Análise da temporada: como será o 2015 do Detroit Lions

Após duas temporada de boa expectativa e pouca realidade, o técnico Jim Caldwell assumiu o Detroit Lions em 2014 e conseguiu elevar o patamar de atuações da equipe. Baseado no ataque aéreo e na fortíssima defesa contra o jogo corrido, o time venceu 11 dos 16 jogos e foi aos playoffs, mas caiu no duelo de Wild Card para o Dallas Cowboys. Apesar de algumas baixas, principalmente na linha defensiva, o time segue forte para incomodar os adversários e, quem sabe, voltar à pós-temporada. A equipe não disputa os playoffs por dois anos consecutivos desde 1995.

RB calouro Ameer Abdullah fará boa dupla com Matthew Stafford

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O nível de dificuldade da tabela das equipes em 2015

O primeiro passo para ir longe na NFL é contar com um quarterback talentoso, e isso Detroit possui. Entrando na sétima temporada com o time, Matthew Stafford vem de um 2014 muito bom: passou das 4200 jardas como nas últimas três temporadas, mas lançou apenas 12 interceptações, melhor número da carreira. Computou bons números mesmo sendo protegido por uma linha ofensiva ruim, Stafford sofreu 45 sacks em 2014. Por isso o time usou a primeira escolha do último Draft no guard Lake Tomlison, deve em um primeiro momento ser reserva do também recém-chegado Manny Ramirez, ex-Broncos. a posição mais carente é a de RT, Cornelius Lucas não é dos mais atléticos.

Outro avanço com relação ao ano anterior será a efetividade do jogo corrido, quinto pior da liga em 2014. O veterano Reggie bush se foi, para o seu lugar o time utilizou a segunda escolha no jovem Ameer Abdullah. O calouro de Nebraska vem impressionando na pré-temporada, deve aos poucos ganhar o posto de titular do esforçado Joique Bell. Com relação ao jogo aéreo, Stafford terá os mesmos alvos do ano passado, com o acréscimo do veterano Lance Moore. Assolado por pequenas lesões, o WR Calvin Johnson não rendeu o que se esperava dele. Teve bons números (1077 jardas e 8 TDs), mas dele se espera coisas espetaculares. Quem deve mostrar a que veio nesse time é o TE Eric Ebron. Chegou com status de escolha de primeira rodada (selecionado antes de nomes como Odell Beckham Jr por exemplo), mas teve uma participação pífia no ano de calouro. Vem impressionando nos treinamentos, deve brilhar em 2015.

Apesar dos bons momentos do ataque, foi a defesa que carregou o time aos playoffs, liderada pela feroz linha defensiva. Pelos lados continua forte, com o promissor Ziggy Ansah e Darryl Tapp, mas o miolo está todo reformulado. Os três nomes da posição pelo meio se foram, jogadores de peso, literalmente: Ndamukong Suh, Nick Fairley e CJ Mosley. Claro que é impossível substituir à altura um talento como Suh, principalmente quando se fala em pass-rush pelo meio, mas a equipe fez um bom investimento contratando Haloti Ngata do Baltimore Ravens. Deve fazer dupla com o também recém-chegado Tyrunn Walker, ex-Saints.

Na linha de linebackers, o principal reforço será de Stephen Tullock, líder dessa defesa que desfalcou o time em boa parte do ano passado após romper o ligamento do joelho. Fará um bom trio ao lado de DeAndre Levy e Tahir Whitehead (ou Kyle Van Roy em formações mais agressivas). A secundária que atuou melhor do que o esperado ano passado permanece a mesma. Glover Quinn e James Ihedigbo fazem uma ótima dupla de safeties, com o veterano Rashean Mathis e Darius Slay pelas pontas.

Quem chegou

WR Lance Moore, WR Greg Salas, G Manuel Ramirez, DE Phillip Hunt, DT Haloti Ngata, DT Tyrunn Walker, CB Josh Wilson, CB Chris Owens.

Quem saiu

RB Reggie Bush, FB Jed Collins, OT Corey Hilliard, G Rob Sims, C Dominic Raiola, DE George Johnson, DT Ndamukong Suh, DT Nick Fairley, DT C.J. Mosley, DT Andre Fluellen, OLB Ashlee Palmer, CB Cassius Vaughn.

Vai até onde?

Apesar dos vários jogadores diferenciados, foi a defesa quem levou os Lions aos playoffs no ano passado, difícil prever como será em 2015 com as mudanças feitas. O ponto chave para Detroit ir longe será o desempenho das linhas: a ofensiva precisa proteger melhor Stafford e a defensiva é uma interrogação após as saídas de talentos como Suh. Se os Lions fizerem um bom trabalho nas trincheiras e o calouro Abdullah carregar o jogo corrido, a equipe tem chance de brigar na NFC North mais forte dos últimos anos.

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