Entenda por que o New England Patriots vai vencer o Super Bowl 53

Como já é tradição, o Endzone Brasil encara o desafio máximo de tentar prever o resultado de mais um Super Bowl. Claro que os números e as estatísticas são importantes, mas é preciso sempre lembrar que a grande final da NFL está longe de ser um jogo comum – o coeficiente emocional muitas vezes fala mais alto na equação e pode transcender a tática ou o talento.

Por isso, a ideia desses dois posts é usar a razão e analisar friamente quais os motivos que levarão tanto Los Angeles Rams como New England Patriots a levantar o Vince Lombardi no domingo à noite. Depois de analisar os motivos que levarão os Rams à vitória, confira por que os Patriots vão vencer o Super Bowl 53 em Atlanta!

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Para surpresa de absolutamente ninguém, os Patriots estão em mais um Super Bowl – até parece uma tradição anual da NFL. Após um começo irregular, New England fez o ‘feijão com arroz’ para se classificar aos playoffs e vem jogando DEMAIS nesta pós-temporada. Será que o desempenho se repete no Super Bowl? Há muitos motivos para acreditar no sexto anel de campeão chegando para Tom Brady! Veja os principais:

– O esquema defensivo de Belichick vai neutralizar Todd Gurley

Como todos sabem, o esquema defensivo de Bill Belichick é bem claro: identificar a principal arma ofensiva do adversário e anulá-la completamente. No caso do Super Bowl 53, “Tio Bill” certamente já possui um alvo em mente: Todd Gurley. Mesmo com a produção mediana nos playoffs, voltando de contusão, o running back muitas vezes é a válvula de escape de LA – tanto correndo como recebendo passes. Caso ele volte à velha forma diante dos Pats, o treinador de New England certamente estará preparado.

Além de impedir as big plays de Gurley correndo pelas laterais, a chave para parar esse ataque dos Rams será de incluir algumas formações de zona para combater as formações de três wide receivers de McVay. Com uma mistura de marcações por zona e individuais, certamente Belichick vai confundir a cabeça do jovem Jared Goff na hora das leituras.

– Tom Brady vai fazer a diferença mais uma vez

Um dos argumentos daqueles que colocam Tom Brady como o maior de todos os tempos, o famoso GOAT, é o fato do quarterback crescer demais de produção na hora da decisão – é assustador como sempre vemos a melhor versão do quarterback nos meses de janeiro e fevereiro. Se TB continuar na ‘pegada’ das últimas semanas, fica difícil imaginar o time não vencendo o Super Bowl 53 em Atlanta.

Se você somar apenas as últimas três aparições no Super Bowl, contra Seahawks (2015), Falcons (2017) e Eagles (2018), são 1299 jardas totais (média de 433 por jogo) e nove touchdowns – inclusive quebrando o recorde de jardas aéreas na última edição com 505. Se Brady começar ‘fervendo’ como contra Chargers e Chiefs e abrir vantagem logo de cara, será uma vitória sem grandes sobressaltos dos Pats.

– New England vai dominar as trincheiras e o relógio

Apesar do bom trabalho nos playoffs, a defesa dos Rams cedeu uma média de 5,1 jardas por corrida na temporada regular – a pior da NFL. Será que o grupo conseguirá brecar um ataque que vem dominando os adversários pelo chão na últimas semanas? Difícil.

Muito pelos problemas ao longo do ano, os Patriots voltaram o seu playbook para o jogo terrestre e dominaram totalmente as trincheiras e, consequentemente, a posse de bola nos dois jogos de pós-temporada: foram assustadoras 82 corridas e 331 jardas somando os embates contra Chargers e Chiefs.

A missão dos Rams é extremamente complicada jutamente pelo fator de ‘cobertor curto’: se o time reforçar os jogadores nas trincheiras, Brady vai castigar com o seu quick release único e a capacidade de ler as formações do adversário.

– Fator bônus: a experiência dos Pats vai fazer diferença

Se um duelo qualquer da NFL geralmente é decidido em pequenos detalhes, imagine um Super Bowl – geralmente alguns erros comuns são fatais na hora de levantar (ou não) o Vince Lombardi. É aqui que a expriência pesa a favor dos Patriots: estamos falando de um time que vai para o nono Super Bowl em um período de 17 anos. Brady e Belichick já passaram por inúmeras situações diferentes na grande final e sabem bem como agir em cada uma delas – basta lembrar da virada épica no SB 51 contra os Falcons.

Resumindo, a situação psicológica das equipes é a seguinte: caso os Rams não cometam erros, eles podem vencer; já New England pode tropeçar algumas vezes durante a partida e mesmo assim conquistar mais um Super Bowl – essa é a principal diferença entre as equipes na finalíssima em Atlanta. Além do mais, vale sempre lembrar que a dupla Sean McVay e Jared Goff é a mais jovem da história de quarterback e treinador a disputar um Super Bowl.

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