Prévia da temporada 2017: Como será o ano do Green Bay Packers

A chance do segundo Super Bowl da era Rodgers é real

O que o Green Bay Packers fez em 2016 foi simplesmente brilhante: uma arrancada de seis vitórias consecutivas na temporada regular e mais duas nos playoffs – ficando a um jogo do Super Bowl. Apesar do genial Aaron Rodgers ter seguido ao pé da letra o ‘run the table’ dito após a quarta derrota consecutiva na metade do ano, o time mostrou algumas deficiências na final da NFC que precisam ser corrigidas – principalmente na defesa. Não foi a toa que o general manager Ted Thompson gastou as quatro primeiras escolhas do Draft para dar mais juventude e vitalidade ao envelhecido setor. Independente da evolução dos calouros, uma coisa é certa: os Packers sempre são candidatos a Super Bowl enquanto Aaron Rodgers estiver comandando o ataque.

Ataque precisa ser regular o ano todo

Começar dizendo que a temporada dos Packers depende quase que exclusivamente do desempenho de Aaron Rodgers pode ser um baita de um clichê, entretanto, isso nunca foi tão verdadeiro. O ano de 2016 foi sintomático: um começo devagar do QB quase custou a vaga nos playoffs, isso até o gênio acordar e arquitetar oito vitórias seguidas. Não é exagero dizer que foi a sequência mais brilhante de atuações do QB:  foram 18 TDs, nenhuma interceptação, 70% dos passes completos e um rating de 120 somando os últimos sete jogos da última temporada regular.

A grande questão falada pelos lados de Wisconsin é fazer com o que o ataque seja regular todo o ano e não ‘pegue no tranco’ após a situação apertar. A-Rod segue no auge da forma e terá praticamente todo o grupo do ano passado à disposição. A única saída notória do grupo d recebedores foi do TE Jared Cook, mas a franquia tratou de substituí-lo por uma boa dupla: Martellus Bennett, campeão do último Super Bowl com os Pats, e Lance Kendricks. Eles devem dar uma nova dimensão ao ataque e dar mais liberdade mais os excelentes WRs da equipe (Jordy Nelson, Davante Adams e Randall Cobb).

A linha ofensiva possui talvez a melhor dupla de tackles da NFL: Bryan Bulaga e David Bakhtiari. Já no miolo a coisa muda um pouco de figura. Duas peças se foram na última intertemporada: o guard T.J. Lang, e o center J.C. Tretter. O veterano Jahri Evans chegou para ser o RG com Corey Linsley pelo meio – vejamos como essas mudanças refletem em campo.

O único ponto de maior questionamento é o jogo corrido do time, pois Green Bay viu Eddie Lacy voar, ou rolar, para os Seahawks e não trouxe nenhum ‘carregador de piano’ no mercado. Alguns estão receosos pelo fato do RB1 agora, Ty Montgomery, não ser esse cara que vai carregar 25 bolas no jogo. Entretanto, creio que ele não precisa ser. A melhor utilização do camisa 88 seria como strong tailback nas formações com dois jogadores no backfield – assim ele pode se deslocar tanto para o slot como um flanker para aproveitar toda sua habilidade recebendo passes.

A principal questão aqui é qual calouro utilizar como o outro RB. De todas as jovens promessas, talvez a que mais encaixe nesse esquema de dois tailbacks seja Aaron Jones – produto de Texas-El Paso. Apesar de não ser tão rápido, ele é o melhor dos calouros recebendo passes e pode fazer uma dupla imprevisível para as defesas ao lado de Montgomery. Já Jamaal Williams, primeiro running back selecionado no Draft, deve ser utilizado mais em situações de poucas jardas e goal line junto do fullback Aaron Ripkowski.

Sangue novo para elevar a defesa de patamar

Apesar de Rodgers ser um monstro sagrado, a defesa precisa minimamente ajudá-lo. O jeito como os Falcons destruíram a defesa dos Packers na final da NFC deixou escancarado o problema já conhecido na secundária – a segunda pior cedendo passes em 2016. Assim como em 2015, a franquia voltou a investir as primeiras escolhas do Draft em jovens para tapar esse buraco no elenco. Kevin King e Josh Jones são bons reforços para um grupo que perdeu Sam Shields e Micah Hyde, mas não devem ser titulares em um primeiro momento.

Apesar de não ser brilhante, Davon House retorna após dois anos ‘de férias na Flórida’ e deve ser o CB titular ao lado de Quinten Rollins. A dupla de safeties continua sendo muito boa com Ha Ha Clinton-Dix e Morgan Burnett.

O front seven perdeu basicamente dois nomes importantes do ano passado: Julius Peppers e Datone Jones. Após ignorar o pass-rush no Draft, Green Bay adicionou recentemente ao elenco o veteraníssimo Ahmad Brooks, dispensado dos Niners, e Chris Odom – calouro que estava nos Falcons. Eles devem dar um bom suporte a Nick Perry, melhor pass-rusher do ano passado com 11 sacks, e a Clay Matthews – que parece finalmente estar recuperado da lesão no ombro que limitou seu desempenho. A linha conta com o talento de Mike Daniels e uma evolução do jovem Kenny Clark.

 

>>>VEJA O ÍNDICE COM TODAS AS PRÉVIAS PARA A TEMPORADA 2017

 

Favoritismo em 2017

Não é surpresa que o Green Bay Packers seja um dos principais candidatos ao título em fevereiro. Segundo dados do Oddsshark.com, a chance do time ganhar o Super Bowl é de 11 para um – terceiro menor valor! Green Bay é o principal favorito tanto para vencer a NFC , com 5 para um, como dentro da NFC North: R$1,50 para cada real investido.

Vai até onde?

São duas finais de NFC nos últimos três anos e oito temporadas consecutivas nos playoffs. Está chegando a hora desse time retornar ao Super Bowl. Apesar de Aaron Rodgers dizer que pode jogar por mais dez anos, ele não é mais um menino. O time precisa dar todo o suporte necessário para o camisa 12 levá-los mais uma vez à terra prometida. Não será nada fácil, mas os Packers devem vencer a NFC North. Agora, para falar em Super Bowl, a defesa precisa dar um salto gigantesco em relação ao ano passado.

Previsão: 1º da NFC North

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