Análise de elenco e posições carentes para o próximo Draft: NFC North

Ao longo dos próximos dias o Endzone Brasil chega com um especial analisando os elencos e as carências das 32 equipes da NFL dias antes do tão esperado Draft na próxima quinta-feira (27). Hoje é dia de falar da NFC North!

Número de escolhas no Draft 2017: Sete
Três principais contratações: Prince Amukamara, (CB), Quintin Demps, (S), e Mike Glennon, (QB)
Três posições carentes para o Draft: Safety, wide receiver e offensive tackle

Para tristeza dos rivais e alegria dos torcedores dos Bears a era Jay Cutler acabou na Cidade dos Ventos. A franquia teve mais paciência do que o QB merecia – a falta de comprometimento e amor ao jogo destroem mais um bom talento na NFL. Para o seu lugar a franquia trouxe Mike Glennon, ex-Bucs, e o péssimo Mark Sanchez – nenhum deles tem cacife para ser titular na NFL. Se eu fosse o general manager de Chicago utilizaria a 3º escolha geral em um quarterback, mas, pela a grana que pagaram em Glennon, ao que parece ele será a aposta da vez por lá.

Ainda falando do ano passado, um dos principais motivos para as três vitórias foi a falta de turnovers – foram apenas 11 forçados pela defesa. Estava mais do que claro que a secundária era o ponto mais fraco da defesa – por isso o time se reforçou na offseason com dois bons nomes que chegam para ser titulares. Entretanto, a falta de talento era tão grande que a equipe precisa buscar mais jogadores de secundária no próximo Draft – especialmente um safety ‘playmaker’ para jogar ao lado de Quintin Demps.

Além da secundária, o setor de wide receiver também precisa receber atenção. Kevin White já mostrou que deve ser mais um ‘injury prone’ com duas sérias lesões em dois anos, portanto, não pode ser confiável.  Esse é o mesmo histórico de Markus Wheaton, que veio dos Steelers, já Kendall Wright é uma boa opção no slot. O time precisa de um WR1 para suprir o buraco gigante deixado por Alshon Jeffery – que foi para os Eagles.

Número de escolhas no Draft 2017: Oito
Três principais contratações: T.J. Lang (G), Ricky Wagner (RT) e D.J. Hayden (CB)
Três posições carentes para o Draft: Linebacker, defensive end e wide receiver

Por mais que Matthew Stafford negue, a temporada do Detroit Lions virou de cabeça para baixo depois que ele machucou o dedo médio da mão de lançamento. Ele vinha de cinco vitórias consecutivas jogando MUITO bem! Já depois da  lesão foram quatro derrotas consecutivas – a última delas nos playoffs contra os Seahawks.

Stafford está jogando muito bem e no auge da forma, portanto, os Lions sabem que precisam protegê-lo para chegar longe. A reconstrução da linha ofensiva que começou no ano passado, arrumando o lado esquerdo, continuou este ano com dois bons reforços do lado direito nessa offseason: TJ Lang e Ricky Wagner. Agora no Draft a ordem deve ser reforçar a defesa.

Mesmo com a contratação do esforçado Paul Worilow, ex-Falcons, me surpreenderia se Detroit não fosse atrás de um substituto para o aposentado DeAndre Levy em uma das duas primeiras rodadas. Os Lions precisam com urgência de mais talento no meio da linha de linebackers e na posição de defensive end. No ataque, a posição de wide receiver precisa também receber mais atenção – o time não pode depender apenas de Golden Tate e Marvin Jones ao longo de toda temporada.

Número de escolhas no Draft 2017: Oito
Três principais contratações: Martellus Bennett (TE), Davon House (CB) e Ricky Jean-Francois (DL)
Três posições carentes para o Draft: Cornerback, running back e guard

O que o Green Bay Packers fez em 2016 foi simplesmente brilhante: uma arrancada de seis vitórias consecutivas na temporada regular e mais duas nos playoffs – ficando a um jogo do Super Bowl. Apesar do genial Aaron Rodgers ter seguido ao pé da letra o ‘run the table’ dito após a quarta derrota consecutiva na metade do ano, o time mostrou algumas deficiências na final da NFC que precisam ser corrigidas.

Eu entendo e aceito o conceito de construir o time através do Draft e não fazer grandes contratações, mas acontece que o time em 2017 viu muito talento ir embora e não repôs praticamente ninguém! Depois de cortar Sam Shields e James Starks, o time perdeu Eddie Lacy (Seattle Seahawks), Pro Bowl right guard T.J. Lang (Detroit Lions), CB Micah Hyde (Buffalo Bills), futuro Hall da Fama Julius Peppers (Carolina Panthers), Datone Jones (Minnesota Vikings), TE Jared Cook e G/C JC Tretter no mercado. Isso é muita coisa!

A final da NFC contra os Falcons deixou bem claro que Green Bay precisa de ajuda na secundária – principalmente na posição de cornerback. Não é o retorno do veterano Davon House que solucionará todos os problemas do time. A franquia também precisa, para ontem, arranjar um running back capaz de carregar o piano para Aaron Rodgers e um ou dois guards para anter A-Rod em pé tempo suficiente de ser genial.

Número de escolhas no Draft 2017: Oito
Três principais contratações: Datone Jones (DE), Latavius Murray (RB) e Riley Reiff (OT)
Três posições carentes para o Draft: Guard, running back e tight outside linebacker

Parecia que o Minnesota Vikings chegaria muito longe na temporada passada com o começo 5-0, mas foi só as lesões aparecerem para o time cair drasticamente de produção e sequer ir aos playoffs. A defesa mostrou ser feroz quando saudável, mas ficou claro que o time precisa de um elenco mais talentoso também nas peças de reposição.

A prioridade para 2017 se mostrou reforçar a linha ofensiva na offseason com a contratação de dois tackles, entretanto, foram buscar dois nomes de talento bem questionável com contratos gordos. Podem queimar minha língua, mas não confio e Riley Reiff e Mike Hemmers. A principal prioridade do Draft deve ser reforçar as posições de guard – principalmente do lado direito.

Já o ataque vai precisar se reformular com a ausência de Adrian Peterson e as incertezas com relação a recuperação de Teddy Bridgewater. Apesar da contratação de Latavius Murray, não acho que o backfield da equipe tenha sido reforçado à altura. A classe de 2017 possui muito talento na posição de running back – certamente um jovem para dividir as carregadas com Murray seria o cenário ideal.

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