Contagem regressiva 2017: Biografia do camisa #18 – A.J. Green

Faltando 18 dias para o início da temporada 2017 da NFL é a vez do Cincinnati Bengals aparecer na nossa contagem regressiva. Como não poderia ser diferente, o wide receiver A.J. Green é o protagonista. Presente em comparações com Randy Moss, entre outros nomes eternizados na posição, Green figura como um dos melhores WRs da liga desde que foi draftado pelo Cincinnati Bengals, em 2011.

Com 1,93m de altura e pesando 92kg, Adriel Jeremiah Green, tem um porte físico ideal para um recebedor. A combinação das medidas permite a ele ser uma boa opção em bolas altas, como em profundidade. Porém seu jogo não se resume a apenas isso. Devido sua velocidade e força física, Green pode ser uma arma fatal para conquistar jardas após a recepção.

ugaNascido e criado em Summerville, o filho de Woodrow e Dora Green, teve que conviver com um trauma logo no início de sua vida. quando tinha quatro anos de idade, seu único irmão, Avionce, faleceu em um acidente de carro a caminho da escola. Apesar deste acontecimento, Green encontrou no esporte um caminho para seguir.

Ele estudou na Summerville High School de 2006 à 2008, lá praticou três esportes diferentes – basquetebol, atletismo e futebol americano. Apesar de atuar em campeonatos pela equipe de basquete de seu colégio, Green chamou mais atenção pelo que fazia no esporte da bola oval. Segundo o Blog da National Federation of High Schools, Green acumulou nos 3 anos 5.365 jardas recebidas – quinto de todos os tempos pelos registros da NFHS – 279 recepções e 62 TDs aéreos. Em 2008, foi cotado pela Sports Ilustraded como o principal prospecto entre os atletas de futebol americano que iriam para a universidade. Porém, desde 2006 Green já tinha apalavrado um acordo com a Universidade da Georgia e foi para lá que ele levou seu talento.

Em fevereiro de 2008, Green demonstrou, por meio de uma carta, que iria se juntar ao Georgia Bulldogs Football. Lá ele ficou por 3 anos e foi treinado por Mark Richt. Logo na sua temporada de calouro, A.J. impressionou ao quebrar diversos recordes de um estreante na Universidade – 56 recepções, 8 touchdowns e 963 jardas aéreas. Além de ser eleito o primeiro anista da demorada pelos técnicos da SEC.

Em 2009, Green teve uma temporada curta por conta de uma lesão, mas retornou à equipe a tempo de disputar e vencer o Independence Bowl. No ano seguinte o atleta se envolveu em uma polêmica, quando descobriram que ele havia vendido a camisa usada por ele neste bowl por US$ 1.000. Ele foi multado e obrigado a doar o mesmo valor para a caridade. Mesmo perdendo os quatro primeiros jogos por conta da punição, o recebedor voltou ainda em 2010 e terminou a temporada liderando o time em recepções, jardas e TDs – 57, 848 e 9, respectivamente.

aj-green-bengalsAo final daquela campanha, Green afirmou que iria se eleger ao Draft de 2011 da NFL. Com a quarta escolha do evento, o Cincinnati Bengals selecionou A.J. Green. O acordo foi de 19,6 milhões de dólares por quatro anos.

Já na sua primeira partida pelos Bengals, Green recebeu um passe de 44 jardas de Gradkowski e anotou seu primeiro TD na NFL. Ao longo daquela temporada, A.J. começara a consolidar a dupla com Andy Dalton, QB dos Bengals. Em 18 de dezembro a parceria de tornou a mais bem sucedida da história da NFL entre um quarterback e um wide receiver calouros. Ainda nesta temporada, Green se tornou o freshman com mais jardas recebidas na história dos Bengals, foram 1981. A.J. ainda seria selecionado para o Pro Bowl daquele ano.

Na temporada seguinte o embalo continuou o mesmo. Logo na terceira semana, o recebedor computou 193 jardas aéreas contra os Redskins, na época o recorde de sua carreira. Mas foi no nono jogo que ele anotou uma marca de grande expressão. Com um TD de 56 jardas contra os Giants, o atleta se tornou o wide receiver com mais partidas seguidas com pelo menos um touchdown. No confronto seguinte ele ainda aumentaria a marca para nove consecutivas. Green encerrou a temporada 97 recepções para 1350 jardas e 11 TDs, além de 5 jogos com mais de 100 jardas.

Pittsburgh Steelers v Cincinnati BengalsEm 2013 e 2014, A.J. manteve com regularidade suas boas performances. Em 13, ele terminou a temporada com 1426 jardas, a segunda marca mais alta da história da franquia. Já em 14 o recebedor conviveu com uma lesão recorrente no dedo do pé, que o fez perder parte da temporada. Porém, na semana 14 o jogador teve uma atuação irrepreensível, foram 11 recepções para 224 jardas e 1 TD contra os Steelers.

Green seguiu mostrando porque é tido como um dos melhores WRs em atividade na NFL em 2015. Com um jogo de 227 jardas recebidas – atual recorde da sua carreira – e dois touchdowns no último quarto, o recebedor foi decisivo na vitória dos Bengals sobre os Ravens. A marca de 227 jardas é a segunda maior da franquia. Os números finais da campanha foram 89 recepções, 1297 jardas e 10 touchdowns – o quinto ano seguido com mais de 1000 jardas. Em 2015, também, A.J. foi selecionado pela quinta vez seguida para o Pro Bowl.

2016 foi o primeiro ano da carreira que o WR não alcançou as 1000 jardas (967) – muito por conta de ter ficado de fora de seis partidas. Apesar da fase ruim dos Bengals, Green vinha em outro ano muito sólido, mas uma lesão na coxa em novembro o tirou de combate. Não é exagero dizer que a ausência do camisa 18 foi preponderante para a ausência nos playoffs após cinco anos consecutivos. Com a defesa mais fragilizada, AJ Green e companhia serão fundamentais para devolver Cincinnati à pós-temporada em 2017.

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