Prévia da temporada 2017: Como será o ano do Arizona Cardinals

“Agora ou nunca parte 2”? Será mais um ano difícil para o envelhecido Arizona Cardinals 

Incrível como o Arizona Cardinals despencou de produção de um ano para outro – certamente foi uma das maiores decepções da última temporada. Quando parecia que o time havia se reforçado e chegaria ainda mais forte em 2016, uma queda absurda de desempenho do veterano Carson Palmer e algumas lesões significativas da linha ofensiva acabaram com qualquer chance da equipe em sonhar com playoffs. Após a temporada do ‘agora ou nunca’ claramente não ter dado certo, o time continua insistindo em um Palmer com quase 38 anos e visivelmente em declínio. Arizona perdeu uma quantidade absurda de talento no mercado na última offseason e repôs com outros atletas, não só piores tecnicamente, como também mais velhos. Assustador. Será um longo ano para o torcedor em Phoenix.

Ataque aposta todas as fichas no fantástico David Johnson

É algo perfeitamente normal na NFL os quarterbacks caírem de produção no fim da carreira – e com Carson Palmer não foi diferente: ele teve os piores números individuais desde 2011! Justiça seja feita, o técnico Bruce Arians não o ajudou – insistia em jogadas de passes mais longos com uma linha ofensiva recheada de desfalques. Sinceramente, esperava que a franquia trouxesse um substituto para Palmer no último Draft, mas Arizona ignorou completamente a posição. Pode até ser que o QB dê a volta por cima, mas acho extremamente improvável.

Nesse contexto, os Cardinals vão depender ainda mais do melhor jogador dessa equipe: o RB David Johnson. O dinamismo do camisa 31 cria inúmeros matchups para os adversários por ser uma real ameaça tanto no jogo corrido como aéreo: ele foi o jogador com mais jardas totais da linha de scrimmage (2118) e teve 20 touchdowns no ano passado. Um monstro! Arians sabe que, se tudo der errado, pode dar a bola que Johnson resolve.

A linha ofensiva do ano passado não era ruim, mas não conseguia ficar saudável. A promessa para esse ano não é das mais animadoras com a aposentadoria do monstro Evan Mathis e com a incerteza dos tackles D.J. Humphries e Jared Veldheer trocando de posição. Pode ser que dê certo. O corpo de recebedores também depende de um vovô, mas esse está muito longe de regredir: Larry Fitzgerald foi o jogador com mais recepções da NFL em 2016 (107) e tem tudo para ter uma performance similar aos 34 anos. Além do futuro membro do Hall da Fama, os Cardinals contam com JJ Nelson e John Brown como bons coadjuvantes. A posição de tight end continua sendo um problema.

Defesa menos talentosa para 2017

Definitivamente não foi uma boa offseason para os Cardinals – o time perdeu vários titulares na defesa em todos os setores e, na maioria dos casos, não repôs à altura. A linha defensiva sofreu uma grande baixa com a saída de Calais Campbell e deve ser muito vulnerável contra corridas sem um nome razoável para substituí-lo.

Pelo menos o pass-rush promete ser feroz com a chegada do calouro de primeira rodada Haason Reddick para complementar os monstros Chandler Jones e Markus Golden – ambos tiveram mais de dez sacks no ano passado. O jovem chega e deve ser titular em um primeiro momento com a lesão de Deone Bucannon. O veteraníssimo Karlos Dansby fará sua terceira passagem pelos Cardinals para substituir Kevin Minter – que finalmente mostrou a que veio e foi um dos melhores da defesa em 2016.

A secundária perdeu outro nome de peso: Tony Jefferson foi um dos melhores, se não o melhor, safety do ano passado. Para tapar o buraco, Arizona trouxe o veterano Antoine Bethea e o calouro Budda Baker, mas por enquanto não são nomes de peso para fazer parceria com Tyrann Mathieu. O grupo de cornerbacks tem o espetacular Patrick Peterson e… Patrick Peterson. O problema é que os times evitavam o lado do camisa 21 e sempre lançavam para o canto oposto – com vários nomes medianos. Essa tendência deve permanecer para 2017.

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Favoritismo em 2017

Será que Carson Palmer e companhia levam os Cardinals ao título em 2017? Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 36 para um. Carolina é o sétimo nome para vencer a NFC, com 15 para um, e o segundo dentro da NFC: R$4 para cada real investido.

Vai até onde?

A porta para o Super Bowl já se fechou – e a diretoria ainda não entendeu isso. É incontestável que o Arizona Cardinals está mais fraco este ano, pelo menos no papel. Pode ser que Bruce Arians tire um coelho da cartola, mas não é a minha aposta. Os Cardinals vão cair ainda mais, brigar com os Rams pela segunda posição na NFC West e ficar mais um ano de fora dos playoffs. Quem sabe assim o time finalmente acorda e vai atrás de um substituto para Palmer – que deve se aposentar no fim do ano.

Previsão: 3º da NFC West

Ingressos para a temporada 2016 da NFL

 

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