Final da NFC 2016: Arizona Cardinals x Carolina Panthers

faixa wild card cardinals x panthers

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Ao longo da temporada regular, uma das intermináveis discussões em pauta foi qual era o melhor time: Arizona Cardinals ou Carolina Panthers. São as equipes que mais venceram em 2015, contam com quarterbacks cotados ao prêmio de MVP e lideram a NFL em número de pontos anotados. A resposta para essa questão virá no próximo domingo (24), quando os Cardinals viajam até o nevado Bank of America Stadium para encarar o Carolina Panthers na final da NFC. Melhor que isso, somente se o duelo valesse o troféu Vince Lombardi.

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Não, não é exagero dizer que esse duelo poderia muito bem o Super Bowl. É o primeiro duelo da história da pós-temporada no formato moderno que dois times com uma média de pelo menos 30 pontos por jogo se encontram, primeira vez desde 2004 que a soma das vitórias das equipes em um embate de playoffs chega a 28 (15 dos Panthers e 13 dos Cardinals). Além de tudo isso, os dois times lideram a liga no diferencial de pontos, no número de turnovers e nos pontos anotados a partir de roubadas de bola. Incrível.

Apesar de este que vos escreve não concordar, é possível entender a opinião de alguns analistas americanos afirmando que esse deverá ser o Super Bowl 50 antecipado. Apesar dos números apontarem para isso, nunca se pode desprezar gênios do esporte como Peyton Manning e Tom Brady. Independente de quem passar na AFC, terá um desafio extremo contra o vencedor de Cardinals e Panthers.

Isso porque, além de grupos equilibrados, os times da NFC contam com dois quarterbacks cotados para o prêmio de MVP da temporada 2015. O favorito disparado é Cam Newton, possivelmente o QB mais perigoso da NFL atualmente pela dinâmica de jogo, vem comandando com perfeição o ataque zone-read do coordenador Mike Shula. Apesar de dez anos mais novo que Carson Palmer, possui mais experiência em playoffs, isso pode fazer a diferença. Palmer vem de um 2015 brilhante, lidera a liga em pontos por jogo (32.8), jardas por jogo (426.3) e jardas aéreas por jogo (292.8) fora de casa esta temporada, mas sentiu a pressão no primeiro tempo do último jogo da equipe.

Além dos QBs, as equipes contam ótimos treinadores: Bruce Arians e Ron Rivera. Famosos pela mentalidade agressiva, venceram o prêmio de melhor técnico da NFL nos últimos três anos (Arians em 2012 e 2014, Rivera em 2013). Será um privilégio poder acompanhar um duelo entre eles.

ULTIMOS CONFRONTOS cardinals panthers

 

Carolina leva boa vantagem quando o assunto é o retrospecto entre as equipes em temporada regular, venceu 9 dos 14 duelos contra Arizona. Nos playoffs há mais equilíbrio: 1 a 1. Os Cardinals venceram o primeiro embate no ano de 2009 por 33 a 13, já os Panthers avançaram na partida válida pelo Wild Card da temporada passada, venceram o desfalcado time, sem Carson Palmer, por 27 a 16. Ambos os duelos foram no Bank of America Stadium, palco do jogo do próximo domingo.

CHAVE PARA A VITORIA cardinals

 

Arizona teve o oitavo melhor ataque terrestre em jardas na temporada regular, mas simplesmente não conseguiu estabelecer o jogo corrido contra o Green Bay Packers: 40 jardas em 19 carregadas, média pífia de pouco mais de duas jardas por avanço. O que levou Carson Palmer a lançar 41 bolas e, consequentemente, duas interceptações e mais dois passes que quase foram agarrados pelo adversário. O duelo do último sábado deixou claro que o QB dos Cardinals está sentindo o peso da pós-temporada, quanto menos você depender dele lançando bolas melhor. Para isso, Bruce Arians terá que dar um jeito de bater a quarta melhor defesa da liga contra o jogo corrido.

Apesar da sentida baixa do safety Tyrann Mathieu, a secundária dos Cardinals ainda é muito forte, deve ser o diferencial da equipe no duelo do próximo domingo. Certamente o agressivo esquema de Bruce Arians vai congestionar as coisas pelo meio da defesa e mandar um infinito número de jogadas de blitz  do front seven para cima de Cam Newton. Isso abrirá alguns buracos no campo para Newton castigar, se escapar da pressão. Parar o camisa 1 de Carolina está sendo uma missão quase impossível em 2015, mas se há um time na NFL com condições de fazê-lo são os Cardinals.

CHAVE PARA A VITORIA panthers

Dois touchdowns terrestres de Jonathan Stewart, um passe para TD de Newton para Greg Olsen e uma interceptação de Luke Kuechly retornada para touchdown… Muito antes do intervalo, os Panthers praticamente despacharam o forte Seattle Seahawks. Entretanto, o time não marcou na segunda etapa e sofreu 24 pontos. O que preocupa o técnico Ron Rivera é que isso se tornou uma tendência da equipe em 2015, em pelo menos três oportunidades (contra Colts, Packers e Giants) o time viu confortáveis vantagens se transformarem em partidas dramáticas no último quarto. Além da intensidade do começo, o time precisa saber segurar a posse de bola e administrar o relógio nos momentos certos.

Carolina é o único time ainda invicto em seus domínios nesta temporada, muito por conta da agressiva defesa brecando o jogo corrido adversário e forçando o QB a lançar contra uma secundária que conta com nomes excelentes como o CB Josh Norman. Isso se torna possível na medida em que a equipe conta com um front seven espetacular que, ao mesmo tempo que fecha os espaços da linha, coloca muita pressão pelo meio com os DTs e pelos lados com os LBs. Os defensive tackles Kawann Short e Star Lotulelei vem atuando em alto nível, a dupla de linebackers Luke Kuechly e Thomas Davis possivelmente é a melhor da NFL. Será MUITA pressão para cima de Palmer, resta saber como o veterano vai se comportar.

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