Análise da temporada: como será o 2015 do Miami Dolphins

O Miami Dolphins abriu seus cofres na offseason. Pagou caro por jogador, renovou contrato de outros por muita grana e agora o resultado vai ter que vir. O técnico Joe Philbin não tem segurança após ficar no quase nos playoffs em duas temporadas seguidas, a pressão é grande para o time voltar a jogar em janeiro – se possível em casa, longe das baixas temperaturas do norte dos Estados Unidos.

Reforço de peso: Ndamukong Suh chegou ganhando muito em Miami

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O nível de dificuldade da tabela das equipes em 2015

A conta dos Dolphins está mais vazia. São 45 milhões garantidos para Ryan Tannehill e 60 milhões para Ndamukong Suh. Se os cofres ficam vazios, a pressão é enorme, principalmente sobre o quarterback, que chega em uma situação perto do “vai ou racha” na sua carreira. Em nenhum de seus três anos na NFL ele conseguiu ter mais vitórias do que derrotas, e o novo acordo com a franquia da Flórida pesa muito em suas costas nesta altura da carreira.

É só diminuir os erros que Tannehill comandará bem o ataque dos Dolphins, pois o restante do setor ofensivo é bom. Lamar Miller mostrou que pode ser um bom running back número 1, e ainda tem o prestativo LaMichael James como backup. No grupo de recebedores, a chegada do experiente Greg Jennings pode render alguns touchdowns, mas a atração principal no corpo de wide receivers deverá ser o calouro DeVante Parker, escolhido na primeira rodada. Outro reforço é o tight end Jordan Cameron, que se estiver saudável, é uma grande valia para o elenco na temporada regular.

Para ajudar ainda mais Ryan Tannehill, o coordenador ofensivo Bill Lazor terá que consertar a linha defensiva, que cedeu 46 sacks em 2014 (terceira maior marca da temporada passada).

Pequenos rapazes da linha defensiva de Miami

Pequenos rapazes da linha defensiva de Miami

Na defesa, o astro principal é Ndamukong Suh. Após cinco anos em Detroit, o DT chega para ser o pilar da linha defensiva do time, que vai dar muito trabalho, já que Suh terá os grandes auxílios de Cameron Wake, Olivier Vernon e Earl Mitchell. É uma linha de impor respeito e causar medo em qualquer quarterback que esteja do outro lado da linha ofensiva.

A permanência de Louis Delmas na secundária foi um belo reforço para manter forte o sistema secundário que foi o sexto melhor da temporada passada contra o jogo aéreo, cedendo pouco mais de 3500 jardas e conseguindo 25 turnovers. Olho em Brent Grimes, que teve uma grande temporada.

Um fator extra-campo que ajuda os Dolphins nesta temporada é o calendário. Se o nível de força é intermediário, a ordem dos jogos é boa para o time: faz dois jogos fora de casa (contra Redskins e Jaguars – adversários fracos), dois em casa (Bills e Jets – rivais de divisão)  e descansa na semana cinco. Além disso, dos últimos sete jogos na temporada, cinco são no SunLife Stadium, em Miami. Ou seja, um início bom nos quatro primeiros jogos pode encaminhar de cara uma classificação. Ahhh… Falando no SunLife Stadium, as cadeiras do estádio mudaram de cor, e posso afirmar que ficou bem mais bonito.

Quem chegou

DT Ndamukong Suh, TE Jordan Cameron, WR Greg Jennings, OL Jeffrey Linkenbach, CB Brice McCain, CB Zack Bowman, QB Josh Freeman, OL Jacques McClendon, LB Spencer Paysinger e OL D.D. Walton

Quem saiu

DL Jared Odrick, G Shelley Smith, LB  Philip Wheeler, LB Jonathan Freeny, G Nate Garner, WR Brian Hartline, WR Brandon Gibson, RB Knowshon Moreno e LB Jason Trusnik

Vai até onde?

Depois de duas temporadas batendo na trave, esse pode ser realmente o ano dos Dophins nos playoffs. Menos erros podem ajudar nessa busca. Resta a Ryan Tannehill mostrar se realmente tem capacidade de liderar o time até a tão sonhada pós-temporada. O caminho não será nada fácil, a AFC East promete ser a mais equilibrada dos últimos anos.

pojetu PRÉVIA 2015 dolphins

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