divisional Round.

Levou os Packers aos playoffs em 2012 e 2013, mas em ambas oportunidades caiu diante do San Francisco 49ers de Kaepernick e companhia. Ano passado, chegar a pós-temporada já foi comemorado como um título na gelada Green Bay, haja vista as dificuldades que o time enfrentou ao longo do ano com lesões. O próprio Rodgers ficou sete jogos afastado com a clavícula quebrada. Saudável e mais experiente, Aaron Rodgers tem tudo para levar os Packers ao quinto Super Bowl de sua história. Um talento do calibre de A-Rod merece pelo menos mais um anel de campeão antes de encerrar a carreira.

Compartilhe!Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Comentários