Prévia da temporada 2017: como será o ano do Detroit Lions

Há vida pós-Megatron! Lions buscam retorno aos playoffs para quebrar tabu

Depois de oito anos contando com um dos melhores wide receivers da história da NFL, o Detroit Lions entrou na temporada com a dúvida de como seria a sequência da franquia sem Calvin Johnson no elenco. O futuro era incerto, mas Matthew Stafford colocou a responsabilidade embaixo do braço e mostrou aos torcedores dos Lions que há vida sem Megatron.

Se por um lado o protagonismo do recebedor deixou o time, a estrela do quarterback começou a brilhar mais ainda. Presença garantida nas listas dos melhores da posição em atividade, Stafford se destacou na temporada por performances estupendas nos últimos quartos das partidas. Na semana 14, inclusive, o camisa 9 liderou a franquia à uma virada no último período sobre o Chicago Bears, foi a oitava ele no ano, quebrando o recorde da história da liga no quesito, segundo Randall Liu, diretor de futebol e comunicações da organização. O forte desempenho permitiu que os Lions voltassem aos playoffs, depois de ficarem fora em 2015.

No entanto, a fraca defesa contra o passe e o inofensivo jogo corrido limitaram o futuro da franquia – que acabou derrotada na rodada de Wild Card pelo Seattle Seahawks por 26 a 6.

“O jogador mais bem pago da história”

Como dito acima, Matthew Stafford fez uma temporada em um nível altíssimo, o colocando em um dos candidatos a MVP em 2016. Resultado: nesta semana, o quarterback renovou com os Lions e se tornou o jogador mais bem pago da liga, são US$ 135 milhões (R$ 424,8 milhões) por cinco temporadas, US$ 27 milhões (R$ 84,9 milhões) por ano.

Assim, a expectativa não é nada menos que o QB repita, ou supere, esse desempenho em 2017. O trabalho, porém, está longe de ser fácil. Uma vez nos holofotes, Stafford chamou as atenções para si e, portanto, foi muito bem estudado pelas defesas adversárias nesta intertemporada e deve encontrar mais dificuldades em conectar os passes.

Falando nisso, o camisa 9 contará com seus principais alvos, Golden Tate e Marvin Jones, além de Kenny Golladay, selecionado na terceira rodada do último draft. O tight end Eric Ebron também é peça importante e deverá ser acionado pelo QB.

Deficiência na temporada passada, nesta, o ataque terrestre deve voltar a ser um valioso aliado de Stafford. Ameer Abdullah, draftado em 2015, deveria ter dominado a posição no ano passado, mas uma lesão no jogo 2 o tirou do resto da temporada, o que foi um golpe arrebatador para este setor da equipe. Mas isso é passado, e Abdullah já está de volta para mover as correntes do ataque dos Lions quando for acionado.

A principal mudança na ofensiva de Detroit está na proteção ao QB. A linha foi praticamente reformulada, inclusive com a adição de TJ Lang, ex-jogador do rival Packers. Apesar disso, esta unidade da franquia deve sentir muita falta do segundo-anista Taylor Decker, que teve uma ótima temporada como em calouro em 2016, mas passou por uma cirurgia no ombro em junho e não está pronto para iniciar a temporada com os Lions.

Depois de um ano horroroso, defesa deve melhorar em 2017

Segunda pior franquia no número de touchdowns aéreos sofridos e 30º lugar em sacks produzidos, Detroit conviveu com uma defesa sofrível na temporada passada e, em muitos jogos, viu seu ataque resolver a problema. É claro que o ponto forte segue sendo o setor comandado por Matthew Stafford, mas a equipe teve sua contenção reforçada para este ano.

Tido como um dos melhores linebackers da classe, Jarrad Davis foi selecionado na 21ª escolha geral do último Draft e chega como esperança de elevar o patamar do time. Outro que, se saudável, irá contribuir para isso é Ezekiel Ansah. O defensive end, que conviveu com problemas no tornozelo na temporada passada, procura retornar ao seu melhor em 2017. Se conseguir, os adversários dos Lions terão uma grande ameaça pela frente. Para conter os avanços adversários, o experiente Haloti Ngata e o recém-chegado Cornelius Washington farão companhia a Ansah.

Na mesma direção, a secundaria também foi fortalecida e recebeu importantes adições. DJ Hayden, que trocou os Raiders pelos Lions, briga por uma das posições de cornerback com os calouros Teez Tabor e Jamal Agnew. O resto da unidade deve contar com o campeão do Super Bowl XLIX com os patriota Tavon Wilson, além dos já consolidados Darius Slay e Glover Quin, líderes da defesa de Detroit.

 

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Favoritismo em 2017

As casas de aposta não estão confiando nem um pouco no ‘novo rico’ da NFL. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 51 para um! Detroit é o décimo favorito para vencer a NFC, com 29 para um, e a terceira força na NFC North: R$7,00 para cada real investido.

Vai até onde?

As expectativas para o Detroit Lions em 2017 são de quebra de tabu. A última vez que a franquia foi aos playoffs por dois anos consecutivos foi no biênio 1994-95. Esta temporada, espera-se que está longa sequência negativa possa ser quebrada. Outro jejum incomodo perseguido pela equipe é o título da divisão, algo que não vem desde 1993. Para isso, os Lions terão que superar o sempre forte Green Bay Packers, favorito à conquista. Mesmo que não consiga, a possibilidade uma vaga via Wild Card é bem realista para a franquia.

Previsão: 3º da NFC North

Ingressos para a temporada 2016 da NFL

 

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