Lesões viram problema dos Seahawks já pensando na temporada 2015

Imagem forte  na lesão de Jeremy Lane

Imagem forte na lesão de Jeremy Lane

Por Pablo Oliveira, médico e professor de Medicina da UFSJ

A temporada 2014/2015 já acabou e os planos para a próxima já estão a todo vapor. Campeão a dois anos e vice no último, o Seattle Seahawks enfrenta problemas antes mesmo do início dos trabalhos. Na derrota para os Patriots no Super Bowl 49, vários jogadores entraram em campo com problemas físicos e alguns deles acabaram agravando a situação.

O caso mais chocante foi, sem dúvida alguma, o do CB Jeremy Lane. Após interceptar Tom Brady, ele caiu de mal djeito e sofreu fratura múltipla de ulna e rádio e precisará de tratamento cirúrgico para o local. Assim como Lane, outro que precisará entrar na faca é o S Earl Thomas, que já estava contundido derrota dos Seahawks – lesão no ombro, inclusive com uma tipoia para estabilizar a articulação. A cirurgia de Thomas será para reconstruir o lábio glenoidal, uma estrutura que se encontra na escápula, articulando com a cabeça do úmero. Estima-se que o tempo de recuperação seja de 6-8 meses, sendo que ela pode ocorrer, dependendo do atleta, a partir do quinto mês pós operatório, ou seja, os Seahawks podem ter problemas para pré-temporada.

Sherman não deve passar por cirurgia

Sherman não deve passar por cirurgia

Já o CB Richard Sherman, que sofreu uma lesão no cotovelo, ainda não sabe se precisará passar por um procedimento cirúrgico para reconstrução do ligamento ulnar colateral (Cirurgia de Tommy John, na qual se utiliza tendão do próprio paciente  para construir um novo, utilizando, às vezes, o que sobrou do natural). O problema é a reabilitação e os riscos desse procedimento, devido às relações anatômicas próximas, o nervo ulnar pode ser lesado, comprometendo às áreas por ele inervadas. As fases da reabilitação envolvem três etapas, sendo que a primeira acontece nos primeiros 7-10 dias com uso de tala para imobilização do antebraço e início de movimentos para mão, punho e ombro, além de uma tipoia para firmar a articulação do cotovelo a fim de se reiniciar o mais precoce possível seus movimentos. Após seis semanas da cirurgia o paciente entra na fase 2, que pode durar cerca de quatro meses na qual movimentos mais amplos do antebraço podem ser feitos de forma cuidadosa. Na fase final de reabilitação, a maioria dos pacientes conseguem em seis meses após a cirurgia realizar movimentos normais e até 85% de atletas que são submetidos a esse procedimento tem seu rendimento igual ao período anterior à lesão.

Outro caso de lesão, mas esse com a certeza de cirurgia, é o do safety Kam Chancellor. Ele jogou o Super Bowl 49 com o  menisco do joelho rompido e precisará reparar o local.

Se a Legion of Boom estivesse inteira, seria diferente o resultado do Super Bowl 49? Fica a questão, mas uma coisa é certa: o início de temporada do Seattle Seahawks não será tão forte no setor defensivo.

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