Contagem regressiva 2017: Biografia do camisa #25 – LeSean McCoy

Por 13 agosto, 2017 ,

LeSean Kamel McCoy é atualmente um dos jogadores mais imprevisíveis da NFL. Você nunca sabe qual será seu próximo passo. No seu auge foi comparado nada menos a Barry Sanders, talvez o running back mais dinâmico que já pisou em um gramado da liga. Uma mistura rara de força, velocidade e consistência – ma grande arma também recebendo passes. Bateu o recorde de touchdowns anotados em 2011 e o de jardas terrestres em 2013, o camisa 25 é o maior RB da história do Phipadelphia Eagles. Um monstro.

Oct 25, 2008; Pittsburgh, PA, USA; Pittsburgh Panthers running back LeSean McCoy (25) celebrates after scoring a touchdown against the Rutgers Scarlet Knights during the first half of a football game at Heinz Field. Rutgers won 54-34. Mandatory Credit: Don Wright-US PRESSWIRE ORIG FILE ID: 20081025_jla_aw1_135.jpg

Natural de Harrisburg, Pensilvânia, recebeu o apelido de “shady” de sua mãe nos primeiros anos de vida. O jovem era uma criança mais quieta que o comum e sofria constantes alterações de humor. O jovem se encontrou nos gramados de futebol americano e em pouco tempo já foi considerado um dos melhores prospectos de running back do país. McCoy teve dois anos espetaculares defendendo a Bishop McDevitt High Sahool: somou mais de cinco mil jardas e 58 touchdowns terrestres. Se comprometeu com a Universidade de Miami, mas problemas acadêmicos e uma fratura no tornozelo fizeram a universidade desistir do RB. Shady então se comprometeu com a Universidade de Pittsburgh – considerado o 11º melhor prospecto do país em 2007.

Precisou de pouco tempo nos Pathers para ganhar a posição de Larod Stephens-Howling e assumir o posto de titular. Foi destaque nas formações “Wildcat” do ataque da equipe, muitas vezes recebendo o snap diretamente no lugar do QB. Foram 1.572 jardas totais e 14 touchdowns em 2007 – ganhou muitos prêmios dados a calouros. McCoy já era realidade em 2008 – considerado um dos melhores running backs do país. Teve números ainda melhores no segundo ano pelos Panthers – desempenho que incentivou o RB a abdicar dos dois anos de College e entrar para o Draft da NFL.

A falta de experiência pesou um pouco na cabeça dos times – foi selecionado pelo Philadelphia Eagles com a 53º escolha. Desembarcou na Cidade do Amor Fraternal com a dura missão de ser o substituto a longo prazo de Brian Westbrook – uma lenda da franquia. Já no ano de calouro mostrou que não sentiria a pressão: computou 660 jardas e quatro touchdowns em apenas quatro jogos como titular. Performance que deu a franquia a certeza de que tinha no jovem um bom running back para os próximos anos.

Em 2010 Shady assumiu o número 25 – utilizado how-lesean-mccoy-broke-the-eagles-64-year-old-rushing-record-in-a-blizzardem Pittsburgh – e a posição de titular em um dos ataques mais explosivos da NFL. Os Eagles foram o segundo melhor ataque em jardas e o terceiro em pontos anotados com uma letal combinação de McCoy com Michael Vick, Jeremy Maclin e DeSean Jackson. O time se classificou aos playoffs mas caiu diante do Green Bay Packers em casa – time que viria a ser o campeão daquele ano. Philly até foi melhor no duelo, mas dois field goals fáceis errados por David Akers fizeram a diferença no fim. Shady foi fundamental nesse processo e passou das mil jardas terrestres pela primeira vez na carreira.

Philadelphia manteve a base, mas não retornou aos playoffs em 2011 – muito por conta das várias lesões de Michael Vick. Mesmo assim McCoy foi destaque da equipe: jogador com mais TDs terrestres (17) e TDs totais (20) da temporada. Isso além de 1,300 jardas terrestres. Foi ao segundo Pro Bowl da carreira – esse como titular. Caiu de rendimento no ano seguinte, assim como todo o time dos Eagles (4-12). Não passou das mil jardas nem foi ao Pro Bowl no único ano desde que assumiu o posto de titular.

2013 marcou o fim da era Andy Reid e o início de uma péssima administração de Chip Kelly. O veloz ataque do treinador funcionou muito bem no primeiro ano – enquanto Kelly se dignou apenas a cuidar das coisas dentro de campo. Shady foi uma das bases do esquema do treinador e foi sensacional: RB com mais jardas terrestres (1,607) e o jogador com mais jardas totais (2.146). McCoy ajudou o time a vencer a NFC East e se classificar aos playoffs. O RB correu para 77 jardas e um TD, mas não foi capaz de evitar a derrota em casa para o New Orleans Saints.

índiceContinuou com a mesma toada em 2014 – computou 1.319 jardas terrestres – mas não conquistou uma vaga na pós-temporada. Desempenho que fez com que McCoy virasse uma referência do elenco e ídolo absoluto da fanática torcida de Philly. Isso até Kelly aprontar das suas. Em um dos piores movimentos da história o treinador trocou McCoy com Buffalo Bills pelo linebacker Kiko Alonso. Philadelphia amanheceu de luto no dia seguinte. “Shady” é o melhor running back da história da franquia em números: primeiro em jardas (6,972) e jardas da linha de scrimmage por jogo (100,8), terceiro em TDs terrestres (44).

O jogador ficou extremamente chateado com a troca, mas rapidamente abraçou seu novo time. Mesmo com algumas lesões o running back teve um bom primeiro ano em Buffalo: 895 jardas e três TDs em 12 partidas disputadas. Enfrentou os Eagles na Philadelphia e foi muito bem recebido: beijou o escudo da equipe no chão, deu um abraço no dono da franquia… mas não cumprimentou Chip Kelly.

Mais adaptado, Shady foi o nome de mais destaque de um time dos Billls que, digamos, não empolgou em 2016: foi o líder em jardas e touchdowns anotados! O camisa 25 ainda é um dos jogadores pais perigosos no backfield e tem tudo para continuar sendo ídolo da fanática torcida dos Bills em 2017.

Tags: , , , ,

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus Filippi é fundador e editor-chefe do Endzone Brasil

Mais notícias