Contagem regressiva Endzone Brasil – Peyton Manning

perfil 18 - Manning cópia

O personagem da contagem regressiva de hoje é um dos melhores, se não o melhor, jogador que já pisou em um gramado da NFL. Faltam adjetivos quando se está falando da lenda Peyton Manning. Detentor de inúmeros recordes da liga, foi cinco vezes eleito o MVP de uma temporada e eleito a 13 Pro Bowls. Não se deixe cair na ignorância de alguns, que diminuem sua importância pelo fato de ter conquistado um Super Bowl em três oportunidades. Quem entende do esporte sabe que ele é único, uma rara união de precisão, inteligência e visão de jogo. A capacidade que possui de ler as defesas adversárias é absurda, ele simplesmente nasceu para ser um quarterback.

Posição que está no DNA da família Manning. Peyton é filho de Archie Manning, QB lenda na Universidade do Mississippi e com 14 anos de experiência na NFL. Seu irmão mais novo também é bem conhecido, Eli Manning seguiu os passos do irmão e do pai e também faz sucesso na liga, no New York Giants. Junto com o irmão mais velho Cooper, os três filhos de Archie sempre mostraram ter o dom para a prática do esporte.

Desde criança, Peyton era fascinado pelo futebol americano. Passava horas no jardim de casa treinando lançamentos, assistia gravações de jogos diariamente e estudava as formações dos times. O primeiro contato com o jogo veio na Isidore Newman School, onde fez o colegial. Nos três anos que foi titular, Manning liderou o time a um recorde de 34-5 e lançou 92 touchdowns.

Manning era número 16 em Tennessee

Quando chegou a hora de ingressar na universidade, surpreendeu a todos escolhendo atuar pelo Tennessee, ao invés de seguir os passos do pai e jogar por Mississippi. O camisa 18 era o terceiro QB do time no ano de calouro, mas contusões dos outros dois fizeram com que ele atuasse na metade final da temporada. Ele não foi espetacular, mas jogou o suficiente para garantir a posição de titular. Mais experiente, foi melhorando a cada ano que passava. Nos quatro anos por lá, ele venceu 39 dos 45 jogos que foi titular, bateu os recordes de jardas e touchdowns lançados da universidade.

A eficiência e a regularidade chamaram a atenção do país todo, ele chegou no Draft de 1998 cotado a ser escolhido com a primeira escolha geral pelo Indianapolis Colts. Foi o que aconteceu, era o inicio de uma longa e vitoriosa parceria de 13 anos. Manning é o líder em vitórias, passes completados, jardas e touchdowns da história da franquia.

Sucesso que não apareceu logo de cara, Indianapolis estava em plena reestruturação e sofria com uma defesa terrível. Apesar da campanha 3-13, Manning lançou 3739 jardas e 26 touchdowns. Pela falta de experiência na liga, lançou também oito interceptações.

Mais acostumado com a NFL, Manning deu um salto de qualidade junto com todo o time, que fechou a temporada seguinte 13-3 e classificada aos playoffs. Apesar da derrota para o Tennessee Titans no Divisional Round, estava claro que o camisa 18 poderia levar o time a voos mais altos.

Manning com o Lombardi Trophy em 2006

Os Colts passaram de saco de pancada a sérios candidatos ao título, foram a pós-temporada nove vezes consecutivas de 2002 a 2009. Período marcado quase todo pelo comando do técnico Tony Dungy em Indianapolis, ele levou o nível do jogo de Manning a um patamar ainda mais alto. O camisa 18 foi espetacular no período, venceu o prêmio de MVP (melhor jogador da temporada) em 2003, 2004, 2006, e 2009.

Em 2006 veio a glória máxima, o primeiro título de Super Bowl da carreira. Os Colts derrotaram o Chicago Bears por 29 a 17 e faturaram o primeiro título da franquia em 38 anos. Peyton foi eleito MVP do duelo. A segunda vez que Manning disputou a grande final foi em 2009, mas dessa vez o time não foi páreo para o New Orleans Saints de Drew Brees e companhia.

Em 2011 veio o pior ano da carreira. Meses após acertar uma extensão de contrato de mais cinco anos e 90 milhões de dólares, Manning teve que passar por uma cirurgia no pescoço. O resultado não foi satisfatório, ele havia perdido boa parte da mobilidade e da força do braço de lançamento. Peyton ficou de fora do primeiro jogo de sua vida, quebrando um recorde de 208 jogos seguidos (227 com playoffs). O jogador teve que passar por um segundo e mais sério procedimento cirúrgico, com o risco de nunca mais voltar a atuar na liga. Sem ele pelo resto do ano, os Colts tiveram uma campanha pífia de 2-14.

Manning liderou os Broncos ao Super Bowl

Manning se recuperou da cirurgia, mas seu retorno era uma incógnita. Com o promissor QB Andrew Luck selecionado com a primeira escolha do Draft 2012, o time optou por dispensar Peyton. Após duas semanas como free agent, o camisa 18 encontrou um novo lar, o Denver Broncos, com um elenco talentoso e desesperado por um QB de elite. O sucesso foi imediato, Manning se entrosou rápido com os bons alvos do time e ficou a duas partida de disputar o Super Bowl. Venceu o prêmio de “comeback player of the year” pelo seu retorno triunfal.

Prévia do que viria em 2013, ano em que o quarterback quebrou quase todos os recordes possíveis e imagináveis para uma única temporada: 55 touchowns e 5477 jardas, números que lhe renderam o quinto título de MVP. Apesar do domínio ofensivo, não foi capaz de furar a fortíssima defesa do Seattle Seahawks no último Super Bowl, sofreu uma derrota acachapante de 43 a 8.

Fato que aumentou a sua fama de “amarelão”, mas nada que apagasse a história que ele construiu no esporte. Com 38 anos e a base do time vice-campeão mantida, Peyton Manning vê em 2014 praticamente sua última chance de vencer o seu segundo anel de campeão. A conquista fecharia com chave de ouro a carreira dessa lenda viva do esporte, futuro membro do Hall da Fama.

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