Entenda por que o Los Angeles Rams vai vencer o Super Bowl 53

Como já é tradição, o Endzone Brasil encara o desafio máximo de tentar prever o resultado de mais um Super Bowl. Claro que os números e as estatísticas são importantes, mas é preciso sempre lembrar que a grande final da NFL está longe de ser um jogo comum – o coeficiente emocional muitas vezes fala mais alto na equação e pode transcender a tática ou o talento.

Por isso, a ideia desses dois posts é usar a razão e analisar friamente quais os motivos que levarão tanto Los Angeles Rams como New England Patriots a levantar o Vince Lombardi no domingo à noite. Depois de analisar os motivos que levarão os Patriots à vitória, confira por que os Rams vão vencer o Super Bowl 53 em Atlanta!

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A missão de encontrar um caminho para a vitória do Los Angeles Rams no Super Bowl LIII certamente é uma das mais valiosas nestas semanas que antecedem a grande decisão. Apesar de entrarem em campo com o aspecto de zebra, a equipe tem motivos para acreditar que pode levantar o Troféu Vince Lombardi no próximo domingo.

– Dupla Gurley/Anderson vai fazer a diferença

Dentre os fatores que transmitem esperança aos torcedores dos Rams, está Todd Gurley. Não é uma verdade absoluta, é claro, mas para que Los Angeles tenham chances de vencer os Patriots, o running back precisa estar saudável e em alto nível. Na temporada regular, Gurley liderou a NFL em touchdowns corridos (17) e foi o segundo colocado em jardas por tentativa (89,4). Além de seu potencial nas trincheiras, o corredor demonstra boa habilidade recebendo passes, não à toa anotou outros quatro TDs desta forma. Gurley é mortal quando está 100%, então se estiver bem, será um grande problema para a defesa dos Patriots.

Mas e se Todd Gurley não conseguir se impor, resta apenas torcer para C.J. Anderson repetir o desempenho que apresentou até aqui nos playoffs? Não. Mesmo o running back tendo demonstrado que pode suprir a ausência de Gurley com sua força e explosão, um insucesso do jogo terrestre não condena o destino dos Rams. Ainda há esperança no jogo aéreo ou, como por exemplo, no play-action – arma muito utilizada pela franquia e que, se for bem estabelecida, pode castigar os Patriots.

– Jared Goff não vai sentir a pressão

Jared Goff estará em sua prova de fogo e não poderá sentir a pressão deste momento. É preciso que o quarterback esteja muito bem entrosado com Sean McVay, bem como com seus companheiros de ataque. Conhecendo Bill Belichick, é fácil imaginar que os Patriots não entregaram aos Rams qual posicionamento a defesa irá tomar, fator que complica a leitura por parte do head coach de Los Angeles na sideline. Com isso, Goff precisará estar em dia com seu poder de decisão, para assim evitar turnovers e encontrar os caminhos para a vitória.

– Pass-rush vai assombrar Brady

Mas, mais do que marcar pontos, imagino que o segredo da vitória dos Rams passe muito do desempenho de sua defesa. O corpo de linebackers não é dos mais potentes, então é preciso que eles estejam 100% atentos. O mesmo serve para a secundária, que tem o talento dos experientes Aqib Talib e Marcus Peters, mas já se mostrou displicente em alguns momentos.

Mas, a grande responsabilidade está no pass rush. Líder em sacks (20,5) e em tackles para perda de jardas (25) na temporada regular, Aaron Donald é a principal arma desta unidade. A dupla formada por ele e Ndamukong Suh precisará ser muito feroz na pressão exercida pelo miolo da linha ofensiva de New England. É provável que Aaron Donald não consiga encostar tantas vezes em Tom Brady, devido ao quick release do camisa 12, mas ele precisará ser fatal quando alcançar o quarterback – o mesmo serve para as infiltrações que Donald conseguir para encostar no running back Sony Michel.

– Fator bônus: imprevisibilidade de Sean McVay

Dentre os vários pontos positivos no esquema de jogo do técnico dos Eagles, Doug Pederson, na vitória emblemática da equipe contra os Pats no ano passado, um deles chamou atenção: ele utilizou uma das maiores qualidades dos Patriots contra eles mesmos. Como Bill Belichick faz os jogadores estudarem horas e horas os vídeos dos adversários, para estarem preparados para qualquer situação, Philadelphia trouxe para o Super Bowl várias formações inéditas e que New England jamais havia visto! Caberá a Sean McVay a capacidade de bolar esquemas que surpreendam Belchick e companhia no domingo.

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