Análise da temporada: como será o 2015 do Green Bay Packers

Com um bom elenco e sempre liderados por Aaron Rodgers, o Green Bay Packers busca sua primeira aparição em Super Bowls desde 2010. Mantendo a base de 2014 que chegou até a final de conferência, saiba o que o torcedor pode esperar dos Cabeças-de-Queijo para essa temporada.

Mesmo sem Jordy Nelson, Aaron Rodgers terá um grande ano nos Packers

Mesmo sem Jordy Nelson, Aaron Rodgers terá um grande ano nos Packers

SAIBA MAIS
> Compre ingressos para os jogos do Green Bay Packers
> Veja a tabela completa da temporada regular 2015
O nível de dificuldade da tabela das equipes em 2015

Na comissão técnica o head coach Mike McCarthy assumiu as chamadas dos times especiais, após o fiasco que o time fez no setor contra o Seattle Seahawks na final da NFC. Agora, além de coordenador ofensivo, Tom Clements tem as chamadas de ataque e foi promovido a algo parecido como head coach adjunto.

Desde 2008 o Green Bay Packers tem Aaron Rodgers como quarterback, o MVP da temproada anterior já está em um patamar com Tom Brady e Peyton Manning de melhor quarterback da atualidade. Seu passe forte e preciso, além de calma no pocket é o que o eleva. Os reservas são o experiente Scott Tolzien – agora backup absoluto com a saída de Matt Flynn– e o calouro Brett Hundley.

Lacy carregará o jogo terrestre

Lacy carregará o jogo terrestre

Pelo chão, Eddie Lacy se confirmou como a peça que faltava pro jogo terrestre avançar. Foram duas temporadas com mais de 1.000 jardas e evolução constante. Rápido, forte e aprimorando a mudança de direção; James Starks é o backup e tem uma ótima média de jardas por tentativa, chegando a quase quatro jardas por corrida. A posição de fullback está bem servida. Além do consagrado John Kuhn, que deve estar em sua última temporada, os Packers trouxeram do Draft Aaron Ripkowski. Eles devem atuar juntos em formações de Full-House.

Os wide receivers poderiam ter sua melhor temporada juntos, mas Jordy Nelson rompeu os ligamentos do joelho e está fora da temporada. Randall Cobb contundiu o ombro, mas deve estar à disposição do treinador em breve. Em seu segundo ano, Davante Adams será impulsionado a ser o primeiro recebedor enquando Cobb se ausentar. Atuando no Wide Out, Adams pode ter grandes jogos, como suas 117 jardas contra o Dallas Cowboys nos Playoffs. Jeff Janis fez um grande pré-temporada e deve ter seu lugar garantido no eleno. Ty Montogomery foi escolhido na terceira rodada. O camisa 88 deve atuar no Slot e em times especiais. Seu último ano na faculdade foi apagado, mas Ted Thompson aposta no menino pra dominar as ações no box.

O corpo de tight ends é uma lacuna que ainda está aberta, apesar da regularidade dos jogadores. Esperava-se que o time fosse atrás de um jogador da posição em algum round alto do Draft, mas Kennard Backman só veio no fim dos selecionados. Andrew Quarless teve problemas com a policia nessa intertemporada e Richard Rodgers vai ganhar mais repetições. Ele não é um jogador de fazer oito recepções por jogo, mas é um desafogo, além de auxiliar nos bloqueios para avanço terrestre.

A linha ofensiva é a mais consistente dos últimos anos: David Bakhtiari, LT, não é unanimidade, tanto que cogitaram a volta de Bryan Bulaga para LT e Don Barclay recuperado de contusão assumiria o lado direito da linha. Josh Sitton e T.J Lang fazem uma grande dupla de guards e Corey Linsley caiu como uma luva no esquema da OL, fazendo com que JC Tretter não fizesse falta durante o período contundido. Aaron Rodgers sofreu apenas 28 sacks e Eddie Lacy correu para mais de 1.000 jardas. “Culpa dos gordinhos.”

Randall Cobb será fundamental em 2015

Randall Cobb será fundamental em 2015

Do outro lado da linha, a volta de B.J Raji traz a esperança dos outside linebackers de criarem pressão. Letroy Guion foi bem em 2014 e dominava o meio da linha, assim como a primeira boa temporada de Mike Daniels; Datone Jones, suspenso por dois jogos, vai fazendo uma boa pré-temporada.

O corpo de linebackers é interessante, mas ainda falta um ILB de referência. Clay Matthews será híbrido, atuando nas duas funções: em jogadas que a porcentagem das chamadas terrestres seja maior ele atua no meio, quando é situação clara de passe ele sobe pro pass-rush. Julius Peppers vai chegando ao fim da carreira mas tem gasolina no tanque. Atuando como OLB, vai trazer a pressão aos quarterback adversários, mesmo que em dois apoios. Nate Palmer foi transferido para o meio e agradou aos treinadores, só que ele e Sam Barrington não têm capacidade no momento para conduzirem o meio do front seven e liberarem Clay Matthews para fazer o que sabe.

O corpo de cornerbacks teve as saídas de Tramon Williams (Browns) e Davon House (Jaguars), por isso a diretoria atacou no Draft e trouxe Damarious Randall e Quentin Rollins nas duas primeiras escolhas. Eles vão atuar em situações de Nickel e Dime, ou seja, quando há cinco e seis defensive backs, respectivamente. LaDarius Gunter é um jovem não draftado de Miami que vem agradando. Além deles, o time conta com Casey Hayward e Sam Shields, prováveis titulares. O fundo da secundária vai bem, obrigado. Morgan Burnett é um dos strong safeties mais subestimados da Liga, mas é um grande apoiador na defesa terrestre. Micah Hyde e Ha Ha Clinton-Dix dividem a posição de FS: Dix em situações de passe e Hyde em ambas as situações do ataque. Eles se completam.

QUEM CHEGOU

Nnguém

QUEM SAIU

QB Matt Flynn, RB DuJuan Harris, WR Jarrett Boykin, ILB A.J. Hawk, ILB Brad Jones, ILB Jamari Lattimore, CB Tramon Williams, CB Davon House.

Vai até onde?

Se Aaron Rodgers ficar saudável e a defesa contra o jogo terrestre funcionar, o timepossui talento para chegar na final no Super Bowl e vencer. Há peças, mas algumas contusões como a de Bulaga e Micah Hyde, se agravarem, podem dar uma prejudicada. O time é o favorito para vencer a NFC North, mas a divisão promete ser a mais disputada dos últimos anos.

pojetu PRÉVIA 2015 PACKERS

Comentários