O caminho do Super Bowl 49: como chegaram os Seahawks

Não é exagero dizer que temos uma nova dinastia na NFL. Desde o New England Patriots em 2003 e 2004, coincidentemente o adversário do dia primeiro de fevereiro, o Seattle Seahawks é o primeiro time a chegar a dois Super Bowls de forma consecutiva. Mesmo com algumas turbulências ao longo do caminho, Seattle mais uma vez foi soberano na NFC, teve a melhor campanha de sua conferência e venceu os dois duelos dos playoffs no CenturyLink Field.  Vamos voltar no tempo e relembrar essa longa caminhada rumo a grande final no Arizona.

Pré-temporada tranquila
Os Seahawks destruíram seus adversários nos dois jogos no CenturyLink Field, perderam os outros dois compromissos fora de casa. O primeiro jogo foi a reedição do Super Bowl 48, contra os Broncos em Denver, derrota por 21 a 16. O time sobrou nos dois duelos em casa, venceu os Chargers 41 a 14 e os Bears por 34 a 6. Na última partida, com o time todo reserva, Seattle caiu diante do Oakland Raiders na Califórnia, 41 a 31.

Início de temporada oscilante

Gates recebeu 3 TDs na semana 2

Gates recebeu 3 TDs na semana 2

Seattle foi simplesmente espetacular no jogo que abriu a temporada 2014, um atropelamento de 36 a 16 contra o Green Bay Packers. Time que voltaria a cruzar o caminho dos Seahawks na final da NFC alguns meses depois. Marshawn Lynch correu para 110 jardas e dois TDs, a equipe teve 207 jardas terrestres totais. Parecia que a franquia era mais uma vez fortíssima candidata ao título, até o primeiro tropeço na semana 2. Apático, o time foi dominado pelos Chargers em San Diego: o time da casa teve 42 minutos de posse de bola, o TE Antonio Gates recebeu três TDs contra a Legion of Boom.

Mais uma reedição do Super Bowl 48 na semana 3, dessa vez válido pela temporada regular. Seattle vencia os Broncos em casa por 14 pontos no último quarto, mas o genial Peyton Manning levou o duelo para a prorrogação. Assim como fez na final da NFC, Russell Wilson e companhia não deram chance para o adversário pegar na bola, anotaram um touchdown na primeira posse e mataram o duelo no tempo extra. Após folga na semana 4, o time voltou a campo em um Monday Night Football fora de seus domínios, venceu os Redskins no FedEx Field por 27 a 17. Wilson correu 122 jardas, melhor número em 2014.

Derrotas consecutivas e polêmicas no vestiário

Jason Witten levou a melhor em Seattle

Jason Witten levou a melhor em Seattle

Tropeços nas semanas 6 e 7 colocaram em dúvida o real potencial desse time, principalmente pelo fraco desempenho nos dois duelos. Muito foi falado sobre uma disputa de egos nos vestiários, briga que atrapalhava a equipe dentro de campo. No revés para o Dallas Cowboys, em Seattle, o time teve apenas nove first downs, cedeu 115 jardas para DeMarco Murray e perdeu por 30 a 23. Caiu na rodada seguinte para os Rams, em St. Louis, por 28 a 26.  O time da casa venceu com uma atuação de gala do seu time de especialistas.

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De volta aos trilhos
Com uma campanha 3-3, os Seahawks acabaram com a sequência de derrotas, mas sem convencer. A vitória por 13 a 9 contra os Panthers em Charlotte veio com um TD anotado a 47 segundos para o fim do embate. Mais sustos na semana seguinte. Seattle vencia os Raiders em Oakland por 21 pontos, mas por muito pouco não levou a virada.

Lynch destruiu a defesa dos Giants

Lynch destruiu a defesa dos Giants

Após quatro jogos medianos, os Seahawks voltaram a mostrar sua força na semana 10, atropelaram o New York Giants no MetLife Stadium. No melhor ‘beast mode’, Marshawn Lynch correu para quatro TDs, Seattle teve 350 jardas terrestres, maior marca da história da franquia. Foi pelo chão que a equipe perdeu na rodada seguinte, os Seahawks cederam incríveis 159 jardas e dois touchdowns para o RB Jamaal Charles. A derrota por 24 a 20 para o Kansas city Chiefs mais uma vez colocou em dúvida o potencial da equipe.

 

Final de temporada espetacular

Defesa dos Seahawks avassaladora contra os Niners

Defesa dos Seahawks avassaladora contra os Niners

O revés para os Chiefs foi o último de Seattle, de lá para cá foram somente vitórias. Foram seis triunfos consecutivos na temporada regular, vencendo os oponentes de forma incontestável. De volta a velha forma, a ‘Legion of Boom’ foi fantástica: o time cedeu três touchdowns, 39 pontos e manteve cinco dos seis adversários com sete ou menos pontos nesse período.

Seattle venceu os Cardinals por 19 a 3 em seus domínios na semana 12. Jogou fora de casa nas duas rodadas seguintes, bateu o rival San Francisco 49ers por 19 a 3 no Levi’s Stadium e os Eagles por 24 a 14 no Lincoln Financial Field. Venceu os três rivais de divisão de forma categórica nas últimas semanas da temporada regular: 17 a 7 contra os Niners no CenturyLink Field, 35 a 6 nos Cardinals no palco do Super Bowl 49 e  20 a 6 contra os Rams em casa. Com um recorde de 12-4, Seattle garantiu a melhor campanha da NFC.

Caminhada nos playoffs

Lynch foi fundamental na fantástica virada

Lynch foi fundamental na fantástica virada

De folga na primeira semana da pós-temporada, o time recebeu o Carolina Panthers no Divisional Round. Sem grandes dificuldades, venceu por 31 a 17 no CenturyLink Field, foi o primeiro atual campeão a ganhar um jogo de playoff desde os Patriots em 2006. Russell Wilson teve uma noite de gala: 268 jardas aéreas e três TDs, um rating de 149,2.

Wilson foi do inferno ao céu na semana seguinte, na final da NFC contra o Green Bay Packers. Ele lançou quatro interceptações, mesmo assim foi capaz de arquitetar uma das maiores viradas da história dos playoffs. Perdendo por 12 pontos com quatro minutos no relógio, Seattle anotou 15 pontos em 45 segundos! Os Packers chutaram um field goal e levaram o duelo para prorrogação, mas uma conexão para touchdown fantástica de Wilson para o WR Jermaine Kearse no tempo extra carimbou o passaporte do time para a final no Arizona.

Será que a “Legion of Boom” conquistará o segundo anel de campeão consecutivo? Ingredientes não faltam para o duelo entre Seattle Seahawks e New England Patriots ser um dos melhores Super Bowls de todos os tempos.

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